Doença cutânea pode ter vacina

Embora ainda esteja na fase de estudos, ela já mostrou eficácia no combate


Pesquisadores da equipe do médico Chun-Ming Huang, da Universidade da Califórnia (EUA), anunciaram recentemente um passo importante para desenvolver uma vacina contra a acne. Testes em camundongos e células da pele humana provaram que um fator conhecido como CAMP (Christie-Atkins-Munch-Peterson), uma toxina secretada pela bactéria Propionibacterium acnes (P. acnes), é capaz de reduzir a inflamação nessas lesões da pele. O estudo foi publicado recentemente no Journal of Investigative Dermatology e causou enorme expectativa.

Mas essa vacina contra acne ainda deve demorar para chegar ao mercado e estar disponível para os pacientes. “A boa notícia é que embora ainda esteja na fase de estudos, ela já mostrou eficácia no combate à toxina responsável pelas inflamações nas glândulas sebáceas”, afirma Juliana Zimbres, médica da ACNECLIN, clínica especializada no tratamento dos diferentes tipos de acne e das cicatrizes causadas por ela.

Foto: Fotolia
A busca pelo tratamento específico é importante, independente da idade, para evitar cicatrizes

A acne é a doença cutânea mais frequente e está presente em ambos os sexos. Ela causa incômodo por causa das lesões, provoca um comprometimento estético em decorrência das alterações na pele e pode impactar diretamente na qualidade de vida do paciente levando até a casos de depressão.

Pode ter início desde a infância até a vida adulta e sua causa pode estar relacionada a diversos fatores como a obstrução e inflamação da glândula sebácea, excesso de produção de sebo e a infecção pela bactéria.

Porém, é mais comum na adolescência, devido à produção hormonal, diferenciada durante esse período, provocando grande influência sobre as glândulas sebáceas. Pode piorar no período menstrual, devido à flutuação hormonal e está ligada a outros fatores, como o uso de cosméticos, maquiagem, tabagismo, estresse, obesidade, Síndrome do Ovário Policístico (SOP), bem como hereditariedade, exposição à luz ultravioleta e níveis aumentados de colesterol.

TRATAMENTOS

Todas as formas de acne podem ser controladas através de tratamentos específicos. Por isso, a busca pelo tratamento é importante, independente da idade, pois, além de controlar e sanar esse problema, é o que pode evitar que as lesões se transformem em cicatrizes.

Quando as espinhas estão inflamadas, o tratamento pode ser feito com o uso de antibióticos, corticoide, pílulas anticoncepcionais e produtos tópicos, sabonetes, géis de limpeza, entre outros. Os procedimentos mais comuns são a limpeza de pele, o peeling e o uso de laser de baixa potência com as tecnologias de luz azul e luz pulsada.

Como a nutrição pode ajudar a tratar

A nutricionista Aline de Andrade ressalta que uma dieta balanceada está voltada em modular também a função intestinal, pois uma vez alterada essa função o intestino sofre com o acúmulo de toxinas, levando o indivíduo a um estado de hipersensibilidade imunológica crônica, diminuindo a absorção de vitaminas e minerais, aumentando a retenção hídrica e dificultando a drenagem linfática, devido resposta alérgica aumentada.

Alimentos que podem contribuir para uma melhora da acne: ingerir pelo menos 2 litros de água pura ao dia. A pele pode ser comparada a uma esponja. Quando seca, fica dura, enrugada e contraída. Ao contrário, quando molhada, se expande. A falta de hidratação aumenta as chances de desenvolver espinhas, acne ou cravos, por isso a água é importante.

Nozes, castanhas e amêndoas não podem faltar, pois são ricas em vitamina E e ácidos graxos essenciais (anti-inflamatórios), que são excelentes para a pele. O mesmo com alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, mamão, goiaba, salsinha, pimentão); alimentos ricos em vitamina E (óleos vegetais, castanhas e nozes) cereais integrais e peixes e alimentos ricos em fibras como legumes, verduras e frutas. Importantes para a regulação do intestino.

DICAS da nutricionista

Alguns alimentos contribuem para o favorecimento da acne. Então é necessário que se evite

Açúcar: doces em geral, refrigerantes, sucos industrializados, achocolatados em pó;

Farinha branca: pão branco, bolos, biscoitos, produtos de padaria;

Óleos vegetais refinados, como óleo de soja, milho e girassol;

Evitar gorduras saturadas e hidrogenadas (gordura trans) e embutidos (salsicha, salame, milho);

Os carboidratos de alto índice glicêmico (doces, farinha branca, açúcar refinado…) elevam o hormônio insulina (que regula o açúcar do sangue), contribuindo para a inflamação da pele;

Os alimentos causadores de alergias alimentares, tais como leite, trigo, açúcar, chocolate e milho devem ser observados.

Website: http://www alinedeandrade.com.br

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