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Raiz

Nova Land Rover Defender quer ser referência do 4X4

Land Rover Defender se vale do prestígio do passado, mas busca novos conceitos

Por Auto Press

31 out 2020 às 13:29

Quando a Land Rover anunciou em 2015 o fim de linha para seu tradicional utilitário Defender até então, um 4X4 da velha escola, não faltaram especulações. O Defender era um símbolo para a marca, mas também era um veículo desatualizado, que não tinha lugar no mundo atual.

Emissões mais rigorosas e regulamentos de segurança tornaram impossível a viabilidade do modelo, pelo menos como era na época. A marca britânica titubeou, mas acabou se definindo pela continuidade de seu 4×4.

Mas, nesse caso, ele deveria se alinhar à nova filosofia da empresa. E a Land Rover conseguiu evoluir o Defender. Foi, na verdade, uma revolução, na tentativa de criar uma nova referência do que deve ser o 4X4 de raiz a partir de agora.

Carro já é vendido no Brasil com preço na faixa dos R$ 400 mil – Foto: Divulgação

Nesse ponto, é preciso reconhecer o bom trabalho dos designers da Land Rover. O novo Defender manteve alguns traços de seu lendário antecessor, mas revistos para transmitir uma imagem de modernidade.

Os traços parecem abusar das linhas retas, mas juntos alcançam uma total harmonia. Há piscadelas em todos os lugares que evocam o design anterior, como o aplique de aparência áspera na base do para-choque, o arranjo de lanternas traseiras ou a queda abrupta na parte de trás. A Land Rover projetou o Defender para que se alinhasse com a estratégia atual e futura da marca. Isso significa que, desde o início, incorpora estratégias de eletrificação.

No caso da unidade de teste, o modelo usa o sistema híbrido leve de 48 volts que está associado a um motor de seis cilindros em linha, com 3.0 litros, que entrega 400 cv de potência e 56,1 kgfm de torque.

A presença de um sistema híbrido leve ajuda a reduzir a carga no motor em momentos específicos, como no funcionamento do start/stop ou em demandas repentinas de energia, como em retomadas, o que influencia beneficamente o consumo e as emissões.

A tração 4X4 traz um sistema eletrônico bastante sofisticado, no qual o motorista só tem que selecionar o tipo de terreno e deixa o carro fazer o resto.

Os puristas condenam o fato de não ter mais a configuração de carroceria apoiada em quadro de longarina. No entanto, a Land Rover afirma que essa nova arquitetura de alumínio é a mais dura da história da empresa.

Além disso, os ângulos de ataque, saída e ventral são excelentes: 38° 40°e 28°, respectivamente. E durante a passagem de obstáculos, a transferência, os diferenciais e todos os sistemas estão funcionando para que o modelo nunca fique sem tração.

Na tela da central multimídia é possível visualizar os obstáculos que estão na frente ou nas laterais que possam danificar o carro. Há proteções mais baixas para todos os componentes importantes e mesmo que o Defender seja um show bastante técnico, ele está preparado para atacar as estradas mais duras.

Portas adentro, o Defender mantém o olhar atraente, duro e moderno. Não traz muito luxo, até porque não é a ideia. Aqui, a intenção foi projetar rusticidade e durabilidade.

Painéis com parafusos expostos, superfícies ocas em todos os lugares, piso emborrachado, peças de couro combinando revestimentos com tecido robusto e inserções acolchoadas com visual simples geram atmosfera muito agradável e de acordo com o que o Defender pretende projetar.

O cluster de instrumentos é digital, há controle climático de três zonas e mesmo na terceira fila de bancos do carro existe um controle para o fluxo de ar. Se bem que para isso é preciso conseguir alguém por lá, já que o espaço é bastante pequeno.

*Do México, Ruben Hoyo_Autocosmos.com

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