‘Jeremias – Pele’ ganha o Prêmio Jabuti 2019 na categoria Histórias em Quadrinhos

Obra produzida pela Mauricio de Sousa Produções aborda o racismo na infância e na vida adulta


Foto: Divulgação
“Jeremias – Pele” é uma das obras que faz parte do selo de graphic novels da MSP

A Graphic MSP Jeremias – Pele, escrita por Rafael Calça e desenhada por Jefferson Costa, com edição de Sidney Gusman (da Mauricio de Sousa Produções) e publicada pela Panini Comics, foi a vencedora do mais importante prêmio literário do Brasil, o Jabuti 2019, na categoria Histórias em Quadrinhos.

A cerimônia de entrega aconteceu na noite desta quinta-feira, dia 28, no Auditório Ibirapuera. A obra aborda o racismo na infância e na vida adulta. Neste ano, Jeremias – Pele também foi premiada com dois troféus HQ Mix, como Edição Especial e Publicação Juvenil.

“Conceição Evaristo, como homenageada. Lázaro Ramos como mestre de cerimônias. Jeremias como melhor história em quadrinhos. O Jabuti nunca foi tão preto como em 2019. Tremi”, disse Jefferson Costa, ao explicar a emoção da conquista.

Rafael Calça também comemorou a vitória. “Que honra o Prêmio Jabuti ter prestigiado a história de um menino negro descobrindo o mundo e sua força interior. Este é um mundo novo, no qual as ideias velhas serão abandonadas. Começando pelo Bairro do Limoeiro, onde a infância e o amor inspiraram e inspirarão crianças do Brasil e do mundo afora”, declarou.

O editor Sidney Gusman relatou outro aspecto da importância da premiação: “É o primeiro Jabuti da História da Mauricio de Sousa Produções, e mostra o quanto representatividade importa. Jeremias – Pele ajudou a mudar nossa empresa por dentro, e torço demais para que ela chegue às escolas de todo o Brasil”.

Esta foi uma das graphic novels nacionais mais aguardadas de 2018. Foi o 18º título do prestigiado selo Graphic MSP, que estreou em 2012 e se tornou referência no segmento, reunindo o melhor do traço nacional em HQs produzidas pelos mais diversos artistas, em estilos tão ousados quanto lindos.

Em uma reinterpretação ousada, porém necessária, como enaltece Mauricio de Sousa, em seu prefácio, Rafael Calça e Jefferson Costa dão vida a uma história forte, dura, emocionante, na qual Jeremias lidará, pela primeira vez, com o preconceito por causa da cor de sua pele. A trama é recheada de dor, superação e um duro aprendizado.

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