Renault Captur: espaço de destaque

Testado pela reportagem do LIBERAL, SUV se diferencia pelo conforto interno e economia de combustível


O espaço interno e a economia de combustível são os pontos que fazem o Renault Captur se destacar em relação aos demais veículos da categoria. A reportagem do LIBERAL pode conferir o automóvel na concessionária Andreta, de Americana.

Um dos fatores que diferenciam o modelo é o espaço entre-eixos, ou seja, entre os centros das rodas dianteira e traseira. No Captur, essa distância atinge 267,3 centímetros e, na comparação com a concorrência, supera em até oito centímetros.

Foto: Carta Z Notícias
Renault Captur

Isso tem influência direta sobre o conforto no interior do carro. Quanto maior for a separação, maior será o espaço entre os bancos da frente e o de trás, o que diminui a sensação de aperto dentro do automóvel. O Captur também ganha destaque por conta do porta-malas, que tem capacidade de 437 litros. Há concorrentes com até 120 litros a menos.

Quanto ao combustível, o modelo possui uma economia de 15% a 20% maior que os outros SUVs. A versão top de linha, Intense 2.0 Automático, tem um consumo médio urbano de 6,2 km/l com etanol e 8,8 km/l com gasolina. Nas estradas, o gasto passa a ser 7,3 km/l com etanol e 10,8 km/l com gasolina.

Além disso, o Captur chama bastante atenção pela estética. O automóvel venceu a categoria “melhor design” no Prêmio Americar 2018, promovido pela Associação América Latina da Imprensa de Carros.

“O design do Captur impressiona à primeira vista. Suas linhas seguem a nova identidade visual da marca e são assinadas pelo Technocentre da Renault, na França, em parceria com o RDAL (Renault Design América Latina), o único estúdio de desenho e estilo da marca no continente americano, localizado em São Paulo. No quesito design, destaque também para a pintura biton, ou seja, a possibilidade de ter o teto em uma cor diferente do restante do veículo” aponta a Renault, por meio da assessoria de imprensa.

Lançado pela Renault em junho de 2017, o Captur conta com quatro versões: Zen 1.6 Manual, Zen 1.6 CVT X-Tronic, Intense 1.6 CVT X-Tronic e Intense 2.0 automático. Nos carros com câmbio automático CVT, há transmissão de seis marchas. O Intense 2.0 automático tem quatro.

Liberdade que deve ser valorizada, por Rodrigo Alonso

O diferencial do Renault Captur é, realmente, o espaço interno. E esse atributo leva conforto tanto ao motorista como aos passageiros. No meu caso, por exemplo, essa “liberdade” vem a calhar. Tenho 1,85 metro de altura e, em vários automóveis, fico desconfortável quando sento no banco de trás para viajar.

As pernas não se encaixam adequadamente, e o joelho acaba encostando no banco da frente. Portanto, essa situação não afeta só a mim. Isso faz com que as viagens sejam, no mínimo, incômodas aos passageiros.
Mas o Captur não possui esse problema. Pelo contrário. Seu design favorece, principalmente, pessoas que costumam viajar em família ou com amigos. E ninguém precisa economizar na bagagem, porque não falta espaço no porta-malas.

Os bancos também ressaltam o conforto do veículo. Chamados de R-Confort, eles têm uma estrutura em formato de concha, que acomoda melhor o motorista e os passageiros.

No quesito dirigibilidade, por outro lado, o Captur não tem muitas vantagens em relação à concorrência. A reportagem realizou um test drive com a versão top de linha, a Intense 2.0 automática, que conta com câmbio de quatro marchas. Em outros veículos da categoria, as melhores versões possuem seis marchas.

A Intense 2.0 foi lançada pela Renault em fevereiro de 2017. Em junho do mesmo ano, a marca passou a vender duas versões intermediárias, ambas com câmbio CVT de seis marchas, o que deixou o Captur em condições de igualdade perante os principais concorrentes. Apesar disso, a Intense 2.0 não deixa de ser agradável para quem dirige e para aqueles que estão redor. Trata-se de um modelo adequado e essencial para trajetos longos.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora