Nova Ducati Diavel combina conforto e esportividade

Motor de 1.198 cc cresceu para 1.262 cc, passou a ter função estrutural e fornece uma potência ligeiramente menor


Em sua primeira aparição há oito anos, no Salão de Milão de 2010, a Ducati Diavel deixou o mundo das duas rodas admirado. E agora, na segunda geração, repete a façanha novamente. Afinal, é um modelo atípico. O motor de 1.198 cc cresceu para 1.262 cc, passou a ter função estrutural e fornece uma potência ligeiramente menor – caiu de 164 para 161 cv, por conta da adequação às emissões exigidas pelo Euro 5.

A Diavel é uma moto de cruzeiro nas formas, mas naked esportiva na essência. Enquanto o Diavel X é uma custom com posição de pilotagem relaxada, com as pedaleiras avançadas, a Diavel oferece a postura clássica de um modelo street, com as pernas alinhadas com os ombros.

A nova Diavel mantém seu caráter único e as mesmas proporções do 1200 que ela substitui, com a área do tanque e o motor se concentrando na parte central do corpo do modelo, enquanto a traseira é curta e leve, com a alça de segurança do carona embutida sob o banco, para que fique mais compacta quando o piloto está só. Levantando o assento, há um botão que libera o mecanismo e permite que a alça de projete.

Foto: Divulgação
O motor passou a 1.262 cc e passou a ter função estrutural

O enorme pneu Pirelli Diablo Rosso III 240/45 17 domina o visual traseiro, enquanto na frente o farol ganha uma assinatura luminosa com a luz diurna na forma de uma ferradura. Também novo é o painel de instrumentos, que agora exibe um TFT colorido abaixo da linha do guidão. Logo acima, ficam as luzes-espia.

A amostra em teste é embelezada com detalhes de carbono, como os para-lamas e acessórios refinados da Rizoma, desde a tampa de combustível decididamente pronta para uso até as tampas dos reservatórios de freio e fluido de embreagem, passando pelas tampas das tampas laterais do motor.

Nunca faltou na Ducati Diavel a capacidade de provocar uma certa empolgação em quem olha e a nova 1260S manteve esta capacidade. Só que agora a qualidade e a exclusividade são percebidas em níveis mais altos. Todos os detalhes são muito bem cuidados e realizados, com uma mistura de componentes de topo e design refinado.

A Diavel parece uma daquelas motos que justificam a compra apenas para exibi-la. Mas basta olhar para a cruzadora da Ducati para entender que não é apenas aparência. Especialmente na versão S, a moto deixa clara as ambições esportivas.

A nova geração da Diavel elevou o nível de recursos eletrônicos e inclui controle de tração e de elevação da roda dianteira e também controle de largada. O novo propulsor Testastretta DVT de 1262 cc, com tempo de válvula variável no escape e na admissão e também ganha o quick shift bidirecional, para reduções e aumentos de marcha, que é padrão na 1260 S. A potência é de 161 cv de potência, 3 cv a menos do que o antigo 1200, entregue nos mesmos 9.500 giros. O torque de 13,16 kgfm (era 13,26 kgfm) chega 500 rotações mais cedo, a 7.500 em vez de 8 mil rpm.

Impressões ao pilotar

Poucas motos provocam tanto estranhamento quanto a Diavel. Não por acaso, costuma ser o
centro das quando tem novidades e é exposta esteve no Salão de Milão, o Eicma, em mais de uma ocasião. E a beleza do modelo é objetiva. Ainda assim, a Diavel não é para todos. Não se trata de preço apenas.

Ela parece uma moto pesada, que só fica à vontade em estradas retas, mas sempre abaixo de uma certa velocidade, já que não oferece proteção aerodinâmica. Mas quando se assume o comando, percebe-se imediatamente que não é nada disso. A Diavel é capaz de proporcionar enorme prazer de pilotar e nesta segunda geração, o nível ficou ainda mais alto. E no caso da versão S, suspensão, freios e outros detalhes ainda melhoram a experiência.

A novidade mais notável é que o quadro em treliça foi substituído por um suporte menor que fica à frente e se une ao motor, que então se torna estrutural. Isso se traduz em uma evolução notável. Somente nas curvas mais apertadas ou nas mudanças mais rápidas de direção ela pode exigir um pouco de esforço físico para empurrá-la até o limite.

No final, tudo na Diavel leva a pensar que ela é projetada quase como uma provocação e que é difícil justificar o preço, que não é baixo. São 23 mil euros na Europa, equivalente a R$ 106 mil. No Brasil, a antecessora que ainda está à venda, a Diavel 1200, custa por volta de R$ 80 mil.

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