Coyotes Off-Road: aventuras em 4 rodas e fora delas

Além dos passeios em trilhas não pavimentadas, jipeiros de Americana também se confraternizam


O mundo off-road surge como uma alternativa para quem gosta de aventura sobre quatro rodas. Em Americana, além dos passeios em trilhas não pavimentadas, os chamados “jipeiros” também fazem confraternizações. A rotina é do clube Coyotes Off-Road, que existe desde 2002.

O grupo conta com pelo menos 80 associados, de cidades como Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Limeira, Campinas e Piracicaba.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Grupo de jipeiros que fazem trilha aos finais de semana pela região; grupos cada vez crescem mais

Presidente do Coyotes, Glauber Taylor Casagrande apontou que, logo no primeiro contato, a maioria das pessoas se apaixona por esse universo. “A adrenalina de estar pilotando, vencendo desafios, não tem preço”, diz. Quase todo fim de semana, membros do clube se reúnem e colocam o carro na terra. Eles andam em fila e se ajudam durante o percurso.

Se alguém tem algum problema e para no meio do caminho, os outros esperam e prestam apoio. “Um cuida do outro, um socorre o outro. É muito companheirismo”, destaca.

Segundo Casagrande, o grupo costuma pilotar em Santa Bárbara d’Oeste. “Tem trilha para todos os gostos: Média, leve, pesada. É pertinho, então a gente anda mais por aqui”, afirma o jipeiro.

Quando não vai para a trilha, o pessoal do Coyotes está em encontros de jipeiros. Casagrande contou que, todo mês, existem eventos voltados para esse público, em diferentes cidades. “A gente não para. Todo final de semana tem coisa para fazer”.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Glauber Casagrande diz que é preciso tomar cuidados com alguns modelos da jipes para passeios mais pesados em meio à lama

Às quintas, os associados do Coyotes se confraternizam. Na última quinta-feira do mês, há uma festa para os aniversariantes do mês. “É uma diversão que não tem preço. Não conheço nenhum grupo de jipeiros que não seja unido”, aponta.

Casagrande começou a se interessar pelo mundo off-road em 1990, quando seu pai comprou um Jeep Willys. “Desde então, não perdi mais o gosto”.

Há cerca de um mês, o corretor Affonso Fidelis, de 25 anos, também entrou nessa rotina. “É um rolê 100% familiar, mistoso” descreve.

Ele passou a fazer parte do Coyotes após um passeio com o grupo. Logo de cara, Fidelis já se encantou pelo negócio, tanto é que trocou seu carro por uma Mitsubishi Pajero TR4.

“É tipo uma fraternidade. Eles pegam os valores de coletividade, de um ajudar o outro. Então, é uma coisa que a gente gostou bastante”.

Jeep Willys

Cada jipeiro tem um gosto diferente para carro e utiliza aquele que “cabe no bolso”. Mas existe um veículo que, praticamente, domina os passeios off-road: o Jeep Willys. “É o que manda no pedaço”, aponta Glauber Taylor Casagrande, presidente do clube Coyotes Off-Road, de Americana.

O Willys está no mercado desde a Primeira Guerra Mundial e já virou tradição no mundo off-road, principalmente porque reúne características que o fazem superar os obstáculos da terra.

No entanto, há outros modelos que costumam marcar presença. Casagrande cita a Mitsubishi Pajero, a Susuki Vitara e o Jeep Cherokee, além dos carros da marca Troller.

“Tem bastante Troller. Tenho dó de colocar nos buracos, mas tem um pessoal que vai, estão nem aí, estão rasgando dinheiro”, brinca.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Além dos passeios em trilhas não pavimentadas, jipeiros de Americana também se confraternizam

Segundo o presidente do Coyotes, a escolha do carro varia conforme as ambições do comprador. Existem veículos, por exemplo, que não são indicados para trilhas mais “pesadas”. “Carro novo, hoje, se for só para expedição, passeio com a família, tudo bem. Agora, para entrar em trilha pesada, tem de preparar. Dá dó de tacar um carro desse novo, gastar dinheiro em preparação. Vai entrar, vai ralar, vai judiar”, destaca.

O corretor Affonso Fidelis, de 25 anos, utiliza sua Pajero TR4 tanto na terra como no asfalto, no dia a dia. “Não é um mega jipe, mas, mesmo assim, é um carro bem forte. A tração 4×4 é muito forte. Mas, querendo ou não, a gente acaba não perdendo o conforto”.

De acordo com Casagrande, os jipeiros também precisam equipar o carro e monitorar o estado dele. “Não é só o carro em si. Você tem de ver o pneu, a suspensão, se tem guincho, se tem bloqueio de referencial. São ‘N’ coisas. Você não para de mexer”, diz. Ele contou que os gastos nunca terminam. “Você está sempre fazendo melhorias para vencer cada vez mais os desafios”.

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