Sarampo volta a assombrar no Brasil

Situação preocupa autoridades da saúde, que alertam para a necessidade de ampliar a aplicação de vacinas


Foto: Adobe Stock
País perdeu a certificação de eliminação da doença, concedida pela Organização Pan Americana de Saúde em 2016

Considerado erradicado no País, o sarampo voltou a ser motivo de preocupação. O Brasil viveu no ano passado um surto e perdeu a certificação de eliminação da doença, concedida pela Organização Pan Americana de Saúde em 2016. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram 10.302 casos confirmados. Houve registro de sarampo em 11 estados, mas 90% das contaminações foram registradas no Amazonas.

A situação preocupa autoridades da saúde, que alertam para a necessidade de ampliar a aplicação de vacinas. Considerada a melhor forma de prevenir a doença, a vacinação está abaixo da meta, que é de 95%. Nos estados que registraram o surto estão os índices mais baixos – 83% no Pará, 73% em Roraima e apenas 50% no Amazonas. Os percentuais são preliminares e se referem a 2018.

“O índice de vacinação está perigosamente baixo. Alguns estados dizem que está muito bom, mas enquanto todos os estados não estiverem com níveis elevados de vacinação os caminhos estarão abertos para a disseminação do vírus”, alertou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em fevereiro.

Como é uma doença que não está mais no cotidiano das pessoas, seus sintomas podem ser facilmente confundidos com outras enfermidades. Fique atento a sinais como manchas vermelhas sobre a pele que não tenham “relevo” e não cocem, manchas brancas no interior da boca rodeadas com um anel vermelho, febre acima de 38°, dor de garganta, tosse seca, dores musculares e conjuntivite.

As principais vítimas da doença são os pequenos. Caso haja a contaminação, algumas medidas simples podem evitar que o vírus se espalhe entre amigos e membros da família.

Como a doença é transmitida por meio do ar, tosse ou espirros da pessoa infectada podem espalhar o vírus com todos ao redor. Assim, o isolamento em um cômodo e o uso de máscara de respiração ajudam a isolar o germe.

Uma vez contraída a doença, seu tratamento consiste em hidratação, repouso e uso de remédios para dor. É preciso atenção na escolha do medicamento, já que os que são à base de AAS (Ácido Acetilsalicílico) podem provocar hemorragias. A indicação é controlar a dor e a febre com medicamentos à base de paracetamol.

GRAVES. Geralmente os sintomas desaparecem em até 10 dias, segundo o site “Tua Saúde”. Contudo, pacientes com imunidade baixa podem ter agravamento no quadro e apresentar complicações.

A evolução da doença pode resultar em infecções bacterianas, como pneumonia ou otite; equimoses ou sangramentos; encefalite e até mesmo panencefalite, que é uma complicação grave do sarampo que produz lesão no cérebro.

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