Mini Clubman chega no Brasil ainda este ano

Carro terá mudanças estéticas e tecnológicas, e deve desembarcar por aqui neste último trimestre de 2019


Foto: Divulgação
condução. Carro não perdeu a vocação e continua um esportivo divertido

Os números da Mini contam uma história de sucesso no mundo todo. Desde 2001, a Mini vendeu 10 milhões de carros no mundo. Não é pouco para uma marca que estava esquecida e que tem preços razoavelmente altos para seus modelos. As pesquisas da montadora apontam alguns fatores fundamentais para esse desempenho estrondoso. Os consumidores da marca procuram estilo, segurança, tecnologia e esportividade. E foi exatamente estas qualidades que a empresa britânica tentou condensar no novo Clubman. A BMW do Brasil confirmou esta semana que o modelo vai desembarcar por aqui ainda neste último trimestre de 2019.

O novo Clubman é novo também nas intenções. A pequena station wagon se caracteriza por uma série de soluções que a tornam única. Em termos estéticos, o design foi totalmente alterado, mas com o cuidado de manter a personalidade do modelo. A dianteira foi completamente mudada, com uma grade nova e mais ampla, tem um friso cromado que a divide horizontalmente.

Na traseira, as linhas ficaram mais limpas, com um para-choque traseiro liso. As lanternas traseiras têm efeito 3D e foi repartida em seções de modo a lembrar a bandeira da Grã-Bretanha, chamada de Union Jack. O novo Clubman recebeu ainda novas rodas. Como padrão, elas têm 16 ou 17 polegadas, dependendo da versão, mas opcionalmente pode vir com aro 18 ou 19.

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A pequena station wagon se caracteriza por uma série de soluções que a tornam única.

Do ponto de vista da tecnologia e segurança, há novidades relevantes. Todos os carros estão equipados com um chip 4G, o que incrementa tanto a assistência como também a segurança, já que o Clubman conta com a função para chamada de emergência padrão. O recurso Mini Connected permite planejar rotas ou sincronizar o smartphone com o carro. Os Serviços Remotos permitem ao motorista controlar o carro à distância em funções como acionar o motor, abertura e fechamento do carro, a regulagem da temperatura interna e acendimento dos faróis, entre outras. Os recursos de segurança incluem alerta para de colisão frontal, inclusive de pedestres, reconhecimento de sinalização de trânsito e também assistente de farol alto.

Mas a verdadeira vocação do Mini Clubman não se perdeu. Ele continua sendo esportivo e divertido. Para uma condução ainda mais lúdica, foram introduzidos sistemas de suspensão esportiva que abaixam o carro em 10 mm e suspensão adaptativa que, através dos diferentes modos de condução, torna o carro mais macio, para ganhar conforto, ou mais rígido, para uma condução mais agressiva do motorista.

A gama de motores do novo Mini Clubman inclui os dois motores a gasolina de três e quatro cilindros já tradicionais no Brasil: 1.5 e 2.0. Para a Europa, há ainda um motor diesel de três cilindros e dois motores de quatro cilindros. Todos equipados com a última geração da tecnologia Mini TwinPower Turbo. As potências no Brasil provavelmente vão variar dos 136 cv nas versões de entrada até os 192 cv da top, a S.

O preço deve ficar um pouco acima dos praticados atualmente para a segunda geração, ainda à venda no País por valores a partir de R$ 182 mil.

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Na traseira, as linhas ficaram mais limpas, com um para-choque traseiro liso

Primeiras impressões

Números à parte, o novo Mini Clubman é um carro peculiar. É quase um personagem. Daqueles que é preciso aceitar algumas condições para poder conviver bem. A porta traseira, com o fechamento característico em par, é um deles. Em alguns casos, é conveniente, pois facilita o acesso. Em outros, como quando há um carro encostado atrás, pode tornar o acesso simplesmente impossível. O espaço interno é excelente para o motorista, passageiro no banco da frente e dois no banco traseiro. Inclusive a qualidade do interior é realmente alta. Para um quinto passageiro, fica apertado, mas considerando o tamanho do carro, não chega a ser surpreendente.

A versão testada era animada com um motor a gasolina, à qual não falta energia. Obviamente, a arrancada não é digna de recordes, mas uma vez que está em movimento, tem uma aceleração vigorosa e se mostrou com grande reatividade. Especialmente no modo Esporte, que deixa a suspensão um pouco mais rígida e o torna tão estável que a condução acaba por ser pouco desafiante. Mesmo enfrentando as insinuantes curvas de Brianza, onde foi posto à prova.

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