Novo Audi A1 ganha tamanho, conforto e tecnologia

Design é inspirado em um dos maiores ícones da marca: o Audi Quattro, modelo que fez sucesso nos ralis


Foto: Divulgação
Graças às saliências curtas e às rodas enormes, a segunda geração parece musculosa e robusta

Assim que se firmou como marca de luxo, a Audi tratou de buscar atuar em novos segmentos para abrir mercado. Foi o que fez com os médios A3 hatch e sedã e também com o hatch compacto A1. Na época que o original foi lançado em um 2010 já distante, o A1 era um produto disruptivo, que tinha como função principal roubar um pouco do mercado que a BMW desfrutava sozinha com a marca global Mini.

Por razões que provavelmente têm a ver com o atraso na disponibilidade da plataforma MQB A0, Dieselgate ou alguma outra, a Audi estava adiando a renovação do modelo. Surgiu agora na esteira da renovação do Polo, que também usa a mesma variante da plataforma MQB em terras brasileiras.

Nesta espera, obviamente o modelo das quatro argolas se tornou obsoleto. A Audi do Brasil afirma que não há previsão para a importação do A1, certamente por conta do processo de racionalização de ofertas pela qual a marca passa no Brasil.

A nova geração do Audi A1 tem seu design inspirado em um dos maiores ícones da marca: o Audi Quattro, de 1984, modelo que se tornou uma lenda graças à sua participação nos ralis, particularmente no temível Grupo B, em que os carros eram projetados ou profundamente modificados para competir em pistas desafiadoras.

Alguns elementos que podemos encontrar no A1 e que aludem ao quattro são as três pequenas aberturas localizadas entre grade e capô, ou o ângulo de inclinação da coluna traseira. Graças às saliências curtas e às rodas enormes, a segunda geração do A1 parece musculoso e robusto. A aparência agressiva e muito esportiva é reforçada por elementos como os frisos pretos nas entradas de ar, grade, espelhos laterais e teto, a partir da coluna dianteira.

Para o mercado europeu, o A1 oferece muitas opções mecânicas. As versões a gasolina são compostas dos 3 cilindros 1.0 TSI, a 25, de 95 cv, e a 30, de 116 cv. Ambos trabalham com câmbio manual de seis velocidades, sendo que a versão 30 pode receber opcionalmente uma transmissão de dupla embreagem e sete marchas. Depois seguem a versão 35, com o novo motor 1.5 TFSI, de 150 cv, e a topo de gama é a 40, que é animada por um motor 2.0 litros TFSI com 200 cv e 32,6 kgfm. As duas recebem a transmissão S-Tronic de dupla embreagem e seis velocidades.

O interior é tão marcante quanto o exterior. A combinação de texturas, cores e superfícies geram uma atmosfera agradável e muito esportiva. A conectividade e o infoentretenimento são garantidos pela tela de 10,1 polegadas de excelente resolução e brilho. O cluster de instrumentos é digital, é um Cockpit Virtual de 10,25 polegadas, um pouco menor do que nos modelos mais caros da montadora alemã.

O porta-malas cresceu 65 litros e cresceu para 335 litros, que crescem para 1.090 litros quando os assentos são rebatidos.

Primeiras impressões

Ao volante do Audi A1 40, sente a resposta contundente do motor. É ágil, poderoso e muito rápido (zero a 100 km/h em 6,5 segundos). Como não podia deixar de ser. Afinal, são 200 cv para animar uma massa de apenas 1.165 quilos. É também um carro muito divertido e comunicativo. Direção, suspensão e o pedal do freio transmitem precisamente tudo o que acontece.

Dirigir em uma autobahn um carro como este é sempre uma experiência marcante. Nos trechos sem limite de velocidade, basta uma pressão mais forte no acelerador que a transmissão logo joga uma marcha para baixo e o ponteiro do velocímetro sobe de forma avassaladora.

Apesar de ser um carro pequeno, é muito estável e transmite muita confiança. A qualidade de construção do carro também impressiona. Os ruídos de rolamento e do vento são praticamente eliminados pelo isolamento, embora o som do motor seja bem audível quando se conduz esportivamente.

Em termos gerais, a suspensão tem um ajuste rígido, mas em pavimentos tão bem-feitos quanto os alemães, pode-se considerar que o A1 atinge um bom equilíbrio entre o conforto para o uso da cidade e esportividade para desfrutar na estrada. E o motivo é o sistema de amortecedores ajustáveis eletronicamente.

O modo Auto é indicado para uso na cidade ou em baixa velocidade, pois é menos rígida. Já o moto Dinâmico torna a suspensão torna-se ainda mais dura para entregar maior controle. Outro destaque do carrinho é a segurança, além dos obrigatórios airbags, ABS e ESP, o A1 incorpora elementos de assistência de condução que normalmente não vemos em um carro deste tamanho.

Casos do alerta ativo de mudança de faixa, alerta de colisão com detecção de pedestres e ciclistas que, se necessário, pode aplicar automaticamente o freio de emergência, bem como o controle de cruzeiro adaptativo. Com credenciais como um design interior e exterior atraente, conectividade última geração e excelente desempenho, é muito fácil prever o sucesso desse compacto tanto no mercado nacional, se ele vier, como internacional nos próximos anos.

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