Bailarina de Americana participa de congresso na Grécia

Sistema pioneiro de ensino da dança do ventre desenvolvido por professora de Americana será apresentado nesta semana em evento da Unesco


A bailarina de Americana Dani Agnis apresenta nesta quinta-feira, na Grécia, um método pioneiro de ensino de dança do ventre que desenvolve desde 2007. Única com certificações internacionais e já sendo ensinada por professoras no Brasil e exterior, a metodologia Agnis compõe a programação do 54º Congresso Mundial e Pesquisa da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que começa nesta quarta-feira e vai até domingo, em Atenas.

Ao longo dos anos, Dani já acumula viagens internacionais para estudar e trabalhar o método junto com o professor e embaixador da cultura egípcia Hassan Khalil. Mas será a primeira vez que vai apresentá-lo em um grande congresso mundial – o evento terá representantes de 170 países e diversas modalidades de dança.

Foto: Divulgação
Dançarina critica a forma como a dança do ventre é vendida na mídia

“Eu venho de uma linhagem do balé russo e ele é muito criterioso. A gente sabe de onde a gente está começando e onde quer chegar. Quando eu cheguei na dança do ventre isso não existia. A partir do momento que eu comecei a ser solicitada para ministrar aulas, eu sentia uma necessidade de ter uma cronologia de ensino”, conta a professora.

Sua estrutura de ensino é baseada na cinesiologia, que estuda os movimentos do corpo, biomecânica, educação somática e andragogia, que é a ciência que estuda como ensinar um ser humano adulto com todas suas pré-concepções.

“A gente está trabalhando bem essa parte motora e corporal e, junto com tudo isso, a gente também traz para as mulheres esse sentido do ser mulher, se perceber, se valorizar, elevar a autoestima e todos os outros benefícios para o corpo feminino”, acrescenta. A escola de Dani em Americana é a única no Brasil com uma metodologia de ensino na modalidade. “A gente traz alunas do Brasil inteiro para Americana e a gente já formou mais de uma centena de mulheres”, avisa.

Para ela, o estudo e ensino da modalidade de forma embasada servem como forma de valorizá-la. “Quanto mais as pessoas puderem entender que a dança do ventre pode ser ensinada com todos esses critérios e respaldo de conhecimento, mais a dança vai ser vista de uma outra forma, e não só como a forma que as emissoras de TV mostram, a dança do ventre sendo uma dança apenas para o desenvolvimento da sexualidade. Não que não seja, mas ela não é só isso. Ela é muito além disso”.

Dani já foi presidente do Conselho Municipal de Cultura em Americana por quatro anos e também desenvolveu dois grandes projetos sociais com a dança na cidade. Um foi com a terceira idade, baseado em uma pesquisa direcionada para o fortalecimento do assoalho pélvico, e outra com pré-adolescentes e adolescentes, voltado à valorização da feminilidade.

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