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Riscos

Fogos de artifícios e a saúde dos pets

Com audição muito mais sensível que a dos humanos, eles sofrem com o barulho

Por Da Redação

28 dez 2019 às 07:56 • Última atualização 28 dez 2019 às 09:26

Embora seja crescente a discussão sobre a proibição de fogos de artifício com estampidos e estouros, na prática eles ainda são intensamente usados nas festas de fim de ano para desespero dos pets. O som ouvido pelos animais é potencialmente mais alto ao som percebido pelos humanos.

Para se ter ideia, os humanos têm faixa de vibração auditiva entre 10 e 20.000 hertz. Os cães entre 10 e 40.000 Hz. Eles percebem os sons quatros vezes mais longe que seus tutores. Os gatos são ainda mais sensíveis. A audição felina pode alcançar faixas ultrassônicas de até 1.000.000 Hz (hertz).

Foto: Divulgação
Alguns animais preferem buscar proteção se escondendo embaixo de móveis; deixe o pet se ajeitar da melhor maneira para ele, não force situações desconfortáveis

“Uma explosão próxima ao pet pode causar o rompimento dos tímpanos e perda auditiva. O estresse a que o animal é submetido pode provocar tremores, taquicardia, vocalização com choros e latidos e, em casos extremos, convulsões, paradas cardiorrespiratórias e morte” informa a médica do Centro Veterinário Seres da Petz, Nathália Melo.

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O estouro dos fogos e rojões amedronta e desorienta os animais. Durante as festas de fim de ano, juninas e comemorações em dias de partidas de futebol aumentam os riscos de acidentes. Para fugir do barulho, os animais tentam se esconder e correm desorientados, batendo em portões, grades, pulando janelas, atravessando ruas e avenidas.

RISCOS DE ACIDENTES

Nathália Melo dá algumas dicas para prevenção e para os tutores amenizarem o desconforto dos pets com o barulho

1- Diminuir a percepção do barulho, colocando algodão nos ouvidos. Alguns pets toleram bem os chumaços de algodão que abafam o som dos rojões e fogos com estouros. Mas vale lembrar que o algodão deve ser colocado com cuidado e retirado imediatamente após a diminuição do barulho.

Ouça o “Além da Capa”, um podcast do LIBERAL

2- Cães e gatos costumam se esconder nesses momentos de medo, por isso é importante deixá-los livres das coleiras (em alguns casos eles podem ficar rodando em círculos com riscos de enforcamento).

3-O ideal é agir de forma natural, brincar com o pet, entretê-lo com seu brinquedo favorito, fazer festa, como se nada estivesse acontecendo.

4- Não deixe o animal perto de janelas abertas, piscinas e portões.

5- Prefira abrigar o pet em local fechado e silencioso (por exemplo: um quarto). Isso pode ajudá-lo a se sentir mais protegido.

6- No caso dos gatos é comum que sumam da vista dos donos. Se o ambiente for seguro, com redes nas janelas e portões fechados, evite ficar chamando para não estressá-lo mais.

7- Não é recomendado deixá-los sozinhos nesta época. Em caso de viagens, deixe-os com parentes, vizinhos ou em hotéis especializados.

8- Durante a convivência com o animal, tente acostumá-lo a ouvir sons altos, associando o barulho a petiscos, para que ele assimile no ruído uma sensação positiva.

9- No mercado existem florais que podem auxiliar bastante nestas ocasiões. Converse com o médico veterinário para prescrição. Evite a automedicação.

10- Para auxiliar no bem estar e conforto nestas situações, os análagos de hormônios maternos proporcionam sensação de aconchego e segurança ao pet. Lembrando que estes produtos, assim como os fitoterápicos, devem ser usados em um período prévio a eventos que tenham fogos para melhor adaptação.

11- Cães e gatos que já tenham histórico de doença cardíaca devem ter cuidados especiais nessas situações. É importante que o dono converse com o veterinário.

12- Caso o animal apresente qualquer tipo de alteração ou acabe se machucando de alguma forma, ele deve ser levado imediatamente a um veterinário para ser avaliado.