Ford Edge ST chega com mais potência

Modelo exibe arsenal eletrônico e novo visual para desafiar os SUVs de luxo


No Brasil, as chamadas marcas de luxo praticam preços bizarramente altos. Mundo afora, BMW, Mercedes-Benz e outras cobram por seus carros cerca de 20% mais que modelos com as mesmas proporções de marcas generalistas. Por aqui, a diferença sobe para, pelo menos, 50%. A Ford enxerga nesta distorção uma boa oportunidade para emplacar por aqui seus modelos mais sofisticados.

Caso do SUV médio-grande Edge, que é produzido na província de Ontário, no Canadá, e retorna agora ao Brasil exclusivamente em sua configuração mais sofisticada, a versão esportiva ST, por R$ 299 mil. Por valores próximos a esse, SUVs como BMW X3, Mercedes-Benz GLC e Audi Q5 são oferecidos apenas em versões de entrada, com bem menos conteúdo e tecnologia que o carro da Ford.

Foto: Eduardo Rocha / Carta Z Notícias
Carro retorna ao Brasil exclusivamente em sua configuração mais sofisticada

Desde 2015, o Edge está na segunda geração, mas para a linha 2019, ele passou por um forte face-lift, recebeu diversos aperfeiçoamentos e acabou se tornando primeiro SUV da marca a receber uma versão ST, sigla para Sports Technology, indicativo da engenharia da Ford de desempenho mais esportivo. Para justificar esta designação, os argumentos começam sob o capô, onde está instalado um motor V6 2.7 litros biturbo com injeção direta, capaz de gerar 335 cv de potência e 54,5 kgfm de torque e tração AWD.

O Edge anterior, que vinha na versão Titanium, também dispunha tração integral, mas era animado por um motor menos instigante, o V6 3.5 aspirado de 284 cv e 34,6 kgfm. Além disso, o Edge ST teve a suspensão retrabalhada, com molas mais rígidas, nova barra estabilizadora na traseira. A direção elétrica também passou por um acerto, para ficar mais direta.

A antiga transmissão automática de seis marchas deu lugar a uma nova, de oito velocidades, com um sistema de trocas mais rápido. A alavanca entre os bancos foi substituída por um controle rotativo e há paddle shifts no volante para trocas manuais. A versão ST também ganhou um modo de condução esportivo, que calibra direção, acelerador e câmbio para um comportamento mais agressivo.

No “sport mode”, painel de instrumentos, que é digital e configurável, ganha cores mais fortes e passa a indicar a pressão do turbo. Até o sistema de áudio sintetiza o ronco do motor, para ampliar a sensação de esportividade.

Para marcar esteticamente essa vocação esportiva, a versão ST inclui grade dianteira em preto brilhante estilo colmeia, rodas de 21 polegadas, faróis e lanternas full led, saias laterais e duas saídas de escape embutidas na base do para-choque e emblemas ST na grade e na tampa traseira.

No interior, bancos esportivos em couro e camurça, revestimento em couro pespontado, emblema ST nas soleiras e nos encostos.

Se não fosse pela emissão de som pelos alto-falantes, o trabalho do V6 biturbo dificilmente seria percebido na cabine. Isso porque a ideia da Ford aqui foi juntar a esportividade de uma versão ST com um típico carro familiar, que dispõe de recursos de conforto como para-brisa e vidros laterais acústicos e sistema de cancelamento eletrônico de ruídos. Além disso, é recheado com diversos equipamentos que buscam posicionar o Edge no mercado de SUVs de luxo.

Como a central multimídia Sync 3 com tela “touch” de 8 polegadas, com comando vocal em português, Bluetooth, conectividade com celulares, GPS interno e DVD. As duas telas de 8 polegadas direcionadas para os passageiros de trás podem atuar separadamente. O sistema de som é Bang & Olufsen, teto solar panorâmico, carregador de celular por indução e bancos dianteiros com aquecimento e refrigeração.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
 
O mundo do luxo é um mundo de aparências. E quando a Ford decide trazer a versão ST do Edge para o Brasil ela aposta não só nas virtudes esportivas de seu SUV, mas também nessa noção de prestígio, tão acalentada pela elite tupiniquim. Afinal, pelo menos entre os iniciados em automóveis, a sigla ST é capaz de elevar o status de um modelo da marca. E é com isso que a Ford conta para fazer frente ao prestígio das marcas de luxo alemãs.

Mas o Edge vai bem além do comportamento mais agressivo e dos emblemas estampados na grade e na tampa traseira. O SUV esportivo da Ford é recheado de tecnologias e recursos voltados também para a segurança e o conforto.

Um exemplo é a câmera dianteira de 180º, que facilita a saída de vagas de estacionamento. O conjunto de sensores no entorno do modelo quase elimina os pequenos acidentes de estacionamento. O espaço interno é generoso e os bancos têm uma ergonomia impecável, que sustentam perfeitamente o corpo nas curvas. Mimos como o sistema de abertura da tampa do porta-malas, que se abre quando a pessoa passa o pé sob o para-choque, servem para tornar o convívio com o Edge ainda mais agradável.

O grande ganho objetivo dessa nova versão do Edge foi dinâmico. Além desse 2.7 V6 biturbo ser um motor muito mais poderoso, responsivo e elástico que o anterior, 3.5 V6 aspirado, a suspensão passou por um retrabalho que permite extrair um comportamento esportivo do modelo, com um controle de carroceria impecável e grande precisão de direção.

Além disso, sai de cena o câmbio de seis marchas e entra o de oito velocidades, mais rápido e que conversa muito bem com o propulsor. Esta nova configuração ainda conta com recursos que já estavam lá, como boa rigidez da carroceria, pneus esportivos e tração integral.

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