Para onde caminha a educação?

Uso das novas ferramentas tecnológicas garante uma aprendizagem potencializada; Politec tem cursos e ferramentas com esse objetivo


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
“O Brasil vive um momento de transformação tecnológica, ou seja, antigamente você não tinha todos os recursos de multimídia que, hoje, estão à disposição dos alunos”, observa Jaime Alfredo Klava

A sociedade passa por transformações a todo momento, mas talvez nenhuma delas tenha trazido tantas mudanças, e em tão pouco tempo, quanto a tecnologia. Hoje, estamos conectados a maior parte do dia, seja em casa, com os computadores, seja na rua, com os smartphones. Isso, claro, também se reflete na educação: laboratórios de informática de última geração, equipamentos modernos e novas ferramentas ajudam a potencializar o aprendizado dos jovens.

“O Brasil vive um momento de transformação tecnológica, ou seja, antigamente você não tinha todos os recursos de multimídia que, hoje, estão à disposição dos alunos”, observa Jaime Alfredo Klava, diretor do Colégio Politec. “Projeções de máquinas, esquemas e sistemas eram todos manuais”, exemplifica. Em mais de 30 anos de existência, o Politec já formou mais de seis mil técnicos nos cursos de Informática e Eletrônica.

No colégio, aponta Klava, há uma vantagem nesse sentido. “Como temos o curso técnico de Informática, temos especialistas que nos assessoram em todas as outras etapas do ensino, como na Educação Infantil, além de laboratórios e salas especiais de iPad”. Assim, segundo o diretor, os alunos já têm vivência com as novidades da tecnologia desde a infância. “É algo que se atualiza muito rápido, o que era moderno há 10 anos já está ultrapassado. Por isso, é importante essa ligação com a tecnologia”.

A realidade virtual foi um exemplo citado pelo diretor. “Ela permite, por exemplo, que as pessoas comandem máquinas à distância, sem estar presente. Isso já acontece bastante na medicina, mas também já ocorre na indústria”. E não são só os alunos que precisam ficar atualizados: os educadores são peças fundamentais no processo educacional. “O treinamento é importantíssimo para que os professores tenham essa imersão tecnológica e deem todo o suporte aos alunos. A educação é uma eterna caminhada. A escola precisa ter a sensibilidade de que as defasagens educacionais não afetem os alunos e sejam sempre reduzidas, para o amplo desenvolvimento de todos eles”, enfatiza Klava.

Educação em transformação

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Em mais de 30 anos de existência, o Politec já formou mais de seis mil técnicos nos cursos de Informática e Eletrônica

Para Davi Azenha Klava, orientador educacional dos 7º e 8º anos do Politec, as transformações vividas pela sociedade atual não escapam do âmbito escolar. “O avanço da tecnologia tem causado grandes impactos na forma como as pessoas enxergam o mundo ao seu redor, as outras pessoas e a si próprias, gerando grandes mudanças nas relações humanas”, aponta. Os dispositivos digitais e as redes sociais, segundo ele, são as forças que puxaram essas mudanças.

Por isso, o desafio dos educadores é o de integrar princípios, valores, conhecimento e conteúdo nas salas de aula. “Os alunos estão expostos a uma infinidade de informações. Esse momento exige uma profunda reflexão sobre o ensino e sobre as transformações a serem feitas com o objetivo de melhorar o sistema educacional”, cita.

A grande chave para iniciar esse processo é despertar no aluno a sua própria identidade e suas capacidades. Além disso, é papel da escola auxiliar esses jovens a reconhecer suas habilidades e limites. “Devemos valorizar os acertos e permitir os erros, transformando o educando em protagonista do seu próprio processo de ensino-aprendizagem. Essa valorização do ser humano é algo que prezamos nesses mais de 30 anos de Politec”.

O diretor do colégio, Jaime Alfredo Klava, compara o ser humano a uma árvore para explicar essa questão: “Quando você planta uma semente e a planta cresce, ao longo do tempo ela deve ser regada; da mesma maneira é o cuidado com o ser humano, ele precisa ser ‘regado’ com conhecimento. A escola tem de aprimorar seu conhecimento, corrigir rotas, acolher, isso é muito importante”.

