Jeep Renegade ganha mais conteúdo

SUVs têm 20% do mercado brasileiro de automóveis e a Jeep detém 22% das vendas no segmento


As ambições da Jeep não são pequenas. Até 2025, a controladora da marca FCA pretende que a Jeep responda por 20% de todos os SUVs vendidos no mundo. Como os SUVs atualmente já representam 35% das vendas de automóveis no planeta, isso significaria que a Jeep teria 7% do mercado global apenas com seus modelos.

Até lá, a marca tem um longo caminho. Teria de triplicar a participação prevista para 2018, que é de 6% das vendas de SUVs. No Brasil, por outro lado, a Jeep já alcança a proporção sonhada pela matriz. Por aqui, os SUVs têm 20% do mercado e a Jeep detém 22% das vendas no segmento. Foi com foco na manutenção desse domínio que a Jeep apresentou a linha 2019 do Renegade.

Foto: Divulgação
Renegade 2019

O modelo passou por leves alterações estéticas. O para-choque foi modificado, o que melhorou o ângulo de entrada, e a grade foi redesenhada, com aberturas maiores e frisos mais finos. A tampa traseira agora tem uma maçaneta aparente. Isso, além de rodas e cores novas.

Nas versões superiores, Limited Flex e Trailhawk Diesel, os faróis passam a ser em led. A central multimídia passa a ter tela de 8,4 polegadas a partir da intermediária Longitude. Nas versões para PCD, Sport, além dos faróis halógenos, como na Longitude, a tela do sistema multimídia é de 5 polegadas. Outra mudança pouco visível foi a troca do estepe integral por pneu temporário, o que aumenta a capacidade do porta-malas em 47 litros.

Foto: Divulgação
Renegade 2019

Todas estas alterações são simpáticas, mas a alteração mais estratégica veio na tabela de preços. No realinhamento das versões, as versões de entrada do Renegade ficaram mais baratas. A Sport 1.8 Flex manual – a única com este câmbio na gama ‑ agora custa R$ 78.490, ou R$ 7 mil a menos que na linha 2018. Na automática, a redução foi de R$ 8 mil e ficou em R$ 83.990. Com a redução dos preços dos modelos de entrada, a expectativa é que o Renegade consiga atrair quem consumiria um sedã ou um hatch compacto premium.

O ponto de equilíbrio nesta tática é a Longitude 1.8 Flex automática, que manteve o preço de R$ 96.990, o que representa um ganho relativo, já que a versão recebeu novos equipamentos. A partir desse ponto, as versões aparecem mais caras que na linha 2018. A Limited 1.8 Flex AT6, a mais completa com este tipo de motorização, fica em R$ 103.490. A Longitude 2.0 Diesel AT9 4X4 fica em salgados R$ 125. 490 e por fim a Trailhawk 2.0 Diesel AT9 4X4 fica em R$ 136.390.

Impressões ao dirigir

Dinâmica própria

Tem sentido quando a Jeep se gaba de ser o único SUV compacto do mercado nacional que não é derivado de um modelo de passeio. Não é um detalhe qualquer. A arquitetura projetada para acomodar um utilitário esportivo tem um comportamento bem específico.

Foto: Divulgação
Renegade 2019

A começar pela sensação de solidez, bastante perceptível. Por outro lado, é um veículo menos ágil nas mudanças de direção. Na gama 2019, a única configuração que dispõe de câmbio manual é a Sport. O que é uma pena, já que a engenharia da FCA conseguiu uma sintonia fina nos engates e o deixou bastante agradável.

Nas versões superiores, as mudanças perceptíveis não vão além do aumento da tela do sistema multimídia. No mais, não houve alterações importantes. Como sempre, os motores 1.8 são menos suficientes que o desejável para animar o Renegade.

Nem mesmo com o eficiente câmbio automático de seis marchas.  Ainda mais porque é um modelo que pesa a partir de 1.400 kg – na versão diesel, chega a quase 1.700 kg. Já o motor diesel impressiona. Ele conversa muito bem com o câmbio automático de nove marchas e a impressão é que o turbo está sempre cheio para empurrar o modelo morro acima, se for preciso.

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