Associação orienta sobre mielofibrose

Com a campanha “Procura-se”, a Abrale quer orientar a população e até mesmo profissionais de saúde a respeito da mielofibrose


A mielofibrose é um tipo de câncer mais comum em pessoas acima dos 50 anos e causado por uma mutação nas células-tronco. Mas, o que são as células-tronco? Responsáveis pela origem de todos os tecidos, órgãos e componentes do sangue, elas são produzidas na medula óssea e conhecidas por sua capacidade de diferenciação e renovação.

Foto: Divulgação
Com a campanha “Procura-se”, a Abrale quer orientar a população e até mesmo profissionais de saúde a respeito da mielofibrose

Na mielofibrose, estas células passam a ter uma superfabricação, formando uma fibrose (cicatriz) na medula óssea. Este defeito genético prejudica a produção das células do sangue: glóbulos brancos, que combatem bactérias e vírus, glóbulos vermelhos, responsáveis por levar oxigênio ao organismo e plaquetas, que detém as hemorragias.

Se perceber qualquer alteração em seu corpo, procure um médico. O especialista para o tratamento da mielofibrose é o onco-hematologista. No dia da consulta conte ao seu médico sobre cada um dos sintomas e fale também sobre os medicamentos dos quais fez uso. Tudo isso pode ajudar, e muito, na investigação.

Em alguns casos a mielofibrose pode ser silenciosa, dificultando o diagnóstico – muitos pacientes demoram até 2 anos para descobri-la. Quando os sinais aparecem, é porque a doença já está em estágio avançado.

Com a campanha “Procura-se”, a Abrale quer orientar a população e até mesmo profissionais de saúde a respeito da mielofibrose, para que os pacientes tenham a possibilidade de tratá-la e ter uma sobrevida com qualidade.

O primeiro exame costuma ser o hemograma (exame de sangue), para analisar a contagem de células do sangue no organismo.

Ao constatar as alterações, o médico irá pedir uma biópsia da medula (com uma agulha, é retirado um pequeno fragmento do osso para análise), para obter o resultado. Aqui, provavelmente já será possível afirmar se o paciente tem ou não a mielofibrose. Para se obter um diagnóstico com mais precisão, também é possível realizar exames de citogenética, que irão avaliar os cromossomos e detectar as alterações pequenas não visualizadas.

Testes de imagem, como raio x e ressonância magnética, podem complementar o diagnóstico, ao verificar o tamanho do baço e fígado alterados. Todos estes exames estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Se você estiver enfrentando algum problema, a Abrale oferece gratuitamente apoio jurídico. Converse com seu médico a respeito dos exames e procure tirar todas as suas dúvidas: como são feitos os procedimentos, se há algum risco, em quanto tempo saberá o resultado e o que mais quiser saber. É muito importante se sentir seguro!

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