Como espantar alergias respiratórias

A prevenção se faz por meio de um tripé terapêutico: controle alimentar, uso de imunoterapia e o controle do ambiente


De acordo com o Ministério da Saúde, a alergia é uma resposta imunológica exagerada, que se desenvolve após a exposição a um determinado antígeno (substância estranha ao organismo) e que ocorre em indivíduos geneticamente suscetíveis e previamente sensibilizados.

Muitos são seus agentes causadores, mas os campeões são ácaros, fungos e mofos, além de alguns alimentos e medicamentos. Então, é preciso combatê-los. E a prevenção se faz por meio de um tripé terapêutico: controle alimentar, uso de imunoterapia (vacina contra as alergias) e controle do ambiente (casa, trabalho etc.), responsável por uma parte importante no tratamento.

Foto: Pixabay
Alergias respiratórias podem ser tratadas se adotadas algumas medidas importantes

Publicado em 2017, um estudo do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais sugere que não há como se obter resultados satisfatórios em quadros alérgicos sem considerar o controle ambiental como parte ativa no processo.

Segundo o coordenador técnico do Brasil Sem Alergia, o médico Marcello Bossois, o quarto é justamente o local mais poluído que todos frequentam. Para o especialista, algumas mudanças simples na arrumação e limpeza podem tornar o ambiente menos alergênico e mais saudável.

“A medida mais importante é a forração dos colchões e travesseiros com material impermeável, já que a cama reúne as condições perfeitas (temperatura, umidade e escamação de pele humana) para o desenvolvimento de colônias e mais colônias de ácaros, fungos e mofos”, destaca. “Todas as noites depositamos em nossos colchões e travesseiros queratina da pele descamada, o alimento preferido dos ácaros, formando uma verdadeira fábrica destes vilões”, explica.

Após analisarem 100 pacientes com idades entre 3 e 70 anos, os pesquisadores da UFMG concluíram que o controle ambiental é capaz de reduzir as IGEs total e específica (indicador do nível de alergia), melhorar a hiperatividade brônquica e diminuir a inflamação dos brônquios. Ou seja, cortar do ambiente os agentes que causam alergia é um caminho fundamental pra quem sofre da doença. Aliás, não são poucos: hoje, cerca de 35% das pessoas já apresentam algum tipo de alergia, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Amplo, o controle do ambiente envolve diversos aspectos, segundo Aldo Dias Miranda, que também integra o Brasil Sem Alergia. Além de forrar seus colchões e travesseiros com material apropriado, o alérgico deve evitar carpetes, cortinas, jornais e acúmulo de objetos, diminuindo a quantidade de poeira e mofo em casa.

“Pessoas que já apresentam alergias – como rinites, bronquites, sinusites e faringites – devem trocar cortinas de pano por persianas de tecido, eliminar bichos de pelúcia e até evitar plantas no ambiente de dormir, já que algumas espécies possuem proteínas que geram alergias”, alerta o médico. Vassouras também não são bem-vindas, pois espalham a poeira. Em seu lugar, aspirador de pó e pano úmido. Para lavar roupas e limpar a casa, o ideal é utilizar produtos antialérgicos e biodegradáveis.

Sete dicas que vão melhorar a vida dos alérgicos:

1: Trocar produtos químicos de odor intenso por detergentes biodegradáveis ou álcool.
2: Não acumular jornais e revistas.
3: Arejar bem os cômodos.
4: Evitar irritantes respiratórios como tintas, ceras, removedores e produtos químicos de cheiro forte.
5: Eliminar amaciantes de roupa e sabão em pó comum, substituindo-os por sabão de coco na forma líquida, em pó ou em barra.
6: Eliminar ao máximo fumaça de cigarro
7: Nunca usar travesseiros de pena ou pluma, ricos em queratina (alimento preferido dos ácaros).

Fonte: www.brasilsemalergia.com.br

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