Nova geração do Audi A7 demonstra elegância

Sofisticação e performance do veículo renderam o título de Carro de Luxo Mundial de 2019


Antes de mais nada, é preciso lembrar que não foi a Audi que iniciou a atual moda dos cupês de quatro portas. O crédito é da Mercedes-Benz e seu CLS em 2004. Os sedãs de forma sexy e desenho cupê começaram uma revolução que acabaria por impactar virtualmente todos os sedãs no mercado dali em diante.

Virou quase obrigatório recorrer a esse tipo de silhueta para ganhar a preferência dos consumidores – pouco antes do ataque impiedoso de SUVs, que colocaram contra a parede praticamente qualquer outro tipo de carroceria.

Foto: Divulgação
Audi A7

Ainda que invista forte nos SUVs, a Audi aumentou a aposta nos cupês de quatro portas e ganhou destaque no segmento premium seu maior Sportback, o A7. O modelo oferece um equilíbrio perfeito entre design e praticidade, características mantidas na segunda geração, lançada na Alemanha há pouco mais de um ano. O modelo renovado ainda não desembarcou no Brasil – no site oficial, a marca ainda oferece exemplares da primeira geração. A previsão é que isso aconteça entre agosto e outubro.

Esta segunda geração do Audi A7 não teve uma abordagem disruptiva em relação ao seu antecessor. Em vez disso, foi um passo lógico, uma evolução natural. Ou seja, mantém a essência da primeira geração, adotando a linguagem de design atual da marca, com traços mais angulares e fortes, grupos ópticos com pequenas tiras de led tanto para frente quanto para trás. Na parte mecânica, esta lógica evolutiva se mantém.

São dois motores a gasolina, sobrealimentados por turbo. O de 2.0 litros da versão 45 rende 245 cv de potência e 37,8 kgfm de torque. O mais forte é o 3.0 V6, que gera 340 cv de potência e 51 kgfm de toque. As duas motorizações podem receber tração integral quatro e câmbio de dupla embreagem S-tronic.

A Audi anuncia uma aceleração de zero a 100 km/h em 5,3 segundos para o motor 3.0 e 6,2 segundos para o 2.0. Inicialmente, as duas versões devem ser trazidas para o Brasil. A velocidade máxima nos dois casos é de 250 km/h, limitada eletronicamente. Opcionalmente também, o novo A7 oferece o sistema de eixo traseiro direcional, que melhora o raio de giro em manobras em baixa velocidade e aumenta a estabilidade em altas velocidades.

Para melhorar a eficiência, o cupê de quatro portas de luxo incorpora um sistema micro-híbrido, ou híbrido suave, que alivia a carga do motor em algumas circunstâncias e economiza combustível. Por exemplo, o sistema Start & Stop tem uma faixa de operação mais ampla, agora é capaz de desligar o motor quando ele está abaixo de 22 km/h e mantê-lo assim por até 22 segundos.

Todos os sistemas do A7 estão interconectados, por exemplo, os radares e as câmeras ajudam este sistema a detectar o movimento para dar partida no motor antecipadamente e, assim, evitar esse atraso chato de reação que essa tecnologia tradicionalmente tem.

Por dentro, o A7 traz um habitáculo luxuoso e moderno. A qualidade, tanto dos materiais quanto da montagem, é excelente. Apesar de suas formas atraentes, o A7 pode transportar adultos atrás com conforto, sem maiores sacrifícios. Obviamente, cada um desses confortos acrescenta valor ao preço, que é salgado desde o princípio. No Brasil, o modelo sai acima dos R$ 400 mil.

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