Conheça o coletor menstrual

O assunto hoje é saúde íntima: você já ouviu falar do coletor menstrual?


Ele existe desde a década de 1930, mas só agora vem sendo usado pelas mulheres como alternativa aos tradicionais absorventes para o período da menstruação.

Foto: Shutterstock
O coletor menstrual pode ser uma saída para mulheres que têm alergia aos absorventes interno ou externo

O coletor menstrual é um copinho de silicone hipoalérgico (não causa alergia), ajustável ao corpo e que recebe o sangue. Diferente do absorvente interno, que é inserido ao fundo do canal vaginal, o coletor fica na entrada da vagina.

O tempo de uso vai depender do fluxo, mas o recomendado é que o “copinho” seja retirado a cada três ou quatro horas para ser lavado, orienta o ginecologista, obstetra e autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”, Domingos Mantelli.

Ao contrário dos absorventes comuns, o coletor é reutilizável. Por ser feito de silicone dura de dois a três anos. “Recomenda-se lavar bem as mãos antes e depois do manuseio e limpar o coletor com água e sabão neutro. A secagem deve ser ao ar livre”, explica o médico. Ficou interessada? Então, confira as dicas do ginecologista!

Quem não pode
Apesar de serem fabricados com material hipoalergênico, ainda há uma pequena chance de os coletores provocarem alergia, diz Mantelli. Portanto, não é indicado para mulheres que costumam manifestar quadros alérgicos. O médico também não aconselha o uso para quem apresenta algum problema na anatomia vaginal, como um posicionamento diferenciado do colo do útero ou de uma glândula ou qualquer outra disfunção que impeça a colocação adequada do coletor. Mulheres que nunca tiveram relações sexuais também não devem usar o “copinho”, pois ao colocar ou retirar, o hímen pode se romper.

É uma alternativa
Para o ginecologista, o coletor menstrual pode ser uma saída para mulheres que têm alergia aos absorventes interno ou externo. “Também é recomendado o uso se a mulher se sentir mais confortável, até porque o coletor é lavável e reutilizável, enquanto o absorvente precisa ser trocado toda hora. Até por questão de custo, o coletor seria mais indicado”, diz Mantelli.

Candidíase e outras doenças
Se não for trocado e lavado periodicamente, o coletor pode provocar candidíase. “Sangue parado pode virar um meio de cultura para bactérias e gerar corrimentos vaginais. Por isso, a mulher deve ficar atenta e tirá-lo para lavar a cada quatro horas, em média”, explica o ginecologista.

Onde encontrar
No Brasil, os preços do produto variam de R$ 81 a R$ 155, mas é difícil encontrá-lo em farmácias. Porém, algumas empresas vendem pela internet. É o caso da Alergoshop. Especializada em produtos hipoalergênicos, a marca criou o Coletor Menstrual Inciclo. Informações no site http://alergoshop.com.br.

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