Lipoaspiração em alta definição modela abdômen

Lipoaspiração em Alta Definição permite que os profissionais não apenas trabalhem nas camadas superficiais como alcancem as profundas


Imagine o artista italiano Michelangelo esculpindo corpos na pedra e dando-lhes tridimensionalidade. Essa capacidade de desenhar as linhas do corpo a partir de camadas profundas já pode ser alcançada por meio da cirurgia plástica. A técnica conhecida como Lipoaspiração em Alta Definição (LAD) permite, segundo o cirurgião plástico Felipe Massignan, que os profissionais não apenas trabalhem nas camadas superficiais como alcancem as profundas, desenhando corpos assim como fazia o artista florentino.

Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Massignan foi responsável por trazer a LAD para o Brasil, depois de aprendê-la diretamente com seu inventor, o colombiano Alfredo Hoyos. A reportagem do LIBERAL conversou com Massignan para entender os benefícios da técnica em relação à lipoaspiração comum, bem como seus riscos e processo de recuperação. Na prática, essa técnica permite não apenas a retirada da gordura como também o desenho do corpo – com afinamento da cintura e até mesmo a modelação dos “gominhos” no abdômen.

Foto: Divulgação
Lipoaspiração em alta definição é aliada na luta pelo abdômen perfeito

A invenção da lipoaspiração ultrassônica nos Estados Unidos, em 2001, possibilitou alcançar uma camada mais profunda de gordura do que até então era possível pelo método convencional. O aparelho produz uma frequência sonora específica para a célula de gordura.

Ao entrar em contato com o tecido gorduroso, ela se traduz em alteração de densidade, transformando o sólido em liquefeito. “Ao alterar a densidade da gordura, a frequência sonora não altera os tecidos vizinhos, como sangue, nervo e conexões.

Depois de alterar seletivamente a densidade, é possível retirá-la sem danificar a estrutura vizinha”, explicou o profissional. Em 2005, o cirurgião colombiano Alfredo Hoyos vislumbrou a possibilidade de usar o aparelho de lipoaspiração ultrassônica para desenhar o corpo tridimensionalmente, alterando o relevo anatômico. Massignan conheceu o colombiano em um congresso e passou alguns anos no exterior aprendendo a técnica.

Segundo ele, é necessário que o profissional se aperfeiçoe para dominar a LAD de maneira satisfatória e alcançar os resultados esperados. “Aliado à formulação técnica, se aproxima do que Michelangelo fazia em Florença em suas esculturas. Nada mais era que delineação tridimensional”, contou o cirurgião.

Pós-operatório da LAD tem maiores exigências

Enquanto na lipoaspiração comum o paciente precisa adotar uma postura mais passiva para a recuperação, a LAD demanda um pouco mais de atividades. O pós-operatório exige drenagem linfática para acelerar o processo de recuperação. “A técnica convencional é mais passiva e agressiva.

A ultrassônica é menos agressiva, mas necessita pró-atividade. É uma tecnologia confortável para o profissional e para o paciente, não causando traumas”, garantiu o cirurgião plástico Felipe Massignan. Indicada para pessoas com acúmulo de gordura corporal e para quem, mesmo frequentando academia, tem dificuldade em alcançar o tão sonhado corpo definido.

A LAD tem preço um pouco acima da técnica comum. O motivo, segundo Massignan, é a alta tecnologia empregada. O preço varia, mas está estimado entre R$ 20 e 25 mil.

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