Racional chique: Jetta chega à sua 7ª edição

Novo Volkswagen Jetta aposta em tecnologia e custo/benefício para enfrentar os sedãs médios no Brasil


A Volkswagen se debruçou sobre a planilha de custo na hora de definir como seria o conteúdo do novo Jetta no Brasil. O modelo, que é importado do México, vem com a missão de tornar a marca competiviva entre os sedãs médios – o Jetta atual nunca fica entre os três mais vendidos. Para racionalizar o trabalho, a montadora reduziu ao mínimo as variações de conteúdo. São apenas duas versões, Comfortline e R-Line, com poucas diferenças entre si. Inclusive no preço. A versão mais barata, Comfortline, custa R$ 109.990 enquanto a top, R-Line, sai a R$ 119.990.

O modelo desembarca nesta primeira semana de outubro nas concessionárias da marca com apenas dois opcionais: teto solar, por R$ 4.990, e pintura metálica, por R$ 1.480, ou perolizada, por R$ 1.580. No mais, tudo é de série: ar-condicionado com duas zonas, seis airbags, controle de estailidade e tração, diferencial com bloqueio eletrônico, revestimento em couro sintético, sistema multimídia com tela “touch” de 8 polegadas com espelhamento de celular, chave presencial para travas e ignição, frenagem de emergência em manobras, câmara de ré combinada com sensores dianteiros e traseiros, rodas de liga leve de 17 polegadas, sensores de luz e chuva e faróios e luzes diurnas em led.

Foto: Eduardo Rocha / Carta Z Notícias
O Volkswagen Jetta é inteiramente novo

Pelos R$ 10 mil a mais da versão R-Line, o Jetta adiciona diversos itens que apontam para a condução semiautônoma, como controle de cruzeiro adaptativo, sistemas de frenagem de emergência e alerta de colisão e farol alto automático. A R-Line traz ainda painel de instrumentos digital configurável, detector de fadiga e emblemas referentes à configuração no para-lama dianteiro e nas soleiras das portas. No visual, a maior diferença entre as versões fica no desenho dos para-choques e na grade dianteira, que tem frisos cromados em cada filete na Comfortline e uma barra cromada na parte superior na R-Line, que é em preto brilhante.

Sob o capô, sempre o motor 1.4 TSi flex, produzido em São Carlos, São Paulo, e enviado para a fábrica mexicana de Puebla, para voltar ao Brasil na sequência. Ele é o mesmo propulsor que equipava o Jetta anterior, que era produzido no Paraná, e rende 150 cv de potência a 5 mil giros e 25,5 kgfm de torque entre 1.400 e 3.500 rpm. O propulsor conversa sempre com um câmbio automático de seis marchas. Para janeiro de 2019, está prevista a chegada com um motor 350 TSi, um 2.0 turbo de 230 cv, igual ao utilizado no Golf GTI.

A aposta da Volkswagen é que o conteúdo tecnológico do novo Jetta torne o modelo atraente. Outro aliado importante é o preço. Pelos valores entre R$ 110 mil e R$ 120 mil, a Volkswagen espera morde os consumidores de versões intermediárias e de topo dos principais rivais, Toyota Corolla, Honda Civic e Chevrolet Cruze. A pretensão é tentar ampliar a média de 800 unidades mensais que a geração anterior obtinha e chegar, pelo menor, ao terceiro posto neste segmento, lugar ocupado atualmente pelo Cruze, que vende aproximadamente o dobro do Jetta.
 
Ponto a ponto

Desempenho: O novo Jetta vem equipado com o eficiente motor 1.4 TSi, que rende 150 cv de potência e torque de 25,5 kgfm, entre 1.400 e 3500 rpm, tanto com gasolina quanto com etanol. Este rendimento faz com que o sedã de 1.330 kg mostre boa disposição para arrancar e retomar desde em todas as situações cotidianas de uso. O zero a 100 km/h é feito em corretos 8,9 segundos, com máxima prevista para 210 km/h. O câmbio automático de seis marchas se entende bem com o propulsor. Em condução normal, mal dá par sentir a evolução das marchas, mas quando há uma solicitação mais abrupta no acelerador, a sistema demora mais que o desejável para entender.

Consumo: O novo Jetta obteve nota B na categoria na avaliação do InMetro. A média com etanol foi de 7,4 e 9,6 km/l na cidade e na estrada, respectivamente, enquanto com gaslina foi de 10,9 e 14 km/l, na mesma ordem. Esses números ficam entre 3 e 5% melhores que os obtidos pelo antigo Jetta. O consumo energético caiu de 1,87 para 1,81 Mj/Km.

Conforto: O Jetta segue o estilo tradicional na Volkswagen, de suspensão mais firme. Isso faz com que parte das irregularidades sejam lidas com clareza pelos ocupantes. Por outro lado, em pavimentos mais decentes, o sedã desliza suavemente. O isolamento acústico é bem eficiente e os assentos são ergonômicos. Os ajustes dos bancos, porém, poderiam se mais precisos. A boa altura para um sedã – tem 1,48 metro de altura ‑, facilita o ingresso no interior. Por conta da racionalidadde, as saídas de ar para o banco traseiro foram eliminadas no Pacote Brasil.

Tecnologia: O novo Jetta tem a solidez da plataforma MQB e um motor brm moderno – produzido em São Carlos e enviado para o México para voltar a borodo do sedã. Traz ainda seis airbags, ar-condicionado de duas zonas, controles de estabilidade e tração, bloqueio eletrônico de diferencial, frenagem automática em manobras, sensor de luminosidade e de chuva, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sistema de informação e entretenimento interativo com comando vocal e tela sensível ao toque de 8 polegadas, entre outros. Na versão de topo, que custa R$ 10 mil a mais, traz ainda controle de cruzeiro adaptativo, freangem automática de emergëncia e painel digital configurável. Tem muito mais tecnologia que os rivais do segmento.

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