Afetividade também é essencial

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De acordo com a coordenadora, é na Educação Infantil que acontece o momento de “ruptura” na vida da criança

Para preparar o aluno para um futuro desconhecido que se desdobra, não basta apenas o envolvimento do aluno com a tecnologia. Já na primeira infância, fase essencial para o desenvolvimento do ser humano na qual todas as possibilidades de ensino estão abertas, é essencial que o aluno tenha um elo de afeto e carinho não só com a escola, mas também com os seus professores. “O afeto é um grande laço que liga professor e aluno, é um conjunto onde estão relacionados à autoestima, amor, sentimentos e valores. Essa afetividade transcende ao tempo, e independentemente da época que se vive isso não mudará”, explica Rebeca Klava Scannavino, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. “A escola deve ser esse lugar e cumprir esse papel de acolher e de transmitir afeto para seus alunos”.

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Segundo Rebeca, é na primeira infância que o indivíduo se encontra sem bloqueios e crenças que o limitem

De acordo com a coordenadora, é na Educação Infantil que acontece o momento de “ruptura” na vida da criança: se antes ela mantinha apenas uma vida familiar, esse é o ponto da vida em que ela precisa conhecer novos horizontes e iniciar uma nova experiência. “Para que tudo ocorra bem é necessário que a criança se sinta segura e acolhida, num ambiente que proporcione relações interpessoais positivas, considerando a criança em sua totalidade de forma integrada”, explica.

Ainda segundo Rebeca, é na primeira infância que o indivíduo se encontra sem bloqueios e crenças que o limitem, ou seja, aberto para novos estímulos que levem a criança a se tornar um adulto responsável, respeitoso e autônomo. “A ausência de uma educação que considere as questões emocionais em sala de aula e na família pode causar malefícios incalculáveis no desenvolvimento cognitivo de qualquer criança”, ressalta a coordenadora.

Formação completa

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Os cursos técnicos possuem qualidade profissionalizante e preparam os alunos para o ambiente da universidade,

Não é apenas na primeira infância que a educação deve ser levada muito a sério: para uma formação de qualidade e que abra portas para o futuro, o aluno deve fazer escolhas importantes também no Ensino Médio. Uma boa saída, segundo Cláudio Denardi Júnior, professor coordenador do curso Técnico em Informática e Gerente de TI (Tecnologia da Informação) do Colégio Politec, é fazer um curso técnico junto ao Ensino Médio.

De acordo com ele, isso garante uma formação completa e direcionada para o mercado de trabalho, já que o aluno deixa a escola, ao final dos estudos, com dois diplomas. “Para isso, o aluno deve escolher uma escola com tradição, comprometida com a educação, segura, a qual sabe que a adolescência é uma fase de transição e, ao final do 3º ano do Ensino Médio, terá o orgulho de apresentar para a sociedade pessoas empregáveis, com capacidade de concentração e preparadas para seguir seus estudos”.

Os cursos técnicos possuem qualidade profissionalizante e preparam os alunos para o ambiente da universidade, além de conduzirem os estudantes a se tornarem autodidatas. Segundo Cláudio, para que o aluno retire o máximo proveito dessa modalidade de ensino, o ideal é fazer tudo em um único turno. “Assim, o aluno obterá tempo durante o dia para estagiar ou para participar de projetos do governo como o Jovem Aprendiz”, reforça.

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Não é apenas na primeira infância que a educação deve ser levada muito a sério

Encerrando, o coordenador afirma que o aluno que ingressa numa universidade já com o diploma de nível técnico sai com uma vantagem perante o mercado. “O Ensino Médio e Técnico oferece habilidades práticas e teóricas que tem como objetivo preparar os estudantes para as demandas do mercado de trabalho. Portanto, fazer uma escolha consciente no Ensino Médio pode trazer estabilidade financeira e assertividade na escolha da graduação”.

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