Meu pet no casamento

Eles fazem parte da família e exclui-los da cerimônia está fora de cogitação, mas é preciso observar alguns cuidados


O casamento da atriz Karina Dohme com o empresário Lucas Lopes Camargo movimentou as redes sociais e os sites de celebridades em maio deste ano, não apenas pela beleza dos noivos, mas pelas fofíssimas “daminhas” de honra da cerimônia. Kiva e Kay, as cadelinhas do casal, roubaram a atenção no momento das alianças.

Foto: Marcos Misturini - Divulgação
Kiva e Kay foram a escolha do casal Karina Dohme e Lucas Lopes Camargo para a entrega das alianças

“A gente decidiu que não havia ‘gente’ melhor para esse momento. Elas representam muito nas nossas vidas. Nos ensinaram a ser pessoas melhores e nos têm preparado para sermos pais”, conta a atriz americanense.

A presença de Kiva e Kay emocionou os convidados. “Foi o momento em que as pessoas mais choraram. Fiquei muito orgulhosa de vê-las lá”.

O sentimento de pertencimento à família tem colocado os cães como primeira opção de casais prestes a subirem ao altar. No entanto, é preciso estar atento à personalidade dos pets já que não são todos os animais que estão aptos a assumir essa missão.

“Se o cão é muito tímido ou não gosta de gente, de música, se é mais agressivo ou mais propenso a algum desequilíbrio emocional, não deve participar do evento para não gerar estresse para ele”, observa o especialista em adestramento e criador, Reinaldo Müller Bertier. “Um cão mais equilibrado e sociável, que passou por treinamento, tem mais chances de sucesso nessa tarefa”, cita.

Limitar a participação dos pets ao momento da entrega das alianças, como fez Karina, é uma decisão segura. “Kiva é muito ciumenta e ela poderia latir no momento do beijo, então, depois das alianças, elas seguiram para casa com o cuidador”, conta a atriz.

Ele deve estar ambientado

Foto: Arquivo pessoal - July Fattoreto
A poodle Mel participou de toda a cerimônia e festa de casamento da psicóloga July e o marido Claudinei

A noiva July Cristi Fattoreto se cercou de cuidados com a poodle Mel. Optou por mantê-la no colo do início ao fim da cerimônia. “Era a primeira vez que ela estaria em um ambiente diferente e fiquei com medo dela dispersar. Mas, deixá-la de fora [da cerimônia] era algo impensável. Ela é como uma filha”, diz a psicóloga.

O adestrador Reinaldo Müller Bertier recomenda que o pet seja apresentado ao local da cerimônia antes do evento. “À medida que a data se aproxima, o cão deve ser introduzido ao ambiente, a música e a tarefa que precisa desenvolver. Isso o deixará menos ansioso no dia”.

Segundo Reinaldo, “um cão bem treinado, em três meses, é capaz de caminhar até o altar sozinho, participar da cerimônia e festa tranquilamente”. Outra recomendação é desligar os flashes das câmeras para não assustar e estressar o animal.

Do resgate ao enlace

Foto: Arquivo Pessoal - Priscila Pessin
A hora das alianças foi também o momento de entrega de Zé e Chico ao casal que os resgatou das ruas e os criava a distância

Em alguns casos, o animal de estimação é o cupido do casal. A educadora física Priscila Pessin e o engenheiro Bruno Bonin faziam o resgate de animais abandonados na rua e se encontraram algumas vezes no canil de Americana.

Entre um resgate e outro começaram a namorar e um dia se encantaram com um filhotinho encontrado muito doente. O irmão de Priscila se ofereceu como “lar temporário” para o cãozinho batizado de Zé. A história do outro pet de estimação do casal, o Chico, é diferente. Ele quase foi atropelado por Priscila.

“Chico era muito pequeno e estava infestado de carrapatos. Foi engraçado porque, um dia antes a gente tinha decidido em dar uma pausa nos resgates para economizar para nossa casa e apareceu o Chico”, lembra ela.

Ele também foi para casa de um “pai adotivo”. Quando decidiram se casar, Zé e Chico foram escolhidos para levar as alianças sendo guiados, cada um, por seu “criador temporário”. Para Priscila, “aquele momento representou a entrega definitiva deles para nós que, agora, tínhamos uma casa para recebê-los. Era muito triste tê-los à distância e, a partir daquele dia, estaríamos finalmente juntos”, ressalta.

Dicas para incluir o bichinho no casamento

Se a sua ideia é levar seu amigo de quatro patas para o seu casamento, preste atenção a essas dicas do criador Reinaldo Müller Bertier. Primeiro é preciso saber que o cão deve ser conduzido por uma pessoa de seu convívio. Por isso, deixá-lo com funcionários do local ou mesmo com a cerimonialista não é indicado. Os cachorros podem participar da recepção, desde que estejam acostumados com pessoas e música alta. Do contrário, o ideal é levá-lo para casa assim que encerrar sua participação. E tem mais…

Foto: Adobe Stock
Os cachorros podem participar da recepção, desde que estejam acostumados com pessoas e música alta
  • 1. Respeite o seu pet. Animais muito tímidos, agressivos ou que não estão acostumados com muitas pessoas ou barulho não devem ser “obrigados” a participar do casamento
  • 2. Atenção às regras. Nem todo lugar está apto a receber o cãozinho. Faça uma pesquisa prévia antes de bater o martelo sobre o local da cerimônia
  • 3. Momento certo. Geralmente os cães são cotados para levar as alianças, mas também podem acompanhar a florista ou entrar com o noivo à cerimônia
  • 4. Use a coleira. Se o cão não passou por treinamento, ele deverá ser mantido com a coleira e acompanhado por alguém que ele conheça
  • 5. Faça a ambientação! É preciso que o animal conheça o local e a dinâmica da cerimônia antes do grande dia. Na data, ele deve chegar com os padrinhos e convidados para ficar menos ansioso
  • 6. Contrate um cuidador. Para os noivos ficarem tranquilos antes da cerimônia e durante a festa, o ideal é contratar um cuidador que ficará responsável por manter o animal de estimação seguro e, principalmente, calmo
  • 7. Poucos adereços. Evite enfeitar demais o seu cachorro. É possível encontrar opções de coleiras em formato de gravata ou ainda enfeitar a própria coleira com flores, mas nada de excessos!

 

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