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Moto esportiva

Honda CB 500F tem visual renovado e mecânica atualizada

Mesmo com atualizações, moto preserva o conforto e o prazer de pilotar

Por Eduardo Rocha / Auto Press

20 fev 2021 às 14:49

Nos últimos anos, as motocicletas esportivas passaram a ser rejeitadas por boa parte dos consumidores brasileiros. E por dois bons motivos: oferecem pouco conforto e são muito visadas pela bandidagem brasileira.

Com as vendas do segmento em baixa, a Honda resolveu tirar de linha a CBR 500R no final de 2018. Naquele ano, a esportiva vendeu 642 unidades, enquanto a crossover CB 500X vendeu 3.410 exemplares e a naked CB 500F ficou com 2.932.

Honda CB 500F tem visual renovado e mecânica atualizada, mas preserva o conforto e o prazer de pilotar – Foto: Jorge Rodrigues Jorge / Carta Z Notícias

A reação imediata dos consumidores da 500R foi migrar para a 500F, um modelo que embora não tenha uma postura tão agressiva, oferece um visual agressivo, tem boa maneabilidade e traz um nível de conforto superior.

De lá para cá, a 500F passou a vender sistematicamente mais que a 500X. Já em 2019 foram 3.969 mil unidades da naked contra 3.790 da crossover. Em 2020, a renovação da linha 500 não mudou o panorama, embora a pandemia tenha feito ambas venderem menos: 2.892 contra 2.579 unidades.

Parte dessa diferença pode até ser creditada à diferença de preço – a X custa R$ 2.250 a mais que a F, que sai por R$ 30.260, sem frete. Mas a verdade é que a CB 500F é versátil, confortável e oferece postura mais esportiva.

Na atualização da linha 500, em fevereiro de 2020, as mudanças foram mais fortes na parte visual. As características de motocicleta naked foram ressaltadas, mas de forma bem discreta.

O tanque foi redesenhado e ficou ligeiramente maior, agora com 17,1 litros. Os bancos ganharam um recheio mais generoso para ampliar o conforto e foram redesenhados para encaixar melhor o piloto.

O painel em LCD ficou maior, com nova distribuição das informações e iluminação blackout – fundo escuro e dígitos brancos. E também o guidão cônico, com o peso mais centralizado para aumentar o controle.

O motor bicilíndrico foi retrabalhado para atender aos novos padrões de emissores exigidos pelo Promot 5. E todo o esforço para otimizar o propulsor acabou se convertendo em uma forma de manter a potência antiga, com redução no consumo e nas emissões de gases e ruídos.

Com isso, a engenharia da marca conseguiu manter os mesmos 50,4 cv a 8.500 rpm, com a vantagem de fazer os 4,55 kgfm de torque aparecerem aos 6.500 giros – antes, eram a 7 mil rpm.

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