Corolla ganha visual menos conservador e novo motor

Além do design um pouco menos sóbrio, três-volumes apresenta versão que compartilha plataforma do Prius


Foto: Divulgação
Plataforma é a TNGA, mesma utilizada na construção de modelos híbridos como o Camry e o RAV4

Embora alguns alemães façam birra, o Toyota Corolla é o carro mais vendido da história, com mais de 46 milhões de unidades. Sua trajetória começa a ser desenhada em 1966, quando surgiu o E10 Corolla, um modelo para cinco passageiros considerado familiar na época, com 3,86 metros de comprimento, largura de 1,49 m e altura de 1,38 m, e entre-eixos de 2,29 m.

Sob o capô, estava um motor de quatro cilindros de 1.077 cc, que fornecia 60 cv de potência. Um carro completamente diferente da 12ª geração do sedã médio, apresentada no Salão de Los Angeles, no final do ano passado. Além do design um pouco menos sóbrio, o três-volumes ganhou uma versão híbrida, que compartilha a plataforma mecânica e tecnológica do Prius e está prevista para ser vendida no Brasil.

A plataforma também é a mesma, a TNGA, utilizada ainda na construção de outros modelos híbridos, como Camry e RAV4. Quanto às dimensões, são 4,64 m de comprimento, 1,78 m de largura, 1,43 m de altura e entre-eixos de 2,70 m. São quase 80 cm a mais no comprimento, com um acréscimo de 41 cm no entre-eixos em relação à primeira geração.

O sistema híbrido é composto por dois motores: um térmico, de 1.8 litro, que fornece 96 cv de potência, e outro elétrico, de 96 kW com ímãs permanentes alimentados por baterias que geram aproximadamente o equivalente a 25 cv extras. O conjunto fornece uma potência total de 121 cv em uma faixa de 5.200 rpm. Ele é acoplado a uma transmissão CVT e a tração é dianteira.

No mercado norte-americano, o sistema de suspensão é composto por McPherson na frente e multlink atrás. No Brasil, a marca tem utilizado barra de torção na traseira, que é mais barata e mais robusta. As rodas de liga leve têm 15 polegadas e os freios são a disco em todas elas. Por dentro, há uma tela sensível ao toque com oito polegadas, que representa todas as funções do veículo. Há ainda uma outra menor, no centro do painel.

A principal atração é a exibição do fluxograma atual da bateria. Quando está sendo carregada, ela mostra gráficos na cor verde. Se está em uso, o diagrama é vermelho. Mas não oferece compatibilidade com o sistema Android Auto, apenas com o Apple CarPlay, além de oferecer um painel de indução de carregamento sem fio para telefones compatíveis. Por Alejandro Konstantonis – Autocosmos.com (colaborou Márcio Maio – Auto Press)

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