Pressão alta ou baixa? Confira os sintomas

Procurar um médico é importante para não confundir os sintomas, que podem ser iguais


Quando uma pessoa passa mal, logo vem a suspeita de alguma alteração na pressão sanguínea. Essa alteração pode ser para mais ou para menos, ou seja, o indivíduo pode estar sofrendo de uma crise de pressão alta ou baixa. Para saber qual das duas, é importante estar atento aos sintomas, pois cada caso possui especificidades.

Foto: Pixabay - CC
A melhor forma de se diferenciar a pressão baixa da alta é avaliando a pressão com aparelho próprio (esfigmomanômetro)

“Os sintomas mais pronunciados normalmente são os da queda de pressão. O paciente sente-se fraco, com sensação de desmaio, a pele e lábios podem ficar pálidos (esbranquiçados) e pegajosos. Já a pressão alta cursa com dor na nuca e na cabeça, assim como turvação visual”, informa a cardiologista Caroline Nagano.

Mesmo assim, é preciso ter atenção para não fazer confusão, pois existem sintomas que podem fazer parte tanto de um quadro de pressão alta quanto de pressão baixa. “Em ambos os casos podem ser vistos tonturas, turvação visual e náuseas. Mas os sintomas não aparecem sempre todos juntos”, acrescenta a médica.

A melhor forma de se diferenciar a pressão baixa da alta é avaliando a pressão com aparelho próprio (esfigmomanômetro), mas nem sempre há um disponível no momento em que se passa mal. Também por isso é recomendado recorrer a um médico nessas horas. “No caso de pessoas leigas, é esperado que possam confundir os sintomas de um e de outro. Por isso, a melhor forma é procurar ajuda médica”, recomenda a profissional.

Segundo a especialista, uma medida para melhorar uma suspeita de queda de pressão, por exemplo, seria deitar a pessoa no chão de barriga para cima e elevar seus membros em cima de uma cadeira, de forma que eles fiquem mais elevados que o restante do corpo. “Isto facilitaria o retorno sanguíneo ao coração e cérebro, com melhora da pressão e sintomas”, afirma.

12 por 8 é o ideal para todas as pessoas?

Medir a pressão arterial é um hábito que todos deveriam ter. É simples: basta utilizar um aparelho medidor em casa ou ir a uma farmácia ou consultório de cardiologista. Os valores indicados dão um rápido panorama de como estão a saúde do seu coração e de todo o sistema cardiovascular. Mas, qual a medida normal da pressão arterial? “As metas pressóricas estão cada vez mais restritas, mas as evidências científicas ainda são conflitantes. No Brasil, a meta ainda é menor que 130x80mmHg, mas as diretrizes americanas já recomendam valores menores que 120x80mmHg”, afirma o cardiologista Paulo César Sadala Ferreira.

Essas medidas são chamadas de 13 por 8 e 12 por 8. No entanto, outros valores também podem ser considerados saudáveis, o que varia de acordo com a saúde e até com a idade do paciente. “Existe o que chamamos de aceitável e o que chamamos de ideal, dependendo do caso. Em pacientes de risco cardiovascular baixo e moderado, são aceitáveis valores menores que 140x90mmHg. Já em pacientes de alto risco, devemos manter o objetivo em menor que 130x80mmHg”, exemplifica o médico.

Quem atinge uma medida superior à indicada pelo especialista é considerado portador de hipertensão arterial e deve iniciar o tratamento adequado. Entretanto, alguns profissionais recomendam que seus pacientes de alto risco deem início ao tratamento mesmo antes de chegar a um patamar hipertenso. O objetivo é manter a pressão sobre controle o mais rápido possível e evitar as complicações da doença.

Ao receber o diagnóstico, o paciente deve buscar um estilo de vida mais saudável. Paulo César recomenda iniciar um programa de atividade física regular orientado por um profissional e manter uma alimentação saudável, evitando produtos enlatados, embutidos e industrializados, que são ricos em sódio. Outra medida importante é usar corretamente as medicações quando indicadas.

Fonte: cuidadospelavida.com.br

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