Ranger: evolução para a linha 2020

Ford aposta no refinamento e nas tecnologias de condução autônoma para esquentar as vendas da Ranger, que parte dos R$ 128,2 mil


A Ford decidiu pegar pesado com a Ranger. Para a linha 2020, a marca incrementou a sua picape média com diversas tecnologias incomuns até mesmo em sedãs médios de luxo no Brasil. A fabricante norte-americana que fazer valer o poder de venda que suas picapes têm em todo mundo e ampliar a participação no mercado brasileiro.

O modelo vem em um crescente comercial desde que a atual geração chegou ao mercado, em 2012, e passou de 9,4% para 16,1% de participação – atualmente, a média de vendas mensais gira em torno de 1.600 unidades. Para marcar esta atualização eletrônica, a Ford promoveu um pequeno face-lift no modelo, que modificou basicamente a frente. E como a ideia é ampliar a participação de mercado, os preços da linha 2019 foram mantidos.

Foto: Divulgação
Ranger aposta em sistema multimídia com GPS nativo e volante multifuncional de comandos abrangentes

Os valores começam com os R$ 128.250 da versão XLS 4X2 automática, passam pelos R$ 154.610 da XLS 2.2 e R$ 176.420 da XLS 3.2 e chegam aos R$ 188.990 da Limited. São valores ligeiramente menores, entre 5% e 7%, que as rivais mais consolidadas, Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Volkswagen Amarok.

Outra vantagem da Ranger em relação às concorrentes está na eletrônica embarcada. O modelo está com diversos recursos de assistência à condução de nível 2, como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem de emergência com detecção de pedestres até 80 km/h, farol alto automático, centralizador de faixa de rolamento com indução de esterçamento no volante e sistema de reconhecimento de sinais de trânsito.

Esses sistemas estão disponíveis apenas na Ranger Limited e é uma forma de a Ford tentar alcançar a fatia mais alta do segmento de picapes médias, onde atualmente não vai tão bem. O mercado de topo, onde ficam a XLT 3.2 e a Limited, representa 55% do total. Só que a Ranger tem mais da metade de suas vendas concentradas em modelos de entrada e intermediários.

Ainda com a ideia de seduzir os consumidores mais abastados, a versão Limited ganhou luzes diurnas em led e chave presencial para travas e ignição. Para toda a linha, a tampa traseira recebeu uma barra de torção que reduz o peso percebido de 12 para 3 kg e o sistema multimídia passa a ser o Sync 3 com tela de 8 polegadas.

Já a partir da versão XL 4X4, a Ranger vem com controles de estabilidade, de tração e de descida, assistência de partida em rampa, sistema anticapotamento e controle adaptativo de carga. E como a intenção é atingir os segmentos mais altos, a Ford tirou de produção as versões com motorização flex, na hora que iria promover as mudanças na linha de montagem.

Este subsegmento hoje só é disputado pela Hilux e pela S10 e representa 8% do total do mercado. Em todas os cálculos da montadora, as picapes Fiat Toro e Renault Duster Oroch, que têm motorização flex foram expurgadas das contas, apesar de serem apontadas pela Fenabrave como picapes grandes.

A Ranger manteve seus dois motores diesel sem qualquer alteração. O Duratorq de 2.2 litros rende 160 cv de potência e tem torque de 39,3 kgfm entre 1.600 e 2.500 giros. Já o Duratorq 3.2 rende 200 cv com torque de 48 kgfm, entre 1.750 e 2.500 rpm. Segundo a Ford, com o motor 2.2, a picape faz de zero a 100 km/h em 15 segundos. O consumo é de 9,0 km/l na cidade e 10,4 km/h na estrada, na versão 4X4 automática. Já com o propulsor 3.2 da Limited 4X4 automática faz 8,6 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada, enquanto o zero a 100 km/h é cumprido em 11,6 segundos.

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