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Decoração e Arquitetura

Guia das cadeiras

Grande protagonista em salas de jantar, livings e cozinhas, ela merece atenção do momento da compra à sua conservação

Por Glaucia Ferreira_DC33

05 de julho de 2022, às 17h34 • Última atualização em 05 de julho de 2022, às 17h36

Diante da infinidade de modelos com variações de tamanhos, materiais, cores, texturas, pode parecer complicado selecionar o conjunto ideal para seu projeto. Quando se trata de um ambiente integrado, como a conexão entre living, sala de TV e jantar, o desafio parece ainda maior tendo em vista que a composição deve ser condizente com a arquitetura de interiores como um todo.

Pensando em tornar esta escolha mais fácil, a Sier – empresa especializada em mobiliário de alto padrão, com sede em Ubá, Zona da Mata mineira – traz algumas orientações a partir de sua experiência de mais de 30 anos no segmento, discorrendo a seguir sobre medidas, ergonomia, materiais e outras características que devem ser levadas em conta na escolha da cadeira adequada para cada espaço.

“As cadeiras tendem a ser grandes protagonistas nos ambientes. Afinal, estão sempre presentes nas reuniões em família e nas confraternizações entre amigos”, observa Carlos Reis, designer e gerente do Estúdio Sier de Design.

Os principais fatores que primeiro influenciam a escolha das cadeiras são, em geral, o gosto pessoal e o estilo de vida dos moradores. Afinal, além de um desenho atraente, as peças devem fazer sentido para suas necessidades específicas, para o tipo do ambiente e as características da arquitetura em que estão inseridas. Mas como estabelecer o modelo ideal, tendo em vista as particularidades de cada espaço?

Em cozinhas e espaços gourmet, ambientes que costumam ter uso intenso e exposição a alimentos, gorduras e líquidos, na opção de cadeiras estofadas é importante escolher revestimentos de fácil manutenção. “Sempre recomendamos materiais com menor absorção de água e que sejam mais simples de limpar. Em um espaço que pede uma cadeira leve e prática, tecidos frágeis não são indicados”, informa Carlos Reis.

Para salas de jantar, em linhas gerais, a Sier recomenda atenção à inclinação do encosto pois, se for muito inclinado para trás, tende a induzir uma postura desconfortável à mesa.

Trabalho

Já em escritórios corporativos ou home office, rodízios e apoios de braços são itens indispensáveis para as cadeiras. Nos cantos devotados à leitura, peças de dimensões mais generosas acolhem o leitor para momentos aprazíveis. Mas as cadeiras não estão restritas a esses ambientes. Dormitórios e closets também podem contar com uma alternativa como apoio para o momento de vestir-se ou para uma pausa no dia a dia.

Combinação sofisticada para a sala de jantar: cadeiras Charlotte, com assento estofado, encosto em palha natural, e mesa Odessa, com tampo laminado em nogueira, base no acabamento madeira e detalhe dourado

O entendimento das diferentes demandas de cada espaço é fundamental para a escolha da cadeira. Acima, uma opção original da Sier para mesa de trabalho: com inspiração retrô, cadeira Nice, de madeira com acabamento ébano, assento e encosto estofados. Já a mesa Atenas 2 é de madeira com acabamento névoa e remete ao estilo neoclássico

Atenção à ergonomia

No que se refere as questões ergonômicas é preciso observar as medidas, os contornos da peça e, nas cadeiras, especialmente o ângulo entre o encosto e o assento. Não basta um bom acolchoamento e revestimentos nobres. Há cadeiras que, mesmo produzidas integralmente em madeira, oferecem conforto aprimorado graças à sua ergonomia bem desenhada. É preciso estar atento a isto, pois camadas generosas de espuma não são sinônimo de conforto verdadeiro.

Uma cadeira com ergonomia ruim pode ocasionar problemas frequentes no uso, tais como dificultar o apoio dos pés no chão (no caso do assento ser muito alto) e má postura. Pensando nisso, a Sier segue as orientações de órgãos especializados que ditam as especificações adequadas.

Uma vez que os móveis são produzidos em escala industrial, é necessário adotar os dados antropométricos médios característicos da população brasileira para determinar os parâmetros construtivos das cadeiras. “No entanto, como pode haver variações de medidas a cada modelo, sugerimos que o cliente experimente a peça antes de comprá-la, pois, as dimensões podem influenciar diretamente no conforto dependendo da estatura da pessoa”, orienta Carlos Reis.

Medidas

Quanto às medidas, em linhas gerais, os assentos podem variar entre 46 e 48 cm de altura, 48 a 50 cm de largura e 43 a 44 cm de profundidade. Já a altura do encosto da cadeira é relativa e depende do design proposto. “Antigamente usava-se espaldares mais altos, entre 1 m e 1,10m de altura total. Hoje isso mudou e, em geral, os tamanhos variam entre 78 cm e 90 cm de altura total”, explica Carlos.

Com curvas adequadas às características morfológicas do corpo humano, as peças oferecem conforto e estabilidade ao sentar-se. A Cadeira Joelma, de madeira com acabamento em nogueira, faz aqui uma composição perfeita com a Mesa Ducto Slim Moeda, que possui a mesma composição e acabamento

Tendências na decoração

Falando em tendências do mundo do design, os tecidos com texturas – que convidam ao toque – estão em alta e, em geral, contam com a suavidade das cores claras para acentuar seu estilo. Seguindo a mesma premissa, madeiras em tonalidades claras também estão em evidência, como é o caso do padrão Névoa, com efeito dessaturado, lançado recentemente pela Sier na coleção Despertar. A presença de acabamentos refinados, como telas e detalhes em metal, também é uma forte tendência que valoriza as peças.

Nos móveis contemporâneos, as linhas orgânicas estão em alta, com contornos suaves, favorecendo o contato e a ergonomia. A cadeira Leila Plus da Sier, de madeira maciça, tem design bem pensado em cada componente, o que faz diferença no resultado preciso, com traços fluídos e livre de excessos

Conservação e limpeza

Para conservar as cadeiras sempre bonitas, a Sier indica observar cada material em seus componentes. Em linhas gerais, produtos com álcool ou solventes químicos devem ser evitados, pois podem provocar manchas irreversíveis nos móveis. Em casos de sujeiras mais difíceis, recomenda-se consultar um profissional para evitar danos permanentes.

Em cadeiras de madeira, indica-se usar uma flanela para tirar a poeira. Eventualmente, pode-se aplicar um pano ligeiramente umedecido, secando muito bem em seguida. Já para os tecidos que revestem o estofado e encosto, há modelos que contam com acabamento impermeável, que facilita a manutenção. Tecidos que absorvem muita sujeira merecem cuidados especiais para não manchar e não danificar com a própria limpeza.

Como revestimento, o couro necessita apenas de flanela para tirar poeira. Em alguns casos, um pano ligeiramente umedecido também pode ser considerado. Em cadeiras com encosto em tela, a sugestão é que se remova a poeira com espanador. Um pincel macio de fibras naturais é muito bem-vindo para os detalhes, tomando cuidado para não repuxar os fios.

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