City EXL ganha refinamento para reagir à invasão de SUVs

Fabricante nipônica promove um face-lift no City e inseri uma série de novos recursos, principalmente na configuração topo de linha, EXL


É inegável a perda de espaço dos sedãs no mercado automotivo global. No Brasil, a avalanche recente de SUVs compactos afetou, principalmente, os modelos médios, em função da faixa de preço que os novos crossovers atuam. Por esse mesmo motivo, os chamados compactos premium, mais caros, sofreram efeito similar. No caso do Honda City, outro fator também foi determinante para sua queda nas vendas: a necessidade de liberar espaço na linha para a produção dos novos “queridinhos” do mercado.

O modelo, que chegou a emplacar mais de 2.800 unidades mensais no primeiro trimestre de 2015. Mas bastou que a própria Honda lançasse o SUV HR-V, em março do mesmo ano, para a situação mudar. Foram pouco mais de 1.500 emplacamentos/mês no mesmo período de 2016 e 1.198 em 2017. Mas a situação começa a mudar em 2018. Em janeiro, foram 366 unidades, em fevereiro chegou a 746 e em março pulou para 1.579 vendas. Essa reação veio logo após a fabricante nipônica promover um face-lift no City e inserir uma série de novos recursos, principalmente na configuração topo de linha, EXL.

O City adotou a maior parte das mudanças que afetaram o modelo em outros países. No exterior, há novos para-choques frontais, traseiros e grade do radiador reestilizada. Na versão EXL, além das luzes diurnas, setas, farol de neblina, baixo e alto são em leds, material que também aparece nas lanternas. Já a central multimídia, com tela sensível ao toque de 7 polegadas, passou a ser compatível com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Em termos de segurança, a configuração mais cara agora passa a ter seis airbags, incluindo os frontais obrigatórios, laterais e de cortina. Ela sai da atual fábrica de Sumaré e vai para a nova planta de Itirapina, ambas no interior de São Paulo.

Foto: JORGE RODRIGUES JORGE/CARTA Z NOTÍCIAS
O Honda City é um sedã compacto com vocação familiar e, além disso, carrega a tradição de racionalidade nipônica

TABELA O preço é pouco convidativo. Em sua versão mais cara, o City parte de R$ 83.400 – o único opcional disponível é a pintura metálica. Diante de uma concorrência renovada, com a chegada do Fiat Cronos e do Volkswagen Virtus, esse é um fator de desvantagem para o City. Até porque, exceto pelo kit multimídia avançado, a maior parte de seus itens de série é bem ultrapassada e facilmente encontrada em carros mais baratos. Mas para a Honda, esse preço é um reflexo da imagem de qualidade e confiabilidade que conseguiu consolidar no mercado brasileiro.

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