BMW Z4: a elegância a céu aberto

Nova BMW Z4 ganha em requinte e sofisticação, mas não se descuida do prazer de dirigir para continuar conquistando entusiastas


Em 2002, a BMW lançou o primeiro Z4 como um digno sucessor do Z3. Há exatamente um ano, o modelo estreou a terceira geração no Concurso de Elegância de Pebble Beach, no estado norte-americano da Califórnia, com o nome código G29. Ao longo dos anos e de geração em geração, o roadster tornou-se cada vez menos cru e cada vez mais luxuoso.

O novo BMW Z4 justifica o fato de ser um dos modelos mais emblemáticos da marca, mas não se pode esquecer que agora ele é fruto de uma joint-venture com a Toyota, que conseguiu reviver nesse processo um outro mito: o Supra. Os dois carros têm perfis muito distantes – para começar, um é conversível e outro, cupê –, mas unidos por detalhes como tração traseira, turbo compressores montados na frente do motor e uma grande capacidade de divertir quem está ao volante.

No caso do modelo da BMW, isso é possível desde o modelo de entrada, o 20i, impulsionado por um motor 2.0 de quatro cilindros, 197 cv, até o poderoso 40i, empurrado por um 3.0 seis-em-linha de 340 cv, passando pela intermediária 30i, que tem o mesmo motor 2.0 da versão de entrada, mas com 258 cv. No; Brasil, apenas esta última configuração é vendida, na versão sDrive M Sport, a partir de R$ 309.950.

O Z4 é um roadster que não perdeu o conforto de vista. As dimensões ficaram maiores, com 4,32 metros de comprimento e 1,86 m de largura, mas manteve as proporções e o conceito estético, com o compartimento de passageiro traseiro praticamente sobre o eixo traseiro, capô longo e baixo e a traseira curta e robusta.

Foto: Divulgação
BMW Z4

Na frente, faróis full led, grade bipartida com efeito tridimensional e para-choque esportivo. Na lateral, destacam-se as grandes rodas de 19 polegadas, que se ajustam aos pneus Michelin Pilot Super Sport, com 255 na frente e 275 atrás. A traseira ficou com lanternas bem afiladas, que ganharam um efeito tridimensional, escape duplo e um spoiler que brota da tampa traseira.

O destaque vai para o teto de lona, que dá um toque de elegância, além de ser leve e fácil de operar, através de um botão o localizado no túnel central ou pelo controle remoto da chave. É preciso apenas 10 segundos para abrir ou fechar e a manobra pode ser feita a até 50 km/h.

Foto: Divulgação
BMW Z4

O interior traz o requinte típico da marca. Bem-acabado, montagem excelente e ótimos materiais. É menos minimalista que o esperado para um Z4, mas ganha em prestígio e elegância. O painel principal parece avançar sobre o motorista. Toda a instrumentação surge em uma tela de 12 polegadas, totalmente digital, que se integra perfeitamente aos gráficos do head up display.

Primeiras impressões

A suspensão do Z4 chama a atenção pela capacidade de oferecer o comportamento certo para uma configuração esportiva ou uma mais dócil, ideal para uma viagem. A direção com assistência eléctrica é excelente, muito bem calibrada e nunca rígida demais, para garantir uma experiência de condução prazerosa. Na estrada, o equilíbrio e as reações do Z4 são exuberantes.

Foto: Divulgação
BMW Z4

O chassi é extremamente rígido e bem adequado para uma direção esportiva. O modelo não é nada leve (tem quase 1600 kg), mas isso não atrapalha em nada. Ele é capaz de mudanças rápidas de direção e responde bem às solicitações, sempre bem apoiado no chão.

O comportamento da frente é incisivo e parece estar encaixada em trilhos, tal é a precisão e a estabilidade nas entradas de curva. O subesterço (saída de frente) só ocorre em situações de nítido abuso. Mesmo assim, é facilmente corrigido. A versão 20i, que está na base da gama, tem um motor 2.0 de quatro cilindros twinturbo com 197 cv de potência e 32,6 kgfm de torque.

Foto: Divulgação
BMW Z4

Mesmo sendo modelo de entrada, é capaz de cumprir o zero a 100 km/h em 6,6 segundos e chegar à máxima de 240 km h. Para quem deseja algo a mais, sem ter de chegar ao topo da gama com o M40i, a mesma mecânica 2.0, devidamente revista, está presente no 30i, modelo que é vendido no Brasil e obtém notáveis 258 cv e 40,9 kgfm.

Ele é capaz de acelerar de zero a 100 km/h em 5,4 segundos e bater nos 250 km/h. Mas o que deixa o roadster da BMW longe de ser extremo é a forma como entrega a potência. É sempre muito linear, nunca brutal, apesar da cavalaria disponível.

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