Oito dúvidas mais comuns sobre o que é o sarampo

O tratamento é feito de forma a aliviar os sintomas, pois a doença é causada por vírus e o corpo se livra dela sozinha


Foto: Adobe Stock
A vacina contra o sarampo é a melhor forma de prevenir a doença

O sarampo é uma doença altamente contagiosa que gera sintomas como febre, tosse persistente, corrimento nasal e conjuntivite, com pequenas manchas avermelhadas que começam perto do couro cabeludo e depois vão descendo, se espalhando por todo corpo.

O tratamento é feito de forma a aliviar os sintomas porque esta doença é causada por um vírus e por isso o corpo consegue se livrar dele sozinho, sem a necessidade de antibióticos.

A vacina contra o sarampo é a melhor forma de prevenir a doença e faz parte do calendário básico de vacinação infantil, sendo dada as crianças entre 12 e 15 meses, com reforço entre os 4 e 6 anos.

  1. Quem deve tomar a vacina?
    A vacina do sarampo geralmente é dada gratuitamente após os 12 meses de idade, com reforço entre os 15 e 24 meses. No caso da vacina tetraviral, a dose normalmente é única e deve ser aplicada entre os 12 meses e os 5 anos. Qualquer pessoa pode ser vacinada, desde que ainda não tenha tomado a vacina. Mas também pode ser administrada em pessoas que estejam expostas ao vírus, como acontece quando os pais não foram vacinados e têm um filho com sarampo. Nesse caso, para que tenha efeito, a pessoa deve ser vacinada até 3 dias depois do surgimento dos sintomas no filho, por exemplo.
  2. Quais os principais sintomas?
    Manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e depois espalham-se em direção aos pés; manchas brancas arredondadas dentro da bochecha; febre alta, acima dos 38,5ºC; tosse com catarro; conjuntivite; hipersensibilidade à luz; nariz escorrendo; perda do apetite. Pode haver dor de cabeça, dor abdominal, vômitos, diarreia e dor nos músculos. O diagnóstico pode ser feito através da observação dos sintomas, especialmente nos lugares mais afetados pela doença, ou em caso de epidemia, mas pode ser necessário fazer um exame de sangue que evidencia a presença de vírus e anticorpos, quando se encontra numa cidade que raramente é afetado pela doença. Outras doenças que podem causar sintomas semelhantes e por isso podem ser confundidas com o sarampo são rubéola, roséola, escarlatina, doença de Kawasaki, mononucleose infecciosa, febre maculosa das montanhas rochosas, infecção por enterovírus ou adenovírus e a sensibilidade aos medicamentos.
  3. O sarampo coça?
    Ao contrário de outras doenças como a catapora ou a rubéola, as manchas do sarampo não causam coceira na pele.
  4. Qual o tratamento recomendado?
    O tratamento consiste em diminuir os sintomas através de repouso, hidratação adequada e uso de medicamentos para baixar a febre como Dipirona. A Organização Mundial da Saúde indica a suplementação com vitamina A para todas as crianças diagnosticadas. Normalmente a pessoa se recupera completamente, alcançando a cura em cerca de 10 dias após o início dos sintomas. Mas o médico pode indicar o uso de antibióticos quando existem evidências de infecção bacteriana.
  5. Qual o vírus que causa o sarampo?
    Ele é causado por um vírus da família Morbillivirus, que consegue crescer e se multiplicar nas mucosas do nariz e da garganta de um adulto ou criança infectado. Este vírus é facilmente transmitido em pequenas gotículas liberadas ao tossir, falar ou espirrar, por exemplo. Nas superfícies, o vírus pode ficar ativo até durante 2 horas.
  6. Como acontece a transmissão?
    O contágio ocorre principalmente através do ar, quando uma pessoa infectada tosse ou espirra e outra que se encontra próxima inala estas secreções. Durante os 4 dias que antecedem as manchinhas na pele até o seu desaparecimento completo o paciente está perigosamente infectante, porque é quando as secreções estão bem ativas.
  7. Como prevenir?
    A melhor forma de prevenção é fazendo a vacina, Mas existem alguns cuidados simples que também podem ajudar, como: lavar as mãos frequentemente, especialmente após estar em contato com pessoas doentes; evitar tocar nos olhos, nariz ou boca, caso as mãos não estejam limpas; evitar estar em locais fechados com muita gente; não ter contato direto com pessoas doentes, como beijar, abraçar ou partilhar talheres. O isolamento é outra forma eficaz de impedir o contágio da doença embora somente a vacinação seja realmente eficaz. Por isso, caso uma pessoa seja diagnosticada com ele, todos os que mantém contato próximo, como pais e irmãos, devem ser vacinados, caso ainda não tenham sido. O doente deve ficar em casa, em repouso.
  8. Quais as complicações?
    Na maior parte dos casos, o sarampo desaparece sem causar qualquer tipo de sequela. No entanto, em pessoas com o sistema imune mais enfraquecido, podem surgir algumas complicações como: obstrução das vias respiratórias; pneumonia; encefalite; infecção do ouvido; cegueira; diarreia grave que leva à desidratação. Além disso, caso o sarampo surja na grávida também existe um elevado risco de sofrer um parto prematuro ou ter um aborto espontâneo.

Fonte: www.tuasaude.com/sarampo

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