Conquistando seu espaço com atitude

Para a psicóloga Nádia Maria Rodrigues Mabba, a mulher moderna não se contenta com pouco e sempre busca por um futuro profissional de sucesso


Foto: João Carlos Nascimento - O Libera.JPG
Para a psicóloga, no entanto, é preciso vencer alguns obstáculos antes de abrir o próprio negócio

A figura feminina é cada vez mais presente no cenário empreendedor global. Apesar das dificuldades, como o investimento desigual e o desestímulo no mercado, o número de mulheres que começaram a empreender cresceu no Brasil e em diversos países. Dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e da Endeavor Brasil mostram que cerca de 30% de todos os negócios privados do mundo são operados ou têm como idealizador uma mulher.

“A mulher está mudando o seu perfil perante a sociedade”, salienta a psicóloga Nádia Maria Rodrigues Mabba. “Hoje, a mulher não quer mais ser dona de casa ou depender do marido. Ela quer ser uma profissional, abrir um negócio próprio e trilhar seu caminho”, reforça a especialista.

Para a psicóloga, no entanto, é preciso vencer alguns obstáculos antes de abrir o próprio negócio. “Acho que todo mundo tem esse sonho de empreender, o brasileiro é assim de natureza, mas muitas pessoas não têm muita paciência”, esclarece. Segundo Nádia, aperfeiçoamento técnico, experiência, foco e clareza no seu objetivo são características essenciais para quem deseja que um empreendimento alcance o sucesso.

Nádia dá esses exemplos por experiência própria. Antes de ter um consultório particular, atendeu em clínicas da cidade e até na prefeitura de Americana, onde atuou junto a professores e alunos de Emeis (escolas municipais de ensino infantil). No entanto, a profissional sempre almejou um consultório para chamar de seu.

“No começo é um pouco difícil, as pessoas precisam conhecer você e seu trabalho”, explica. “Consegui abrir meu consultório e revezava o atendimento com o trabalho na prefeitura, até a hora que eu me desliguei da administração e fiquei atendendo apenas no meu consultório, pois já estava mais conhecida na cidade. Nesse meio tempo, já tinha meus clientes e aproveitei para ir me aperfeiçoando, fazendo cursos, etc”, relembra.

Nádia atua em Americana há cerca de 35 anos e é formada pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), com aperfeiçoamentos e especializações em instituições como PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Campinas, Instituto Pieron de Psicologia Aplicada (Campinas), Escola Paulista de Psicologia Avançada (São Paulo), Escola Presbiteriana Mackenzie (São Paulo), entre outros. Além de atender as Emeis, também já foi profissional do Caps (Centro de Atenção Psicossocial).

É preciso vencer a burocracia

A psicóloga Nádia Maria Rodrigues Mabba aponta, no entanto, que no início da carreira, algumas dificuldades podem incomodar o(a) empreendedor(a) mais jovem. “Existe toda a burocracia envolvida na ação de abrir uma empresa, toda uma série de documentos que precisam ser organizados”, salienta. Porém, uma dica interessante é sobre o investimento no negócio.

“É importante lembrar que você tem um gasto fixo mensal, independentemente dos seus ganhos. Aluguel, conta de água, luz, telefone, secretária, etc… Então, é importante você ter um dinheiro para fazer seu negócio girar, um capital mínimo, uma reserva, para qualquer eventualidade”, explica Nádia.

Ter foco é essencial para empreender

Em relação ao perfil da mulher empreendedora, Nádia Maria Rodrigues Mabba também destaca que ter foco é essencial para aquela parcela da população feminina que sonha em empreender – e dá outros conselhos importantes para quem quer realizar-se profissionalmente e ter um diferencial no mercado de trabalho.

“É necessário ter claro na sua mente o que você quer e lutar por isso, sem desistir ou desanimar [diante dos obstáculos e imprevistos]. Os altos e baixos aparecem para todo mundo, dificuldades todo mundo têm, só que você tem que provar para você mesmo que é aquilo que você quer. Às vezes, as pessoas desistem porque desanimam, por isso é preciso pensamento positivo”, incentiva a psicóloga.

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