Persistência e foco no negócio são a chave do sucesso

Ivanete Valadão Caldeira, proprietária do Grupo Primicia, ressalta a importância de não desistir diante das dificuldades que surgem no começo


Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
De acordo com Ivanete Valadão Caldeira, proprietária do Grupo Primicia, persistência foi a palavra-chave para o sucesso

O Grupo Primicia conquistou seu espaço no mercado da moda na RPT (Região do Polo Têxtil). De uma empresa familiar, transformou-se em um guia de tendências e estilo a ser seguido por outras companhias do mesmo ramo do interior paulista. No entanto, o caminho não foi traçado com facilidade.

De acordo com Ivanete Valadão Caldeira, proprietária do Grupo Primicia, persistência foi a palavra-chave para o sucesso. “Hoje, muitos empreendimentos que nascem, morrem logo no primeiro ou segundo ano porque, na primeira dificuldade, a pessoa já desiste. Então, é preciso persistir. Quando olho para o nosso começo, por exemplo, vejo que foi muito difícil, mas a gente não desistiu e seguiu em frente”, relembra a empresária.

“Todos os cases de sucesso que você vê no mundo, são de pessoas que raramente deram certo na primeira tentativa. Então, a pessoa não pode desistir”.

O sonho de construir uma empresa voltada ao ramo de vestuário sempre esteve presente na mente e no coração de Ivanete. “Trabalhei 10 anos em uma confecção de lingerie onde aprendi muito sobre produção. A partir daí, nasceu o sonho de ter minha própria confecção. Sou apaixonada por tudo isso”, aponta. A empresa começou em casa, com uma produção pequena, de poucas peças. Mas logo as vendas foram aumentando, o que levou Ivanete a pensar em algo maior.

Na hora de crescer, vieram as dificuldades. Falta de capital para investir e informação sobre fornecedores de qualidade são alguns pontos que a empresária aponta que dificultaram no começo da empresa. Por isso, Ivanete revela que conhecer a fundo o mercado é a chave para a mulher que quer empreender.

“Ela precisa estudar bastante o mercado e conhecer a fundo o que ela quer fazer, ter muita persistência no negócio. Além disso, você precisa ser aberto às mudanças do mercado, produzir aquilo que os clientes pedem ou o que vende. É preciso ouvir bastante e ser apaixonado por aquilo que você faz, esse é o principal ‘tempero’ do negócio”, salienta a empresária.

Ascensão do Grupo Primicia

A marca Primicia nasceu em 1998, criando peças de lingerie para serem revendidas.

A ideia era criar peças de preço baixo, mas com qualidade. As primeiras máquinas de costura foram colocadas na própria casa do casal Ivanete e José Caldeira Filho. Observando as necessidades do mercado e a demanda, a marca foi ganhando espaço no segmento. O crescimento gradativo e bem pensado levou à expansão da empresa.

Hoje, o Grupo Primicia investe em novas marcas, como a Hugh, linha de moda íntima masculina, que inclui peças como cuecas e samba-canção, e a Vith, composta por produtos da moda praia e fitness. Um verdadeiro sucesso de mercado!

Criatividade para superar a crise

O Brasil vive um momento complicado na economia. Recém-saído de uma crise, que fechou mais de 341 mil empresas entre 2013 e 2016, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ainda é cedo para dizer quando a maré estará boa novamente para quem quer empreender e realizar o sonho de abrir a própria empresa.

“Neste momento, está difícil para a mulher, para o homem, para todo mundo que quer empreender”, aponta a empresária Ivanete Valadão Caldeira. No entanto, é justamente nessas fases mais difíceis que o espírito de empreender e a criatividade do brasileiro podem fazer a diferença. “Não é um momento fácil, mas tem poucas pessoas se arriscando – e é justamente em momentos de dificuldade que nascem as melhores oportunidades”, ressalta a empresária.

Para Ivanete, alguns pontos simples podem ajudar quem quer desafiar o mercado e procurar o seu lugar ao sol.

“É preciso pensar além do dinheiro que se quer ganhar. É preciso pensar também na realização profissional que aquilo vai trazer para você. Até porque, dados mostram que, em quase todos os empreendimentos, você demora de dois a quatro anos para começar a ter um retorno financeiro”, diz.

“A insegurança da economia no Brasil é uma constante. Então, é preciso dar passos curtos e investir, mas com cuidado”, ensina a empreendedora.

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