Continental GT une classe e requinte a trem de força

Bentley tenta novamente mergulhar no mercado com um modelo que tem tudo o que é preciso para se tornar um sucesso


O segmento de Gran Turismo é, atualmente, dominado pela Audi, Mercedes-Benz e Porsche. Poderia ser mencionada aí também a Maserati, mas os volumes da fabricante italiana no segmento são baixos e, na verdade, o bolo é dividido entre as fabricantes alemãs, que deixam para o resto da concorrência apenas as migalhas de um nicho pequeno, porém bastante lucrativo e com números que crescem exponencialmente. Isso é sintoma do fato de que há um público muito específico que busca produtos particularmente esportivos e elegantes.

Foto: Divulgação
Bentley Continental GT

A Bentley, de olho nesse consumidor, tenta novamente mergulhar no mercado com um modelo que tem tudo o que é preciso para se tornar um sucesso, já que combina as principais características exigidas por esses clientes: elegância, refinamento e agressividade, mas sem abrir mão da classe, da tecnologia e do conforto. E, no caso do novo Continental GT, há um valor a mais, que é o da exclusividade. Trata-se, de fato, de uma excelente opção para quem deseja se destacar na multidão.

A estética é um dos pontos a favor do carro. Os designers conseguiram dar formas novas e mais inovadoras, contemporâneas. As técnicas inovadoras de processamento de alumínio usadas na produção do modelo tornaram possível criar elementos estéticos impensáveis com os métodos tradicionais. Suas linhas são uma sucessão de nervuras e cantos com traços distintivos claros da Bentley.

Foto: Divulgação
Bentley Continental GT

O sistema de iluminação domina a dianteira. Os faróis em leds usam a técnica de matriz para iluminar seletivamente a estrada e o efeito visual é semelhante ao obtido quando se olha para uma iluminação de fundo de cristal ou de um diamante.

Dentro do farol, existem centenas de facetas que criam um efeito elegante e único. Quanto às rodas, é possível escolher dois desenhos diferentes e, em ambos os casos, em tamanho de 21 polegadas – opcionalmente, clientes mais exigentes podem solicitar rodas de 22 polegadas, através do departamento de personalização da marca, a Mulliner. Na traseira, as lanternas têm formato oval, que parecem carregar um diamante no interior e têm a mesma forma dos escapamentos. O logotipo da Bentley integra e esconde o botão para abrir o compartimento de bagagem.

Foto: Divulgação
Bentley Continental GT

Sobre o trem de força, convém começar falando de números. São 6.0 litros, 12 cilindros, dois turbocompressores, 636 cv, 91,8 kgfm entre 1350 rpm e 4 mil giros, 333 km/h de velocidade máxima e zero a 100 km/h em apenas 3,7 segundos.

De acordo com a Bentley, o motor emite menos 16% de poluentes no meio ambiente e, para limitar o consumo, é utilizada uma tecnologia de deslocamento variável que desativa seis dos 12 cilindros quando não há necessidade de energia. Em relação à transmissão, há uma caixa de câmbio automatizada de dupla embreagem com oito velocidades.

Foto: Divulgação
Bentley Continental GT

Os tempos de mudança variam de acordo com o modo de condução adotado – podem ser Sport, Bentley ou Comfort. No primeiro, as respostas são mais rápidas. No último, o inverso acontece e as reações se tornam mais lentas.

Primeiras impressões

A cara da riqueza

Vicenza/Itália – O Bentley Continental GT é uma escolha que denota classe e requinte, mas vai muito além da mera experiência de propriedade. O modelo é capaz de atingir uma fatia de público mais jovem do que antes. É claro que nem sempre alguém de 20 e poucos anos pode pagar por um automóvel como esse.

Mas na faixa dos 30 e poucos ou 40, diante da proposta concreta e cativante do cupê, já não há uma distância tão grande. E por falar em tamanho, o compartimento de bagagem é suficientemente abundante para as necessidades de duas pessoas. Obviamente, o espaço hospeda sem problemas um saco de golfe, requisito fundamental para carros deste calibre.

Foto: Divulgação
Bentley Continental GT

Os primeiros poucos quilômetros a bordo intimidam: as dimensões são importantes e o carro tem um valor alto. Mas ficar confortável com as dimensões é algo que acontece quase imediatamente, graças aos muitos sensores e sistemas de auxílio à condução que dão suporte ao motorista.

O motor tem um impulso incrível e o mérito é dos turbocompressores. Porém, contribui ainda o importante trabalho de engenharia que integra a injeção direta em alta e baixa pressão. Talvez a transmissão seja o único ponto fraco de um contexto substancialmente perfeito: os dois turbos permitem que o motor atinja imediatamente o limite superior de rotação, ajustado a 6 mil giros, e a transmissão realmente tem muito a trabalhar, especialmente nas primeiras marchas.

Em termos dinâmicos, o peso de 2.715 kg é percebido, mas mais uma vez a tecnologia coopera. Caso da nova suspensão com sistema de alumínio multilink, capaz de entregar um passeio mais confortável em viagens relaxadas ou até mesmo mais dinâmicas, com uma direção mais esportiva. A solução é realizada através da adoção de molas de câmara tripla que permitem armazenar 60% a mais de ar. O Continental GT se move como se estivesse sobre trilhos e a diversão é garantida.

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