Toxina que alia saúde e estética

Proteína produzida por bactéria é utilizada em tratamentos médico e estéticos benefícios foram descobertos em 1973


Sob o nome comercial Botox, a toxina botulínica passou, ao longo das últimas duas décadas, por uma explosão de popularidade, após ter seu uso aprovado para fins estéticos, em 2002, e cair nas graças de celebridades do Brasil e do mundo que já confessaram serem adeptas assumidas da técnica.

Foto: Adobe Stock
Sob o nome comercial Botox, a toxina botulínica passou, ao longo das últimas duas décadas, por uma explosão de popularidade

O que nem todo mundo sabe, porém, é que a toxina botulínica existe na natureza, e é produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Seus benefícios foram descobertos a partir do uso, em 1973, pelo oftalmologista Alan Scott, como alternativa não cirúrgica para o tratamento de estrabismo.

“A toxina botulínica age como um bloqueador neuromuscular, ou seja, ela tem a propriedade de paralisar os músculos da região onde é aplicada”, explica a oftalmologista Renata Alves (CRM 83.686), diretora técnica da Clínica Oftalmológica In Sight, localizada em São Paulo. “No caso do estrabismo, a aplicação é feita diretamente no músculo ocular externo, alinhando os olhos sem intervenção cirúrgica. E é justamente essa capacidade que a torna uma substância com alta eficiência em tratamentos estéticos e harmonização facial”.

APLICAÇÕES E OPÇÕES. No Brasil, a toxina botulínica tem uso aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para indicações cosméticas e terapêuticas. No ramo da oftalmologia, além do estrabismo, a substância é utilizada para distonias faciais, blefaroespasmos e espasmos hemifaciais.

Outros usos médicos da substância são no tratamento de hiperidrose palmar e axilar (condição em que o paciente sua em excesso pelas mãos ou axilas), incontinência urinária e bexiga hiperativa.

“No campo estético, a proteína botulínica tem aplicações na harmonização facial e em tratamentos como os de marcas de expressão, arqueamento das sobrancelhas, ‘pés de galinha’ nos cantos dos olhos, rugas periorais, ou “códigos de barras” e sorriso gengival, em que um excesso da gengiva do maxilar superior fica visível quando o paciente sorri”, enumera Renata Alves, coordenadora do Hospital América, na Vila Bocaina, em Mauá, São Paulo.

A harmonização facial dos pacientes

Foto: Divulgação
A aplicação da toxina botulínica é realizada em consultório, e permite que o paciente retome suas atividades normais logo após o procedimento

Diferentemente do que se possa pensar, a harmonização facial não é um procedimento específico, mas sim um conjunto de procedimentos estéticos que buscam a harmonia das proporções faciais do paciente.

“Muitas vezes, as pessoas se queixam de alguma parte específica do rosto, sem perceberem que o desconforto que sentem tem origem, na verdade, na desproporcionalidade entre as diferentes estruturas do rosto”, ressalta Renata. “A harmonização facial, como o próprio nome diz, trabalha para que essas estruturas alcancem uma sintonia que elimina o estranhamento, e a toxina botulínica, por sua propriedade relaxante muscular, é uma grande aliada nesse sentido”.

A aplicação da toxina botulínica é realizada em consultório, e permite que o paciente retome suas atividades normais logo após o procedimento. Os resultados começam a aparecer entre 48 a 72 horas, atingem seu efeito máximo em até duas semanas. O tratamento permanece efetivo por aproximadamente seis meses. A partir de então, pode ser feita nova aplicação, segundo especialistas

Fonte: www.clinicaoftalmo.com.br

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