Mesmo quem tomou vacina contra dengue corre riscos

Logo após a vacina ter sido colocada no mercado, estudos apontaram que ela deveria ser usada apenas por pessoas que já tiveram contato com o vírus


Cercada de controvérsias, a vacina contra a dengue não garante que a pessoa esteja completamente protegida contra a doença. O alerta é da infectologista Ártemis Kílaris, que possui uma clínica de vacinas em Americana. Cada dose custa em média R$ 100 e são necessárias três para a proteção.

Logo após a vacina ter sido colocada no mercado, começaram a surgir estudos apontando que ela deveria ser usada apenas por pessoas que já tiveram contato com o vírus. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) restringiu o uso a essas condições, e a importadora Sanofi atualizou sua recomendação sobre a vacina.

“A eficácia não é tão alta, em torno de 50% a 60%. Sendo assim, a pessoa ainda pode ter dengue de forma mais leve. Mas o que temos que fazer é chamar a atenção da população sobre os criadouros. A dengue a gente combate acabando com o mosquito”, disse a profissional.

A RPT (Região do Polo Têxtil) teve o ano com menor incidência de casos de dengue nesta década. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, foram 97 pessoas contaminadas nas cinco cidades da região em 2018.

A Prefeitura de Nova Odessa alertou para o aumento no número de criadouros nas casas e orientou a população a permitir a entrada dos agentes de vigilância. Na cidade, negar a entrada dos profissionais pode resultar em multa.

A Prefeitura de Hortolândia informou que vai visitar três mil imóveis para pesquisar o índice de densidade larvária. Essa pesquisa ocorre três vezes por ano e avalia se há risco de epidemia na cidade.

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