Microlaser: coragem e desafio de se reinventar

Uma das principais empresas de outsourcing de Americana, a Microlaser precisou superar desafios e recomeçar para dar a volta por cima


Pioneira no ramo de recarga e reciclagem de cartuchos de tinta e toners de impressoras e multifuncionais e, depois, na locação de impressoras e multifuncionais para empresas, a Microlaser completa 22 anos passando por toda a evolução da informática brasileira. Nesse período, nem tudo foram flores: no momento de maior dificuldade, a empresa precisou se reinventar para superar desafios e dar a volta por cima com força total.

Foi a partir de 1984, com a Política Nacional de Informática, que o Brasil vivenciou o crescimento do setor e mudou seu cenário tecnológico frente a outros países. Já na década de 1990, com a expansão do segmento, principalmente nas grandes empresas e indústrias, o mercado abriu novas possibilidades de negócio. Em 1996, a Microlaser aproveitou a maré alta e abriu suas duas primeiras unidades, em São José do Rio Preto e Americana.

“Começamos com cartucho de toner, realizando recarga e venda, e dois anos depois, iniciamos os trabalhos com reciclagem de jato de tinta. Esse foi o nosso principal produto até o começo de 2007”, lembrou André Lopes Oliveira, diretor da empresa. Porém, as coisas mudaram a partir de 2008. “Há 20 anos, já existia essa questão do outsourcing [expressão em inglês normalmente traduzida para português como terceirização], mas apenas em empresas grandes. Tivemos a ideia de entrar nessa tendência com o aluguel de máquinas para empresas dos mais variados setores”.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
“Tivemos a ideia de entrar nessa tendência com o aluguel de máquinas para empresas dos mais variados setores”, disse André Lopes Oliveira, proprietário da Microlaser

Esse novo olhar para o setor foi necessário para a empresa retomar o espaço no mercado. “Nós chegamos a ter seis lojas, com meta de alcançar 50 lojas. Mas em 2008, quebramos”, comentou. A crise econômica que afetou o País na época, ao lado da concorrência desleal, afetou a empresa. “Nós tínhamos uma megaestrutura, mas estávamos competindo com quem, muitas vezes, trabalhava no fundo de casa, sem estrutura”, comentou.

A mudança no cenário, no entanto, foi mais do que benéfica: ajudou a aumentar os ganhos e transformar a Microlaser na empresa que é hoje. “Quebramos, mas conseguimos superar a crise que passamos e continuamos em frente. Nos reinventamos e renascemos das cinzas”, comemorou Oliveira. “Hoje com apenas duas [Americana e Campinas] e 80% da nossa empresa voltada para o aluguel de maquinário, nosso faturamento é o dobro do que era com as seis lojas”, completou.

O começo…

O diretor André Lopes Oliveira falou sobre os desafios que precisou superar no início da empreitada para fazer a empresa crescer. “Na época, compramos a tecnologia [de recarga de cartuchos] de um amigo da Bahia. Ele falou muito sobre essa questão de impressoras e computadores, que em 1996, ainda era uma grande novidade”, comentou. “Eu vim de Minas Gerais e nunca tinha visto um cartucho na vida, mas o atrativo foi muito grande”.

Entre as dificuldades da fase de implantação da empresa, estavam o investimento inicial e a mão de obra necessária, que era praticamente inexistente. “A gente tinha até que preparar os técnicos para o trabalho, pois muita gente nem sabia o que era aquela máquina”, reforçou Oliveira.

Para o diretor, duas coisas foram fundamentais para fazer com que a empresa crescesse ano após ano: investimento e comprometimento. “Você não ter medo de investir”, resumiu. “Isso vale para todo mundo. No meu caso, preciso ter sempre a matéria-prima ou suprimentos necessários para atender meus clientes. Além disso, é necessário investir nos colaboradores para que se sintam motivados”.

As vantagens que as empresas encontram em alugar equipamentos como impressoras e multifuncionais, em vez de comprá-las, vão além da economia. “Primeiro, você desonera o seu setor de compras, que não precisa ficar cotando produtos diariamente. Você também deixa de ter manutenção, compra de peça, de cartucho, toner e mantém sempre o maquinário atualizado. Ou seja, a empresa economiza além de dinheiro, tempo, e também evita dor de cabeça”, destaca Oliveira.

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