BMW S 1000 RR chega ao Brasil ainda este ano

Nova geração ganhou em desempenho, agilidade e tecnologia; preço deve girar em torno de R$ 85 mil


Foto: Divulgação
A 3ª geração da moto buscou aliar design e funcionalidade; o corpo é tão esbelto que mais parece uma 600 cc

Em geral, a superesportiva BMW S 1000 RR é encarada como um veículo de pista. Mas a ideia da fabricante bávara foi fazer dela um modelo que pode ser usado em qualquer lugar. Obviamente não com a mobilidade e praticidade de uma scooter, mas ainda assim capaz de usada em trechos urbanos e cotidianos. O visual, agressivo e moderno, chama a atenção. As linhas são limpas e econômicas, com semiguidões e postura bem esportiva.

A frente perdeu os tradicionais conjuntos óticos assimétricos e passa a ser marcada por faróis semicerrados e penetrantes em led. Claudio De Martino – líder da equipe de tecnologia veicular – afirmou que as indicações recebidas da alta direção foram claras: usar os modelos da última década como base e melhorar ainda mais o desempenho.

Por enquanto, a versão oferecida com grandes descontos nas lojas da marca no Brasil é a antiga geração, lançada em 2015. A nova S 1000 RR, apresentada no Salão Milão no fim do ano passado, deve desembarcar por aqui apenas no final no ano, mas aí já com o preço “cheio”, em torno de R$ 85 mil ou até um pouco acima disso.

As mudanças promovidas entre as gerações são notáveis. A nova S 1000 RR ficou mais rápida na pista, conta com um impressionante arsenal tecnológico e perdeu 11 quilos. São 197 kg, contra os 208 kg da antecessora.

O motor é totalmente novo e, como a nova R 1250 GS, passa a contar com o sistema ShiftCam, com abertura variável das válvulas. Isso tornou possível aumentar a potência em altas rotações e o torque em baixas e médias.

O novo motor em linha de 4 cilindros gera 207 cv de potência a 13.500 rpm, 8 cv a mais que a antiga geração. O torque se manteve nos mesmos 11,5 kgfm, mas agora a 11 mil giros, ou 500 rpm acima, mas o que mais chama a atenção aqui é que nada menos que 10,2 kgfm fica disponível na faixa da moticicleta que vai de 5.500 até 14.500 rpm.

Esta terceira geração da superesportiva alemã buscou aliar design e funcionalidade técnica. O corpo do modelo é tão esbelto que mais parece o de uma motocicleta de 600 cc. Mas o designer Matthias Kottman, responsável pelo projeto, buscou manter diversos detalhes que deram personalidade estética ao modelo par que ele fosse imediatamente reconhecível.

Os quatro modos de condução seguem o padrão clássico: Chuva, Estrada, Dinâmica e Corrida. Eles combinam liberação de potência com os parâmetros de intervenção do sistema de auxílio à condução. Nesta terceira geração da S 1000 RR, uma barra perimétrica em alumínio envolve o motor, que se torna parte estrutural do chassi e, no processo, perdeu-se 1,3 kg.

Primeiras impressões

O comportamento da S 1000 RR é muito impressionante. E o mérito é, sem dúvida, do novo motor de quatro cilindros em linha, que libera 207 cv de potência e 11,5 kgfm de torque. O que faz a diferença é a bem conhecida tecnologia ShiftCam, que agora vemos também nos modelos de quatro cilindros e que varia o tempo e o movimento das válvulas de admissão através de cames para a abertura parcial ou total.

O parcial otimiza o consumo e regularidade em baixa velocidade, enquanto o total oferece o máximo desempenho. O resultado é uma entrega mais linear. Apesar de ter melhorado o desempenho em comparação com o motor anterior, a sensação é que a nova S 1000 RR é uma motocicleta mais dócil e menos agressiva.

O motor é elástico, o torque, abundante e a resiliência dos pneus originais Bridgestone Battlax S21 oferecem uma enorme confiança. E tudo isso dá uma certeza: somente na pista se pode realmente explorar todo o potencial da S 1000 RR. Mas graças à eletrônica evoluída, sua esportividade pode ser explorada por qualquer pessoa. Por Christian Corneo – Infomotori.com

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