Audi apresenta a nova geração do A8

Sedã da montadora alemã é capaz de entregar conforto e esportividade com a colaboração de um sistema híbrido leve na nova geração


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Modelo cresceu 4,1 centímetros de comprimento, chegando a 5,17 metros

A Audi vendeu, em quase 25 anos, cerca de 450 mil unidades do A8, somando sedãs e limusines. A primeira geração estreou em 1994 e foi comercializada até 2003 com poucas mudanças estéticas, mas recebendo inovações tecnológicas, como faróis em xênon. Foi ali ainda que começou a denominação Audi Space Frame, que se refere à plataforma construída inteiramente em alumínio. E, no caso do A8, a carroceria também foi desenvolvida no metal mais leve que o aço. Veio a segunda, produzida entre 2003 e 2010, com injeção de combustível estratificada – mais conhecida como FSI – e transmissão CVT, rapidamente descontinuada devido às reclamações dos consumidores.

De 2010 a 2017 ficou disponível a terceira, já com opção de motor híbrido, iluminação totalmente em led e assistentes como detecção de pedestres na estrada. Chega então à quarta geração, em 2018, com motorizações híbridas e um aprimoramento tecnológico que dá continuidade à longa trajetória de sucesso do modelo.

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Motor elétrico auxilia o trabalho do motor de combustão, uma vez que todos os periféricos elétricos são alimentados por sua bateria

Em relação à terceira geração, a atual tem medidas bastante semelhantes. Cresceu 4,1 centímetros de comprimento, chegando a 5,17 metros. A altura é de 1,47, a largura é de 1,95 m e a distância entre-eixos, de 3 metros. O peso ficou em 2.070 kg na versão 55, ou seja, 70 kg a mais. O aumento é basicamente devido às baterias e outros componentes do sistema híbrido. O trem de força inclui um motor V6 3.0 litros TDI e outro eléctrico, totalizando 340 cv de potência entre 5 mil e 6.400 rpm, com torque máximo de 51 kgfm na faixa de 1.370 a 4.500 giros. A transmissão é automática com oito velocidades e a tração é integral. O eixo traseiro também é direcional, para facilitar as manobras com o carro.

O motor elétrico auxilia o trabalho do motor de combustão, uma vez que todos os periféricos elétricos são alimentados por sua bateria e o propulsor a gasolina fica dedicado apenas a fornecer potência ao carro, o que amplia muito sua eficiência. Ao contrário de um carro híbrido convencional, o sistema leve híbrido dá um bônus extra quando se precisa, por exemplo, de uma aceleração súbita.

A energia gerada e armazenada é transformada de 48V para 12V e é usada por acessórios como vidro elétrico, sistema de entretenimento ou sistemas de assistência como ABS, o gerenciamento eletrônico de diferenciais e outros sistemas auxiliares. O motor térmico, por não ficar com essa carga de trabalho, funciona de forma muito mais econômica. Com isso, as emissões de CO2 são reduzidas e, portanto, o consumo é muito mais eficiente.

O A8 é um sedã de mais de 5 metros, ou seja, um grande automóvel, com seus prós e também contras. Há ainda uma interessante combinação de condução esportiva com uma direção tão suave quanto as manobras de estacionamento exigem.

Primeiras impressões

Foto: Divulgaçã
O interior do A8 é repleto de materiais de alta qualidade, como couro e madeira, e abusa da tecnologia com três telas

O interior da A8 é repleto de materiais de alta qualidade, couro, madeira e plásticos harmonizados e perfeitamente bem-acabados.

Ou seja, são tão perfeitos que não vale a pena descrever. Na verdade, o A8 sempre foi majestoso. O motorista tem uma vasta informação mostrada nas três telas de alta definição. A primeira está localizada no painel– no A8, não há indicador físico, tudo é virtual, então onde antes havia instrumentos, fica o virtual cockpit. Trata-se de uma tela de 12,3 polegadas, totalmente configurável para dar ou subtrair relevância para itens como o tacômetro ou velocímetro, por exemplo, ou o mapa do GPS.

No centro, há uma segunda tela, sensível ao toque e com 10,1 polegadas, onde estão praticamente todas as funções da A8. Desde a seleção musical até o controle da iluminação ambiente, bem como o controle total de um smartphone conectado via cabo USB ou sem fio.

Na condução, estranha-se a falta de botões físicos. Na verdade, há apenas quatro deles: para ligar o motor, controlar o volume do áudio, selecionar a visão das câmaras e acionar o freio de estacionamento.

Ao pressionar o botão de partida, há um show de luzes nas três telas e, depois de alguns segundos e bem silenciosamente, o A8 está pronto para rodar. Um sedã deste tamanho é, normalmente, mais focado no conforto dos assentos traseiros – vale lembrar que, geralmente, o dono nem conduz, tendo um motorista profissional à sua disposição. Por isso, muitos recursos de conforto que podem ser controlados de lá também. No entanto, para os que preferem ocupar o posto da frente, à esquerda, o bom desempenho mecânico do modelo é notável.

Não é um carro barato, já que seu preço começa em torno de 1,65 milhões de pesos no México, onde a avaliação foi realizada – ou seja, cerca de R$ 331 mil. Mas essa normalmente não chega a ser uma questão tão impactante para quem busca um veículo com as características e tecnologias de um sedã como esse. Por Alejandro Konstantonis – Autocosmos.com (colaborou Mário Maio – Auto Press)

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