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Motors

Vespa elétrica tem autonomia de 100 km

Tradicional modelo reafirma o estilo e aponta soluções refinadas para o futuro; scooter tem chances de vir ao Brasil, porém, com preço elevado

Por Auto Press

29 fev 2020 às 11:42

O visual é o de um dos símbolos absolutos do design italiano. No entanto, a primeira Vespa elétrica escreve hoje uma história em direção ao futuro. O tópico da eletrificação é extremamente atual quanto necessário, tanto para carros quanto para o mundo dos veículos de duas rodas. Neste caso, especialmente para veículos para uso puramente urbano. E a rainha das scooters desde 1946 não recuou e criou um produto verdadeiramente inovador.

Esta Vespa tem uma autonomia declarada de cerca de 100 km e conta com um motor elétrico sem escova particularmente sofisticado, localizado fora do cubo da roda. Uma unidade bastante compacta integra a eletrônica de controle, o inversor e o carregador, com a conveniência de manter inalterada a capacidade de armazenamento sob o selim.

Foto: Divulgação
Scooter nascida em 1946 segue com visual puramente urbano, agora em versão que pode ser carregada na tomada

Para recarregar as baterias é simples: basta conectar a Vespa a uma tomada clássica, sem a necessidade de transportar unidades externas volumosas. E então os tempos de carregamento são reduzidos a um terço em comparação com alguns concorrentes. São vantagens e um único limite claro: o preço.

Na Europa, ela ultrapassa os 6.400 euros para o modelo que chega a 45 km/h e 6.700 euros para o que vai a 70 km/h – equivalentes R$ 31 mil e R$ 34 mil. Praticamente o dobro de uma Primavera 50, que serve como modelo base para a versão elétrica. Com chances de vir ao Brasil, ainda sem data definida, a Vespa elétrica deve chegar por aqui custando perto dos R$ 30 mil.

O lendário corpo metálico da Primavera serve de apoio e objetivamente é o elemento central do design. A Vespa, no entanto, conseguiu evoluir ao longo do tempo, trazendo até os dias atuais grande parte do projeto que tem agora mais de 70 anos. A Primavera, que a Elettrica toma como ponto de partida, é um dos modelos atuais mais icônicos e meticulosamente estudados em termos de aparência e detalhes.

Externamente, a Elettrica difere apenas na pintura, com cinco cores disponíveis, todas combinadas com detalhes contrastantes em sete variações de cores. Especificamente, encontramos toques de cor para a borda do escudo, nos perfis laterais dos aros das rodas, nos acabamentos do banco, na parte inferior do escudo dianteiro clássico e no emblema do modelo. Além disso, há a presença do novo bloco do motor.

A Vespa Elettrica tem a distinção de ser diferente de muitas outras scooters desse tipo, porque o motor elétrico não está alojado no interior do aro traseiro, mas na parte externa, onde se encontraria normalmente a transmissão de uma scooter térmica.

O posicionamento do motor também é decisivo na direção, para uma melhor organização dos pesos, mas também para o torque consideravelmente mais alto. De fato, o motor não possui tração direta e a taxa de redução leva a um valor na roda de até 20,4 kgfm. Um torque semelhante ao de um motor de automóvel com cerca de 130 cv.

Mas, no caso, o sistema eletrônico otimiza a liberação da força para melhorar fluidez das viagens e, acima de tudo, preservar a bateria.

O gerenciamento do motor e a solução de não inserir o propulsor no cubo resultam em uma entrega muito linear.

* Matteo Pozzi / infomotori.com