De volta para o futuro: Motos retrô Salão de Duas Rodas 2015

Motocicletas inspiradas em sucessos de décadas passadas ganham destaque no cenário brasileiro


Marcas geralmente costumam levar seus melhores modelos para salões, com a função de atrair os olhares do público ao exibir o melhor de seu design, tecnologia e esportividade. Mas cada vez mais os estandes de motocicletas estão sendo ocupados por modelos com visual retrô.

Praticamente todas as fabricantes de motos atualmente possuem um produto desse gênero, até porque a fórmula é bem simples. Basta criar ou aproveitar algum projeto clássico e descarregar nele tecnologias atuais.

Foto: Divulgação
Indian Chief Vintage
Geralmente, as recentes motos retrô se apóiam em modelos das décadas de 1960 e 1970. Ou então voltam ainda mais no tempo para resgatar a cultura do café racer – movimento iniciado nos anos 1960 na Inglaterra onde os jovens modificavam suas motos para realizar “pegas” curtos entre uma cafeteria e outra, na beira da estrada.

Um bom exemplo do estilo “vintage” é a BMW R Nine T. O modelo foi criado para comemorar os 90 anos da divisão de motocicletas da marca e lembra a R 90 – esportiva fabricada nos anos 1970. As rodas são raiadas, os faróis arredondados e o escapamento duplo junto com diversos detalhes de acabamento são cromados.

O assento traseiro pode ser substituído por um complemento de carenagem – uma espécie de placa – deixando a retrô com cara de monoposto. A R Nine T não tem só o visual em homenagem aos tempos antigos. O motor também compartilha o mesmo estilo da R32 – primeira moto fabricada pela marca -, um boxer com dois cilindros horizontais. O propulsor de 1.170 cilindradas é capaz de gerar 110 cv de potência e 12,1 kgfm de torque.

Já a Ducati – que tem suas ações controladas pela Audi, que pertence ao Grupo Volkswagen – exibiu durante o evento todas as versões da Scrambler. O modelo já está sendo fabricado em Manaus em parceria com a Dafra e será a “porta-de-entrada” da marca no país. O visual é baseado na Scrambler dos anos 1960 e 1970. A tradução de scrambler está diretamente relacionada às ações de misturar e modificar.

Foto: Divulgação
BMW R9 T
Tanto que o modelo será oferecido em quatro versões distintas por aqui. A primeira a ser disponibilizada será a configuração Icon, que tem a carroceria em amarelo e traz o farol arredondado com lente de vidro e iluminação em leds. O tanque tem formato de gota com painéis laterais em alumínio, rodas com acabamento em preto fosco e painel de instrumentos em LCD.

As outras três configurações serão compostas pela Urban Enduro – pegada mais off-road com rodas de alumínio raiadas e para-lamas elevados -, Full Throttle – com visual de corrida e carroceria em preto fosco, escapamento esportivo Termignoni, banco projetado para pilotagem esportiva – e a Classic – rodas raiadas, paralamas em alumínio e banco marrom com costuras em formato de diamante. Ambas as versões da Ducati Scrambler são equipadas com motor dois cilindros em L de 803 cilindradas e 75 cv e 6,9 kgfm de torque.

A Triumph – uma das primeiras a explorar o design retrô – tem como representantes as motocicletas Bonneville T100 e Thruxton. Ambos os modelos tem inspirações na década de 1960. O primeiro tem seu design marcado por faróis arredondados, tanque de combustível em formato oval, rodas raiadas, faixa lateral em duas tonalidades, quadro de instrumentos com dois relógios analógicos – conta-giros e velocímetro -, banco retilíneo e saída de escapamento alongada e cromada.

Outra tradição mantida foi a posição para engatar a chave e acionar o motor, que fica no canto esquerdo do farol como nos primeiros modelos.

Foto: Divulgação
Harley-Davidson Street Glide CVO
Já a Thruxton é baseada na Bonneville T100, porém com algumas diferenças estéticas e estruturais para uma condução mais esportiva. O farol recebe uma pequena carenagem e o guidão passa a ser curvado.

O assento para o garupa ganha uma capa para ficar monoposto e o escapamento possui duas saídas – uma de cada lado -, com as ponteiras inclinadas para cima. Ambos os modelos compartilham o mesmo motor de dois cilindros e 865 cm³. Porém, na Bonneville T100 o propulsor possui 68 cv e na Thruxton, o comando de válvulas foi revisado junto com o uso de pistões de alta pressão e assim rende até 69 cv.

A Indian Motorcycles aproveitou o Salão de Duas Rodas 2015 para expor seus modelos que serão comercializados por aqui e expandir ainda mais as fronteiras de rivalidade com a Harley-Davidson. Em seu estande, o marca norte-americana exibiu a Chief Vintage. A custom possui os bancos em couro marrom com franjas nos assentos e nas malas laterais.

Na parte frontal existe um pequeno para-brisa que pode ser removido. Outros destaques ficam por conta do para-lama dianteiro, que tapa quase metade da roda da frente e a alongada saída de escape cromada. O modelo, assim como todas as outras variantes da linha Chief, é equipado com o propulsor Thunder Stroke de dois cilindros em V com 1.819 cm³ e 16,47 kgfm de torque, acoplado a uma transmissão de seis velocidades.

Foto: Divulgação
Dafra Fiddle III
A Harley-Davidson sempre foi uma das referências do assunto “retrô”. E a Street Glide CVO é uma de suas representantes. O modelo tem sua carroceria toda em tonalidade brilhante e as duas saídas longas de escape são cromadas. Os faróis e os indicadores de seta são arredondados. Há uma grande carenagem sobre os faróis que integram o pequeno para-brisa. Na parte de trás existe bagageiros rígidos.

O painel é composto por quatro relógios analógicos, cada um com sua função – tanque de combustível, conta-giros, velocidade e temperatura do motor. Logo abaixo há uma tela de 6,5 polegadas encarregada das funções de áudio e GPS. O propulsor encarregado de impulsionar a Street Glide é um dois cilindros em V de 1.8 litros capaz de render 16 kgfm de torque.

Deixando o segmento de altas cilindradas de lado, a Dafra também apresentou sua motocicleta referente à temática retrô: trata-se da Feddle III. A marca continua apostando no bom momento vivenciado pelas scooters no país e trouxe a moto que é fabricado pela taiwanesa SYM, com quem já tem parceria nos modelos Citycom 300i e MaxSym.

A Feddle III ocupará a função de scooter de entrada da Dafra e tem em seu visual os faróis arredondados, carroceria em duas cores – branca e vermelha ou preta e dourada – e rodas de liga leve aro 12 de tonalidade preta. O painel de instrumentos é bem simples e analógico, com o conta-giros, velocímetro e tanque de combustível. O modelo será impulsionado por um motor de 125 cilindradas com 10 cv e transmissão CVT.

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