JAC T8 terá versões elétricas e turbodiesel

Picape média deve explorar um setor que avançou bastante no Brasil nos últimos anos


Assim que chegou ao Brasil, a JAC Motors investiu pesado no marketing para se tornar competitiva. Anunciou bastante na TV, com o apresentador Fausto Silva à frente das campanhas, e focou todo o seu discurso no custo/benefício de seus produtos. Oito anos depois, os negócios não saíram como se imaginava e, de cara, não houve investimentos no segmento que mais crescia, o de SUVs.

Hoje, essa visão é diferente, tanto que a fabricante chinesa já aposta em uma nova categoria de carros para fazer crescer suas vendas: o das picapes médias, que também avançou bastante no Brasil nos últimos anos. A T8 não só desembarcará no território brasileiro como também inovará o segmento com suas motorizações a diesel e 100% elétrica.

Foto: Divulgação
Externamente, a primeira coisa que se destaca é a imensa grade cromada trapezoidal

A T8 tem sistema de tração 4X4 e equipamentos e design capazes de dar um ar mais rústico e atraente que a T6, prometida anteriormente para o Brasil. Pode-se dizer que a novidade é mais ousada e até mais vocacionada para atividades recreativas ao ar livre do que para o trabalho bruto – aliás, essa é uma tendência seguida por diversos modelos de picapes médias atualmente no cenário global.

A unidade disponibilizada para avaliação, no entanto, não tem uma motorização prevista para o Brasil. Trata-se de um 2.0 turbo com quatro cilindros a gasolina, que entrega 190 cv de potência a 5 mil rpm e 21,8 kgfm de torque máximo entre 1.800 e 4 mil giros. Ele está associado a um câmbio manual de seis velocidades que direciona a tração para o eixo dianteiro ou para as quatro rodas, inclusive com reduzida, a partir de botões.

Para o Brasil, duas versões de motorização são esperadas: uma com propulsor elétrico e outra com motor turbodiesel. Entre as variantes ecológicas, uma será voltada para frotistas e para a área de manutenção de empresas de energia e telecomunicações. A outra terá mais equipamentos, para atrair consumidores de picapes médias para utilização no lazer. A autonomia das duas será de cerca de 350 km e a capacidade será de uma tonelada de peso. Já a versão turbodiesel terá motor 2.2 litros com câmbio manual de seis velocidades.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Externamente, a primeira coisa que se destaca é a imensa grade cromada trapezoidal, com duas barras horizontais grossas e onde o nome JAC aparece em preto brilhante e bem grande. O conjunto ótico é bem mais moderno que no T6 e, de perfil, as caixas de roda são cobertas por plástico preto, o estribo é maior e as rodas são de alumínio, com 18 polegadas. Por dentro, a cabine tem acabamento castanho ou preto, a parte central do console tem toque suave e o plástico na parte superior do console é duro e fosco, o que evita reflexos irritantes no para-brisa.

Além disso, os plásticos usados no painel inferior, nos painéis das portas e no console central também são difíceis de tocar. A única desvantagem é a maneira como eles se chocam com outros elementos, como o painel de botões do vidro elétrico, já que, por um lado, essas juntas podem ser mais bem cuidadas e, por outro lado, há muita diferença entre um plástico e outro. Mas, em geral, eles poderiam dizer que a execução está correta quando comparada com uma Toyota Hilux ou Mitsubishi L200, mesmo desleixo em comparação com um Chevrolet Colorado ou um Toyota Tacoma.

Quanto aos equipamentos, a tela da central multimídia é grande, com boa resolução e sensível ao toque. Não há botões para a seleção de volume ou estação: isso é feito através de uma posição de toque na própria tela. Uma solução que impressiona, mas é menos ergonômica. O ar-condicionado é manual, mas há volante multifuncional.

Em movimento, o ajuste da suspensão é bastante confortável. Convém dizer que a avaliação se deu em uma estrada em perfeito estado, sem desníveis. O isolamento acústico é bom e a capacidade do sistema de freios é incrível. O grande elemento que falta é a opção de uma transmissão automática. Algo que já está em desenvolvimento. Talvez este seja um detalhe menor para quem pensa na T8 como um veículo de trabalho, mas não para quem a vê como um carro de passeio. Por isso mesmo é algo que a JAC deve tentar resolver o mais rápido possível.

A julgar pelo histórico da JAC Motors no Brasil, ao considerar os preços praticados pela fabricante chinesa e o nível de equipamentos – como a tração 4X4 – que a T8 carrega, a picape deve ser colocada como uma opção altamente atraente no mercado.

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