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Pet

Pets sofrem mais no frio

Animais idosos ou com doenças ortopédicas sentem mais dor nesta época do ano

Por Redação

04 de julho de 2021, às 10h41

Basta cair um pouco a temperatura pra muita gente começar a reclamar de dores nos joelhos, costas, ombros, tornozelos… O que pouca gente se lembra é que os pets idosos ou com diagnóstico de doenças ortopédicas, como artrite ou artrose, também sofrem muito mais dor no inverno. “Os animais pioram no frio porque contraem a musculatura, e as articulações ficam mais doloridas”, confirmou o médico veterinário Jean Guilherme Fernandes Joaquim, de Botucatu.

Frequente na rotina clínica, a artrite ou artrose é uma doença que causa muita dor, comprometendo a qualidade de vida do animal. O problema pode aparecer com o avanço da idade, mas também pode ser secundário a outras doenças ortopédicas e traumas.

O tutor Ariel com Savana e Valente: companhias em todos os lugares – Foto: Divulgação

Independentemente da causa, a artrite ou artrose provoca um sofrimento enorme, por isso merece atenção especial dos tutores, principalmente nesta época do ano.

Foi exatamente o que chamou a atenção do produtor rural Ariel Galdino Fragata de Almeida, 59, tutor de Savana, 7 anos, uma cadela da raça blue heeler, que começou a mancar e apresentar defeito ósseo em uma pata dianteira e em outra traseira. “Ela ficou com uma limitação muito grande para caminhar, e isso foi uma tortura para mim”, lamentou.

A blue heeler foi diagnosticada com uma osteoartrose degenerativa importante. Ela apresentava lesões na pata, tornozelo e cotovelo. Primeiro foi tratada com fisioterapia, acupuntura, anti-inflamatórios e vitaminas para retardar o processo de degeneração, mas o tratamento não surtiu efeito.

Foi quando a paciente foi encaminhada ao doutor Jean Joaquim, em Botucatu, que indicou a terapia celular, desenvolvida pelo laboratório de biotecnologia animal Omics, também em Botucatu. Com apenas uma aplicação de células-tronco, Savana já apresentou melhora e em três dias parou de mancar, voltando à vida normal. “O tutor me mandava vídeos da cachorra caminhando normalmente, sem dor. O tratamento foi um sucesso. Ela recuperou os movimentos e hoje está de alta médica”, comemorou o veterinário.

Para Fernanda Landim, veterinária especialista em biotecnologia de reprodução animal e cultivo e terapia celular, da Omics, em casos como o da Savana, a aplicação de células-tronco reduz a inflamação e a dor, fazendo com que o animal se movimente melhor e recobre a qualidade de vida. O uso das células-tronco é extremamente vantajoso por ser um produto natural, que irá diminuir ou até substituir o uso crônico de medicamentos.

Fique por dentro

O que é
A osteoartrite (OA), também conhecida como artrite ou artrose, é uma doença frequente na rotina clínica, principalmente em animais idosos, que causa dor e diminui a qualidade de vida. A OA é definida como uma degeneração da cartilagem articular. Essa degradação pode ter origem senil, mas também pode ser secundária a outras doenças e traumas.

Sintomas
O sinal clínico mais comum é a manqueira

Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por meio de exames físicos e radiografia

Tratamento
O tratamento depende da causa primária do problema. Em alguns casos (como ruptura do ligamento cruzado) é necessária cirurgia para correção. Mesmo assim, o tratamento específico é necessário.

O tratamento específico inclui medicamentos, controle de peso e terapias complementares para controlar a dor, como acupuntura, aplicação de laser e ozonioterapia. Ainda assim, esses tratamentos, muitas vezes, são insuficientes para controlar a doença.

Já as células-tronco atuam combatendo a inflamação e estimulando a reparação do tecido e a formação de novo tecido cartilaginoso.

Resultados
Os efeitos em longo prazo incluem diminuição da dor, melhora na movimentação, redução parcial e em alguns casos total dos analgésicos e, portanto, melhora na qualidade de vida.

Sobre Fernanda Landim
Fernanda Landim é médica veterinária pela Unesp, com mestrado e doutorado pelo Instituto de Biociências e Genética da Unesp e pós-doutorado pela Universidade do Colorado. É pesquisadora e especialista em biotecnologia de reprodução animal e cultivo e terapia celular e uma das sócias da Omics.

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