Novo Veloster agrega vigor e personalidade ao cupê de estilo esportivo


Foto: Divulgação
A segunda geração do Veloster manteve a frente robusta, mas se alinha à nova identidade visual da marca

Apesar de não ter sido confirmado pela Hyundai, o cupê médio Veloster Turbo está registrado no Brasil desde o ano passado. Vindo ou não, trata-se de um cupê esportivo que chama bastante atenção por sua abordagem assimétrica, com três portas – duas no lado direito e um maior no lado esquerdo. No entanto, quando frequentou as concessionárias brasileiras, a primeira geração sofreu duras críticas. Exatamente pelo descasamento da imagem ousada e esportiva e o desempenho sem vigor – o propulsor era o mesmo do HB20, 1.6 aspirado de 128 cv. Este é exatamente o tipo de problema que a versão turbinada resolveria.

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Seu charme o separa de tudo que é visto no mercado e, certamente, poderia atrair os olhares de novos consumidores

A segunda geração do Veloster manteve a frente robusta, mas se alinha à nova identidade visual da marca, mais limpa. Na parte de trás, há uma sensação de amplitude, com um grande spoiler e duas saídas de ar falsas colocadas nas extremidades, o que melhora a imagem esportiva do veículo. Outros fatos interessantes no design são as rodas de liga leve de 18 polegadas, com pneus 225/40, saias finalizadas com a palavra Turbo e um grande difusor em tom metálico com saída dupla de escape centralizada. Curiosamente, na frente, há duas entradas de ar falsas. Porém, nas laterais do carro, há dois slots de canais de fluxo autênticos.

A cabine do Hyundai Veloster reúne sobriedade, esportividade e sentimento de qualidade. Não há plásticos de toque macio no console, mas os materiais parecem sólidos e refinados, com um interessante trabalho de texturas. Detalhes em preto e vermelho também são inseridos em pontos como volante, alavanca de câmbio, console central e assentos – o do motorista tem regulagem elétrica para a base e manual para o encosto.

O porta-malas carrega 303 litros, mas os bancos traseiros podem ser reclinados, garantindo uma capacidade de carga acima de 1 mil litros. O acesso ao veículo e a partida do motor se dão sem o uso da chave, os bancos da frente são aquecidos, ventilados, o revestimento interno é em couro e há um teto panorâmico de dimensões generosas. No que diz respeito à segurança, o modelo traz, de série, seis airbags, ancoragem Isofix para cadeirinhas infantis, controle eletrônico de estabilidade e tração e freios a disco com ABS e EBD.

O sistema multimídia traz uma tela flutuante que interage com smartphones a partir de Android Auto e Apple CarPlay, sensível ao toque. Há uma espécie de medidor de esportividade, que entre informações sobre a pressão do turbo, força G e torque. Outro ponto interessante é que existem duas entradas USB, além de carregador sem fio.

Quanto ao propulsor, trata-se de um 1.6 litro turbo bastante vigoroso, capaz de entregar 201 cv e torque de 27 kgfm. A tração é dianteira e a transmissão do automóvel é automatizada de dupla embreagem, com sete velocidades.

Primeiras impressões

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A cabine do Hyundai Veloster reúne sobriedade, esportividade e sentimento de qualidade

Ao entrar na cabine do novo Hyundai Veloster Turbo, nota-se como os assentos são confortáveis. O volante é grande e o painel de instrumentos é simples, claro e bem apresentado, com detalhes em vermelho e um certo toque de relojoaria. Tudo é bem prático ali, mas sem luxos. Atrás, há dois lugares, com bom espaço para passageiros de estatura mediana. A terceira porta é pequena, obrigando os passageiros que viajam ali a se curvarem um pouco mais para entrar. De qualquer forma, é melhor do que esperar que o ocupante da frente saia para poder acessar a parte de trás do carro. Além disso, há uma janela maior no lado direito, que se abre eletricamente.

Quanto à segurança, é sentida a ausência de um detector de pedestres com frenagem automática ou um sistema de alerta de manutenção automática de faixa. Até porque, é inegável que o Veloster Turbo é um carro bastante ágil, tanto em linha reta quanto em curvas. O sistema de freio cumpre bem seu papel, mas a direção poderia ter reações mais rápidas e diretas.

Na primeira geração, o Veloster ousava mais em seu design do que em sua performance. Hoje a situação é diferente, graças à configuração turbinada. Sabe-se que é um carro de nicho e, por isso mesmo, a expectativa não é por uma grande quantidade de vendas. Mas seu charme o separa de tudo que é visto no mercado e, certamente, poderia atrair os olhares de novos consumidores para a marca, ajudando outros modelos a alavancarem suas vendas.

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