McLaren 720S Spider vira conversível sem limitações

Fabricante promete mesmos recursos de carroceria cupê, sem a necessidade de peso extra ou de sacrificar o dinamismo


Foto: Divulgação
O 720S Spider oferece o mesmo cluster digital de dupla utilização que estreou no cupê

No mundo dos superesportivos, os conversíveis são modelos que buscam mais glamour do que a adrenalina na condução. Até porque, normalmente, cobram-se algumas concessões dinâmicas em troca da prazerosa sensação de dirigir ao ar livre. Soa até lógico, já que a ausência do teto implica em menor rigidez na estrutura, o que obriga a fabricante a definir reforços extras que aumentam o peso e, assim, limitam a capacidade de atingir os mesmos limites dinâmicos de um cupê de mesma base. Toda essa teoria, no entanto, não se aplica ao McLaren 720S Spider. Pelo menos é isso que a fabricante promete: os mesmos recursos da carroceria cupê, sem a necessidade de peso extra ou de sacrificar seu dinamismo.

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fabricante é especialista em fibra de carbono desde que usou o material em um de seus carros de Fórmula 1, no início dos anos 1980

A comprovação desta afirmação chega já nos números de desempenho do 720S Spider: zero a 100 km/h em 2,9 segundos e velocidade máxima de 341 km/h, ou seja, exatamente os mesmos dados do 720S Coupé. Para isso, o modelo é construído sobre a mesma estrutura do cupê superesportivo – a plataforma é compartilhada ainda com P1, Senna e o futuro Speedtail. A fabricante é especialista em fibra de carbono desde que usou o material em um de seus carros de Fórmula 1, no início dos anos 1980. Atualmente, todos os seus carros de rua são um culto ao composto, o que garante baixo peso.

O “coração” do bólido é o V8 4.0 litros biturbo, uma evolução do tradicional 3.8 litros usado no antecessor, o 650S. Ele rende 720 cv de potência e 78,5 kgfm de torque e trabalha associado a uma caixa automatizada de dupla embreagem de sete velocidades, que envia a força para o eixo traseiro. Além de leve, a estrutura garante também uma rigidez invejável. Para se ter uma ideia, o 720S cupê pesa 1.283 quilos a seco, bem pouco para um carro de 4,54 metros de comprimento e dois metros de largura. Sem o teto rígido, a versão conversível ganha apenas 50 kg a mais, ou seja, quase nada, considerando que essa massa inclui o sistema hidráulico e o motor de acionamento do teto.

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O “coração” do bólido é o V8 4.0 litros biturbo, uma evolução do tradicional 3.8 litros usado no antecessor, o 650S

No entanto, a McLaren precisou fazer duas ou três pequenas modificações no chassi, para garantir o bom funcionamento do teto – que pesa 3,5 kg. Primeiro, a marca adicionou um trilho sobre a borda do para-brisa, para incluir ganchos. Depois, acrescentou uma moldura para o teto atrás dos bancos e, por último, removeu as armações das janelas das portas. O teto é uma peça única e que se abre ou se fecha, quando em velocidades até 50 km/h, em apenas 11 segundos. Pode ser de fibra de carbono ou em vidro eletrocromático de opacidade variável, que clareia ou escurece a cabine por meio de um botão.

O 720S Spider oferece o mesmo cluster digital de dupla utilização que estreou no cupê. Para o uso cotidiano, nas ruas e estradas, uma tela grande traz bastante informação. Mas com o apertar de um botão, esta tela se esconde, deixando um pequeno display com os dados básicos necessários para uso em circuito. No centro do console, encontra-se um sistema multimídia com uma tela de oito polegadas. Por Marcelo Palomino – Autocosmos (Colaborou Marcio Maio – Auto Press)

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