Juros para a compra de veículos estão entre os mais baixos

Um banco chinês que chegou por aqui em 2014 cobra uma taxa muito próxima de zero: confira como anda os demais


Existe uma recuperação no setor automobilístico tanto em produção como em vendas. E quem pretende levantar um financiamento para a compra de um carro precisa ter uma ideia do que o mercado cobra nessa modalidade de crédito. Na última semana, a Anfavea, Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, divulgou seus últimos levantamentos, mostrando que foram produzidas 291.425 unidades. Esse é o melhor desempenho do setor desde outubro de 2014, representa uma alta de 18,6% sobre o resultado de julho e um avanço de 11,7% sobre agosto do ano passado. As vendas também subiram 15% em agosto.

Há um dado, no mínimo, curioso na pesquisa divulgada pelo Banco Central diariamente sobre as taxas praticadas pelo mercado. Para o financiamento de veículos, o CCB Brasil (China Construction Bank), um banco chinês que chegou por aqui em 2014 mais voltado para o atendimento empresarial, cobra uma taxa muito próxima de zero, mais precisamente de 0,04% ao mês ou 0,45% ao ano. Isso faz com que o valor do carro pago a prazo seja praticamente o mesmo do pago à vista. A grande vantagem é poder pagar a mesma quantia de forma parcelada.

Na sequência, para financiamento de veículos, aparecem os bancos: Banco PSA Financeira Brasil (voltado para as marcas Peugeot e Citröen), com taxa de 1,04% ao mês ou 13,16% ao ano; Banco Mercedes-Benz, com taxa de 1,09% ao mês ou 13,89% ao ano; Banco Volkswagen, com juro de 1,11% ao mês ou 14,22% ao ano; e Banco Gmac( voltado para veículos da marca Chevrolet), com taxa de 1,16% ao mês ou 14,81% ao ano. Entre os grandes bancos, a taxa mais baixa é a do Santander de 1,39% ao mês ou 17,96% ao ano. Os juros nessa linha de empréstimo são os mais baixos porque o bem, no caso o carro, entra como garantia de pagamento da dívida. Em caso de inadimplência, o veículo é retomado.

O nível inferior das taxas permite ainda uma tática para quem está atolado em dívidas mais caras, como o cheque especial e o cartão de crédito e já possui um veículo. Ela consiste na venda desse veículo para a quitação dessas dívidas que cobram juros em torno de 10% ao mês e a compra de um novo para pagar o financiamento com juros mais baixos.

PESQUISA SEMANAL

Nas três versões do consignado, para aposentados, para servidores públicos e empregados da iniciativa privada, os juros variaram de 1,56% (Santander) a 3,10% ao mês (Itaú), com ligeira queda em relação à semana anterior.

No crédito pessoal, os juros ficaram entre 3,97% (BB) e 5,72% ao mês (Bradesco), com ligeira queda em relação à semana anterior. No cheque especial, entre 11,38% ao mês, no Itaú, a 14,72% ao mês, no Santander.

No rotativo do cartão de crédito, os juros ficaram entre 9,37% ao mês, ou 193% ao ano, no Banco do Brasil, a 11,57% ao mês, ou 272% ao ano, no Bradesco. Essas taxas subiram bem no Banco do Brasil e mantiveram-se estáveis em relação à semana anterior.

No financiamento de veículos, os juros ficaram entre 1,39% (Santander) e 2,01% ao mês (Caixa), com estabilidade em relação ao período anterior. Já no Crédito Direto ao Consumidor para a compra de outros bens, o juro ficou entre 0,25% (Caixa) e 3,82% ao mês (BB), também com estabilidade em relação ao período anterior.

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