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Moda e Estilo

Viagens de verão: dicas para montar uma bagagem consciente e personalizada

Biquínis que valem por quatro, maiô reutilizado como body e looks versáteis e planejados deixam mais leves as malas e as férias

Por Juliana Rangel Comunicação

19 Janeiro 2022, às 10h02

Pequenas decisões diárias consomem tempo e paciência. Com o Verão, é chegada a hora de fazer as malas e o que parece um sofrimento para alguns, também pode significar ganho de tempo para curtir melhor as férias. A bagagem perfeita, segundo especialistas, pode ser otimizada com boas escolhas e personalizadas para a programação e estilo de cada viajante.

Peças polivalentes e que podem ser ressignificadas são uma tendência presente especialmente em setores mais dinâmicos, como o de Moda Praia. É o caso da Beijo do Sol, marca de Ribeirão Preto, que inclui em suas coleções modelos que, combinados entre si ou com outras peças, permitem vestir bem não só à beira mar. Os itens criados podem ser usados na praia, mas também em diversas situações do dia-a-dia, como ir a um restaurante ou a um museu.

“É a versatilidade de levar uma peça e, no caso de biquínis dupla face, ter na mala um, dois, três e até quatro biquínis diferentes com um único conjunto. No caso do camisão ou do maiô, a pessoa transforma o uso e pode vestir na praia como saída ou em um look mais casual”, explica Erika Bianchini, diretora da Beijo do Sol. Entre os destaques dessa proposta estão os modelos Ripple (dupla face) e as Hot Pants Dupla Face que podem ser usados de quatro formas diferentes, e os maiôs que funcionam como body. “Uma mesma peça serve de várias formas. Os camisões podem ser saída de praia ou mini vestido ou amarrados e usados com um shortinho ou calça jeans.”, afirma Erika.

A consultora de imagem Gal Nader afirma que deve-se evitar levar itens demais, pois isso causa excesso de bagagem e de peso, dificuldade para compor ou até encontrar o que se procura e, no fim, mais itens para arrumar na volta para casa. “O interessante é sempre planejar a mala com antecedência, saber quantos dias de viagem, o clima do local, se esfria à noite, se tem algum compromisso mais formal. Outra dica é usar duas ou três cores coordenáveis entre si, para conseguir variar os looks”, diz a especialista.

Planejamento

Saber a programação com antecedência é essencial para calcular a quantidade de peças. “Não tem uma fórmula, porque cada pessoa tem um estilo. Tem que saber quais programas serão feitos, para não levar peças a mais e que voltam sem uso”, explica a consultora Gal Nader.

A dica, segundo ela, é levar sempre mais partes de cima que partes de baixo, com duas ou três peças de cima para cada peça de baixo. “O que chama a atenção é o que está próximo ao rosto. Se usar uma calça a semana inteira, ninguém vai notar, mas uma blusa as pessoas lembram porque está mais perto da face”, conta Gal.

O biquíni segue a mesma regra: duas partes de cima para cada parte de baixo, lembrando que a secagem rápida permite lavar facilmente a sunga ou calcinha depois de cada uso. “Dupla face também é uma opção legal. O maiô pode ser usado com uma pantalona, uma saia, Sempre tentando um contraponto da peça justa com uma peça mais larguinha para ficar elegante”, diz a consultora de imagem.

Peças coringa

Peças de moda praia inspiradas no streetwear, apetrechos coringa e lenços são itens inteligentes para se ter em uma viagem. “Algumas partes de cima do biquíni parecem e podem ser usadas como cropped. Fica interessante também abusar de acessórios, porque eles mudam a cara do look e ocupam pouco espaço na mala. Lenços podem ser usados como saídas de praia e, se esfriar um pouco, é só jogar nos ombros”, afirma a consultora Gal Nader.

Quanto aos sapatos, as mulheres podem levar uma rasteirinha, uma sandália mais elegante para sair à noite e um tênis (que vai no pé para não ocupar espaço na mala durante a viagem e ainda garantir o conforto nesse momento). Por fim, um vestido básico no estilo da pessoa. “Se surgir algo de última hora, é só mudar o acessório, colocar um colar com o vestido e já se tem algo mais arrumado”, indica a especialista.

Crianças dependem da idade, mas é sempre regra levar mais roupas que um adulto, pois os pequenos tendem a se sujar mais e precisam de mais trocas, inclusive na parte de baixo do look.

No calor, é bom selecionar peças respiráveis, como algodão, malha e linho. “Não tem problema o linho ficar amarrotado. Lógico que não é um amarrotado por ter sido dobrado errado, mas de uso. Aliás, a gente faz a mala pensando na dobra que acontece naturalmente no uso da peça. Dobra-se ao meio uma saia e não no comprimento”, explica Gal.

As peças devem ser dispostas na mala em camadas. As maiores devem ser colocadas no fundo e as menores por cima – biquínis, lingeries e até sapatos (devidamente embalados) devem ser dispostos nos vãos que sobram. “Quanto menos dobrar na mala, menos amarrotado fica. E quanto mais compacto, melhor. Não pode ficar buraco. Dos looks, não tem certo ou errado. Tem o que funciona para aquela pessoa e aquela ocasião”, finaliza a consultora.

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