Amarok ganha desempenho e ânimo com motor V6

Carro da Volkswagen corrigiu o único defeito que apresentava nas versões anteriores: a potência do motor


Desde que foi lançada, a Volkswagen Amarok levava vantagem sobre as rivais em aspectos importantes, como dirigibilidade e conforto. Mas fica bem atrás em um quesito fundamental para uma picape: motorização.

Em tese, o motor 2.0 turbodiesel de até 180 cv seria suficiente, mas na prática ele se mostrava pouco robusto para uma vida de trabalho. Isso se resolveu com a chegada da versão V6 3.0 TDi, para as versões de topo Highline e Extreme.

Nestas configurações, o modelo passa a dispor de 225 cv – os rivais mais potentes têm 200 cv. Mas o que faz realmente diferença é o torque: são 56,1 kgfm já disponíveis aos 1.500 giros. A Amarok V6 chega sempre com tração integral permanente 4Motion com bloqueio eletrônico do diferencial traseiro e câmbio automático de oito velocidades.

Como só está disponível nas versões superiores, o preço não é um dos pontos de maior atração do modelo. A versão Highline começa em R$ 191.990, exatos R$ 8 mil a mais que a mesma versão com motor 2.0 TDi.

Foto: Eduardo Rocha / Carta Z Notícias
Volkswagen Amarok

Esta é uma configuração que já chega bem completa, com todos os equipamentos típicos de um utilitário de luxo ‑ o único opcional são as rodas aro 19, no lugar das de 18 de série, que acrescenta R$ 2.800 ao preço.

Os principais itens são bancos dianteiros elétricos, ar-condicionado automático com duas zonas de temperatura, controle de cruzeiro, câmara de ré, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, travamento por controle remoto, vidros e espelhos elétricos, sistema de navegação por GPS, sistema multimídia com bluetooth e conexão Apple CarPlay e Android Auto.

Foto: Eduardo Rocha / Carta Z Notícias
Volkswagen Amarok

Na parte de segurança, a Amarok conta com airbags frontais e laterais, controle de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampa, ABS off-road, com ação de menor frequência, sensor de luminosidade e de chuva para acionamento de faróis e do limpador, faróis bixênon, luzes de condução diurna em led, faróis de neblina com luz estática para conversão e sistema Isofix para cadeiras infantis.

A versão Extreme da Amarok custa R$ 201.990 e não tem opcionais. Ela adiciona a todos estes equipamentos rodas de 20 polegadas, santantônio na cor da carroceria, estribos em alumínio e revestimento parcial em couro nos bancos.

Foto: Eduardo Rocha / Carta Z Notícias
Volkswagen Amarok

Vendas

Desde que Amarok V6 foi apresentada, em fevereiro deste ano, as vendas do modelo cresceram 50% em média. Passou de uma média de 1 mil emplacamentos mensais em 2017 para pouco mais de 1.500 em 2018, com cerca de 18.500 vendas no total. As rivais também tiveram aumento nas vendas, mas numa proporção bem menor.

A Toyota Hilux ganhou 10% de vendas e vai bater nas 38 mil unidades. A Chevrolet S10 aumentou os emplacamentos em 3%, para pouco mais de 30 mil no ano. A seguir vem a Ford Ranger, que ampliou em 10% suas vendas e chegou a 20 mil unidades.

Foto: Eduardo Rocha / Carta Z Notícias
Volkswagen Amarok

A diferença no desempenho em 2018 para as rivais mostra que a Volkswagen acertou ao adotar a nova motorização. E a tendência é Amarok se beneficiar ainda mais quando o motor passar a ser adotado também nas versões mais baratas da picape.

Ponto a ponto

Desempenho
O novo motor 3.0 V6 deu uma enorme disposição à Amarok. Ele parece nem se dar conta dos quase 2.200 kg da picape e acelera e retoma como grande facilidade. O zero a 100 km/h em apenas 8 segundos mostra bem a agressividade do desempenho do modelo.

Foto: Eduardo Rocha / Carta Z Notícias
Volkswagen Amarok

Estabilidade
O ganho de potência não mudou a vocação da Amarok. Ela continua sendo uma picape, feita para carregar peso e enfrentar trechos de terra. Ou seja: a Volkswagen não mudou o acerto de suspensão a ponto de converter tanta potência em esportividade. Quando usada com bom senso, tem ótimo comportamento, mas mostra limites bem nítidos quando é explorada mais agressivamente.

Interatividade
Desde que foi lançada, em 2012, a Amarok tem uma boa lógica de distribuição de comandos. E com o tempo, vem recebendo melhorias. O volante multifuncional, por exemplo, tem poucos comandos, mas proporciona uma boa navegação pelo computador de bordo. A tela touch no console central é bem prática e tem boa nível de conectividade.

Foto: Eduardo Rocha / Carta Z Notícias
Volkswagen Amarok

Conforto
A suspensão da Amarok é bem macia, mas transmite todas as imperfeições do piso para os ocupantes. O motor, por outro lado, é silencioso no uso normal. Apenas quando se sobe o giro é que seu ronco invade a cabine. A ergonomia é o mais próximo que uma picape chega à de um carro de passeio, com bancos bem projetados.

Impressões ao dirigir

Por fora, apenas os discretos emblemas V6 denunciam o novo poder da Amarok. Por dentro, no caso da Highline, apenas a reação ao acelerador. Difícil evitar a provocação de um modelo de mais de duas toneladas que faz de zero a 100 km/h em 8 segundos.

Gerenciado com agilidade pelo câmbio de oito marchas, a picape responde prontamente a qualquer exigência no acelerador, sem precisar tomar fôlego. Afinal o torque máximo de 56,1 kgfm aparece aos 1.500 giros, logo acima da marcha lenta.

Com a maior potência, aumenta a responsabilidade de quem está ao volante. A nova motorização pode até dar à Amarok reações potencialmente esportivas, mas o restante do carro não foi modificado com este propósito.

A suspensão continua com um curso bem longo e a carroceria torce bastante para copiar o terreno e proporcionar o máximo de tração em terrenos acidentados. Como deve ser em uma picape.

Ficha Técnica

Volkswagen Amarok
Motor: Diesel
Potência: 225 cv
0 a 100 km/h: 8 seg.
Velocidade:190 km/h.
Peso: 2.185 kg
Caçamba: 1.280 m³.
Tanque: 80 litros
Produção: Argentina.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!