Bugatti Chiron: carro de série mais rápido do mundo

Motor 8.0 l entrega 1.520 cv e precisa de 10 radiadores para capacidade máxima, que leva carro da inércia a 100 km/h em 2,4 s


Foto: Divulgação
O Chiron estreou em 2016 como sucessor do mítico Veyron, com a missão de superá-lo

O lema com o qual a Bugatti desenvolve seus produtos não é nada modesto: “Nada pode ser muito bonito, nada pode ser muito caro”. O novo recorde de velocidade estabelecido pela marca, que ultrapassou a barreira de 300 milhas por hora – precisamente, 304,773 mph, o equivalente a 490,484 km/h – foi um bom pretexto para fazer uma avaliação do modelo. É bem verdade que a versão do recorde foi um Chiron Super Sport +, que é basicamente um Chiron Sport com pequenas modificações, principalmente aerodinâmicas, para reduzir o arrasto e obter maiores velocidades.

O Chiron estreou em 2016 como o sucessor do mítico Veyron, com a missão nada fácil de superar o antecessor, o carro de produção mais poderoso, caro e rápido no mundo. Em 2018, a marca fez algumas melhorias na suspensão, direção e reduziu ligeiramente o peso para o hiperesportivo se tornar o Chiron Sport.

O nome do modelo é em homenagem a Louis Alexandre Chiron, piloto da Bugatti nas décadas de 1920 e 1930 e que, segundo a marca, foi o melhor de sua história. Para o design do Chiron, o Bugatti Type 57SC Atlantic foi tomado como inspiração. O modelo foi uma criação nos anos 30 de Jean Bugatti, filho do fundador Ettore Bugatti. As formas são fluidas e muito harmoniosas, é um carro esportivo elegante e bem proporcionado.

Destaca-se o traçado em forma de elipse que nasce na coluna dianteira, contorna a porta, forma a parte interna da grossa coluna traseira e desce para morrer na caixa de rodas dianteira. Outra linha divide a cabine e começa na base do painel de controle, um detalhe a Bugatti sempre usou ao longo de sua história.

A grade em forma de ferradura é, por sua vez, uma referência à paixão de Ettore Bugatti por cavalos e está presente em todos os carros da marca. Já a parte traseira rompe um pouco com o resto do conjunto. Ela parece mais agressiva porque é basicamente composta por saídas de ar gigantescas cortadas por uma linha de led alongada que vai de um lado para o outro.

Atrás dos assentos, está um exótico e potente motor de seis cilindros em W de 8.0 litros que utiliza um arranjo de quatro turbos para fornecer 1.500 hp, o equivalente a 1.520 cv, com torque de 163,1 kfgm, que são gerenciados por um motor muito rápido. Transmissão de dupla embreagem e sete velocidades. A tração é nas quatro rodas. Os turbos são sequenciais. Ou seja; os dois primeiros entram em ação em baixa velocidade e os dois últimos são acionados em giros mais altos, para garantir um torque explosivo, mas muito consistente e linear em toda a faixa de velocidade. Este conjunto precisa de 10 radiadores e a bomba de água é capaz de movimentar 757 litros de água por minuto ao trabalhar na capacidade máxima.

De acordo com a Bugatti, o Chiron é capaz de fazer de zero a 100 km/h em 2,4 segundos, zero a 200 km/h em 6,1 segundos, zero a 300 km/h em 13,1 segundos e zero a 400 km/h em 36,2 segundos a velocidade máxima desta versão é limitada a 420 km/h.

Impressões ao dirigir

Ficar ao volante ao volante do Chiron provoca uma combinação de emoções como alegria, curiosidade e entusiasmo, junto com respeito e medo. Afinal, trata-se de um carro cujo preço começa em 2,5 milhões de euros, ou R$ 11,5 milhões, e isso é intimidador. Um descuido, um erro de cálculo, algo fora de controle como um pneu furado de outro carro ou um cachorro distraído pode acabar em um grande incidente.

O começo foi por estradas secundárias e em baixa velocidade. O ronronar do motor nestas condições é baixinho. Nem parece ser o animal que é. Permite conversas sem levantar a voz, a suspensão é relativamente suave. Não é suave como um Rolls Royce Phantom, mas está longe de ser tão ríspido e difícil quanto um Porsche 911 GT3.

O Chiron responde à menor sugestão do pedal do acelerador, sempre há torque. Mesmo a 2 mil rpm em sétima marcha, a reação é instantânea e forte. Ao acelerar, o rugido do motor se torna presente, mas não é irritante. Ao contrário, é viciante.

Mas ainda mais impressionante do que a capacidade de aceleração, é a aderência mecânica que o carro tem. Não é necessário que o controle de tração seja ativado. Os pneus largos, a eficiência do AWD permanente e até a massa do Chiron fazem todo o trabalho.

Nos pequenos displays ao centro dos quatro botões circulares do console, aparecem a quantidade de energia utilizada, a velocidade máxima, o giro máximo do motor e a forças G. Para finalizar, os freios também são impressionantes. Uma boa frenagem é suficiente para encher o condutor de confiança a ponto de querer acelerar até os 420 km/h que o Chiron Sport pode chegar.

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