Outono, propício para a proliferação de bactérias

No período de clima seco e frio, é aconselhável o uso de roupinhas e vacinação


O outono chegou, amenizando as temperaturas e deixando o ar mais seco, devido à baixa umidade. Uma estação considerada problemática para a proliferação de alergias. Isso porque, até junho, o tempo fica mais seco, ocorrem mudanças bruscas de temperatura e também temos a aproximação de um tempo mais frio. “Combinação propícia para o aparecimento de vírus e bactérias”, enfatiza Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

Foto: Divulgação
Tempo de ficar atento com cachorros de focinho achatado, pois essas raças têm maior dificuldade para respirar e os olhos ficam expostos às bactérias

Nesta época, é tempo de ficar atento com os cães braquicefálicos (aqueles que têm focinho achatado), por conta do formato do crânio, eles têm maior dificuldade para respirar e os olhos também ficam mais expostos às bactérias, assim como filhotes e os animais idosos, que tem baixa imunidade. Alguns pets podem ficar ofegantes e sofrer de crise respiratória nos dias secos. Os olhos dos animais podem ficar vermelhos, lacrimejar e coçar. Com isso, eles podem tentar aliviar a coceira com as patinhas, causando lesões ou até levando bactérias para os olhos. O que provoca a infecção chamada de conjuntivite.

“O ideal é evitar caminhadas longas e brincadeiras muito ativas nesses dias. No outono e inverno, é necessário colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios; colocar mais potes de água pelos ambientes para a oferta de hidratação e oferecer alimentos úmidos. Os banhos deverão ser reduzidos”, salienta Vininha F. Carvalho.

No período de clima seco e frio, é aconselhável o uso de agasalhos e roupinhas. Cobertores deverão ser colocados no local onde o animal dorme. É preciso manter os locais sempre limpos e secos, e as roupas e cobertas livres de poeira.

Principais doenças da estação para os animais

As principais doenças que os atingem nesta época são a traqueobronquite infecciosa canina, no caso dos cães, e a rinotraqueite, nos gatos. Ambas são transmitidas por vírus, em contato com algum pet doente, principalmente em passeios na rua e nos parques.
Nos cães, os sintomas da traqueobronquite ou tosse dos canis aparecem com tosse seca, secreção nasal, espirros e febre. Já os gatos apresentam secreção nasal, secreção ocular amarelada ou esverdeada, espirros, febre e falta de apetite, em casos mais graves.
Os dois casos são tratados com antibióticos, além de serem realizados exames como hemograma e raios-X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.
“A imunização é a melhor forma de proteger os pets. Nos cães, deve ser aplicada a vacina de gripe canina e, nos gatos, a múltipla felina. As duas dão proteção contra essas doenças, mas devem ter uma dose de reforço todos os anos. Qualquer comportamento estranho, de desânimo e falta de apetite, o animal deve ser levado ao veterinário”, conclui Carvalho.
Website: www.revistaecotour.news

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