Honda busca retomar liderança dos utilitários

Honda HR-V EXL é confortável e muito equilibrado dinamicamente


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Honda HR-V EXL é confortável e muito equilibrado dinamicamente

O Honda HR-V já viveu momentos de glória no Brasil. O modelo foi lançado há mais de quatro anos, no primeiro trimestre de 2015, e se manteve na liderança das vendas de SUVs compactos do país por mais de três anos.

Chegou até a ser o melhor em vendas entre todos os utilitários esportivos disponíveis, mas a forte aposta de praticamente todas as marcas na categoria fez seus emplacamentos diminuírem e, hoje, sua média de 3.949 unidades comercializadas por mês está longe de fazer feio. Mas o coloca apenas na quarta posição entre os SUVs compactos e na quinta entre todos os utilitários esportivos – ele está abaixo dos Jeep Renegade e Compass, do Nissan Kicks e do Hyundai Creta no acumulado de 2019.

De qualquer forma, o carro tem uma lista de itens de série que, apesar de não ser a mais completa, é boa mesmo em sua versão EXL, que está entre as intermediárias do modelo. O que atrapalha, no entanto, é o custo/benefício desfavorável, já que os preços da Honda são tradicionalmente mais altos.

Na variante EXL, o motor é um 1.8 litro de 140 cv máximos, que trabalha em conjunto com uma transmissão CVT. Para aplacar um pouco a falta de uma pegada mais esportiva, há paddle shifts junto ao volante para as trocas entre as sete marchas simuladas pelo câmbio. O torque chega a 17,3 kgfm em 4.800 giros com gasolina e 17,4 kgfm a 5 mil rpm com etanol no tanque.

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A lista de itens de série engloba alguns interessantes, como o freio de estacionamento elétrico, revestimento em couro

Estilo. No visual, os vincos deixam o carro musculoso ao mesmo tempo que transmitem uma imagem de velocidade. A frente tem conjunto ótico pontiagudo e esticado, para-choques encorpados e, de lado, a linha de cintura alta e o teto com um caimento forte, como o de um cupê, identificam o HR-V. Para reforçar essa semelhança, as maçanetas das portas de trás são ocultas na coluna traseira.

O HR-V EXL não é mal equipado. Porém, há algumas tecnologias já presentes em outros modelos da concorrência e até em categorias inferiores que não aparecem na configuração. A lista de itens de série engloba alguns interessantes, como o freio de estacionamento elétrico, revestimento em couro, controle eletrônico de estabilidade e tração, direção elétrica progressiva e sistema multimídia com Bluetooth, câmara de ré e até GPS, com conectividade com Android Auto e Apple CarPlay. O preço começa em R$ 111.900.

PONTO A PONTO

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O Honda HR-V foi lançado em 2015 e, na época, seu desenho chamava atenção pelas linhas contemporâneas e esportivas
  • Desempenho. O motor 1.8 do HR-V EXL entrega 140 cv e tem torque de 17,3 kgfm com gasolina. Esses números são bons, mas estão longe de despertar alguma esportividade.
  • Estabilidade. A suspensão é firme o suficiente para garantir um comportamento seguro em curvas – com rolagens de carroceria quase imperceptíveis – e não há sensação de insegurança.
  • Interatividade. Todos os comandos são fáceis de serem entendidos e um dos principais destaques do HR-V EXL é seu sistema multimídia. Ele tem tela sensível ao toque, GPS e está bem alinhado.
  • Conforto. A posição de dirigir é boa, assim como o isolamento acústico. O espaço é condizente com a categoria. Quatro passageiros viajam bem, sem apertos, mas um quinto pode reclamar.
  • Tecnologia. Motor e câmbio do HR-V EXL são novos, mas o trem de força não está alinhado à nova tendência de downsizing que paira sobre o universo automotivo dos últimos tempos.
  • Acabamento. Os materiais têm boa qualidade e encaixes perfeitos, mas não há uma preocupação com luxo no interior do Honda HR-V EXL. Ele segue a lógica nipônica de focar a sobriedade.

Primeiras impressões

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No visual, os vincos deixam o carro musculoso ao mesmo tempo que transmitem uma imagem de velocidade

O Honda HR-V foi lançado há quatro anos e, por isso mesmo, é normal que já não se destaque muito nas ruas. Pudera: o modelo liderou as vendas de SUVs por um bom tempo, logo é bastante comum nos estacionamentos de shoppings e nas avenidas e estradas brasileiras.

O visual não chega a ser datado, visto que é bem moderno e com uma charmosa linha de teto característica de cupê – a maçaneta escondida das portas traseiras ajuda bastante nisso. Mas a forte concorrência que se instaurou nos últimos anos fez com que muitos modelos do mesmo segmento também apostassem em linhas esportivas e contemporâneas.

De maneira geral, poucos são os que carregam alguma personalidade em relação ao design. A altura do utilitário esportivo é boa o suficiente para garantir conforto no interior, mas não exige grande esforço para entrar no carro.

O porta-malas é espaçoso tanto para uma viagem quanto para as compras de supermercado e alguns itens tecnológicos facilitam a vida do motorista na hora de lidar com o trânsito das grandes metrópoles.

A direção elétrica se adéqua a cada situação: nas manobras de estacionamento é leve o bastante para que se gire o volante com apenas um dedo. Conforme o velocímetro sobe, porém, ganha uma firmeza que impressiona.

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