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Face Lift

Um toque de requinte no Pajero Sport

Mitsubishi combinou luxo e equipamentos com a capacidade off-road do Pajero Sport, mas deixou o SUV caro

Por Eduardo Rocha / Autopress

20 jun 2020 às 11:07

Foram mais de três anos desde que a Mitsubishi fez o lançamento mundial da terceira geração do Pajero Sport, em janeiro de 2016, e a chegada do modelo ao Brasil, em abril do ano passado. Mas foram apenas 14 meses para que a marca adotasse no Brasil o face-lift criado para a segunda fase do SUV – este tipo de mudança, em geral, demora quatro anos para acontecer.

O motivo é simples: o Pajero Sport era produzido em Catalão, Goiás, mas saiu do mercado brasileiro em 2011. Ele voltou ao mercado em 2019, importado, mas os primeiros lotes que chegaram vieram antes da mudança no visual.

Como ele foi alterado na Tailândia, onde é produzido, não restou outra alternativa à HPE Automotores, representante da marca no país, esgotar seus estoques e lançar a nova versão.

A demora se deve às fracas vendas do modelo. No ano passado, toda a família Pajero – somados os modelos Full e Sport –, emplacou em torno de 180 unidades por mês.

A marca aposta que este número suba para 250 vendas por mês, ou 40% a mais, com o novo desenho – uma remodelação clássica, que mexeu apenas em detalhes da frente e da traseira.

Não há elementos suficientes no novo Pajero Sport que justifiquem tanto otimismo. Afinal, o modelo manteve o mesmo conceito estético, chamado de Dynamic Shield, bastante discutível.

Outro ponto que não ajuda na expectativa otimista de vendas é o preço. O modelo chega inicialmente em duas versões. A versão mais “barata” é a HPE, que sai a R$ 291.990, ou R$ 18 mil a mais que a HPE com o desenho antigo.

VALOR
A nova configuração de topo é a HPE-S, que sai a R$ 318.990. A marca aponta como rivais os modelos Chevrolet Trailblazer e Toyota SW4, que seguem o mesmo conceito do SUV da Mitsubishi, de cabine sobre chassis para sete passageiros – os outros SUVs grandes do mercado são em monobloco.

O Pajero Sport é o mais caro. A Trailblazer, que tem apenas a versão completa Premier, custa R$ 257.490, enquanto a SW4 na versão SRX, equivalente à HPE, sai por R$ 282.990, enquanto na versão SRX Diamond, semelhante à HPE-S, custa R$ 293.990.

Sob o capô, não houve alterações. O modelo é equipado com o motor turbodiesel 2.4 litros em alumínio, com duplo comando, 16 válvulas e injeção direta.

Ele rende 190 cv de potência e 43,9 kgfm de torque, contra 177 cv e 45,9 kgfm da SW4 e 200 cv e 51 kgfm da Trailblazer. O câmbio é automático de oito velocidades, com paddle shifts atrás do volante.

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